{"id":3988,"date":"2020-06-22T13:33:26","date_gmt":"2020-06-22T16:33:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sistemafaeal.org.br\/senar\/?p=3988"},"modified":"2020-06-22T13:33:26","modified_gmt":"2020-06-22T16:33:26","slug":"peste-suina-classica-prevencao-e-controle","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sistemafaeal.org.br\/senar\/peste-suina-classica-prevencao-e-controle\/","title":{"rendered":"Peste Su\u00edna Cl\u00e1ssica: preven\u00e7\u00e3o e controle"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3989\" src=\"http:\/\/www.sistemafaeal.org.br\/senar\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/porcos.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"466\" srcset=\"https:\/\/www.sistemafaeal.org.br\/senar\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/porcos.jpg 700w, https:\/\/www.sistemafaeal.org.br\/senar\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/porcos-600x399.jpg 600w, https:\/\/www.sistemafaeal.org.br\/senar\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/porcos-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.sistemafaeal.org.br\/senar\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/porcos-696x463.jpg 696w, https:\/\/www.sistemafaeal.org.br\/senar\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/porcos-631x420.jpg 631w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/>A Peste Su\u00edna Cl\u00e1ssica \u2013 PSC \u2013, tamb\u00e9m conhecida como c\u00f3lera ou febre su\u00edna, \u00e9 uma doen\u00e7a altamente contagiosa, causada por v\u00edrus da fam\u00edlia\u00a0<em>Flaviviridae<\/em>, g\u00eanero\u00a0<em>Pestivirus<\/em>, de genoma RNA. Afeta tanto os porcos dom\u00e9sticos quanto os selvagens. N\u00e3o oferece riscos \u00e0 sa\u00fade humana, nem a outras esp\u00e9cies de animais, mas \u00e9 praticamente fatal para os su\u00ednos.<\/p>\n<p>A engenheira agr\u00f4noma e coordenadora de Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Gerencial \u2013 ATeG \u2013 do Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Rural \u2013 Senar Alagoas \u2013, Luana Torres explica como identificar os animais acometidas pela doen\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cOs sinais cl\u00ednicos geralmente s\u00e3o depress\u00e3o; febre alta, que pode chegar a 41 graus; amontoamento; conjuntivite; leucopenia severa; hemorragia e necrose das tonsilas; eritemas; outras hemorragias; e cianose nos animais de pele branca. Al\u00e9m disso, podem ocorrer pet\u00e9quias e hemorragia nas mucosas, ba\u00e7o, pulm\u00e3o e rins\u201d, elenca Luana.<\/p>\n<p>\u201cTamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel perceber que os animais com sobrevida de dez dias ou mais, depois que come\u00e7am a demonstrar esses sintomas cl\u00ednicos, t\u00eam chance de desenvolver sintomas que venham a afetar o trato respirat\u00f3rio intestinal, no caso, constipa\u00e7\u00e3o seguida de uma severa diarreia\u201d, acrescenta a coordenadora de ATeG do Senar Alagoas.<\/p>\n<p>Nos casos de infec\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica, o animal, depois que apresenta febre, tem uma recupera\u00e7\u00e3o transit\u00f3ria, mas que vem seguida da recorr\u00eancia da febre. \u201cA\u00ed aparece a anorexia, o su\u00edno n\u00e3o consegue se alimentar adequadamente, perde peso e consequentemente fica deprimido\u201d, explica Luana.<\/p>\n<p><strong>Contamina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A contamina\u00e7\u00e3o da Peste Su\u00edna Cl\u00e1ssica geralmente ocorre por via oronasal. Segundo Luana Torres, a densidade populacional elevada, com muitos animais aglomerados em um espa\u00e7o pequeno, ou a presen\u00e7a de porcos silvestres habitando o mesmo espa\u00e7o que os dom\u00e9sticos pode favorecer a propaga\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>O per\u00edodo de incuba\u00e7\u00e3o varia de 7 a dez dias. O v\u00edrus ataca c\u00e9lulas endoteliais, macr\u00f3fagos, epiteliais espec\u00edficas e linforreticulares. \u201cNos casos de infec\u00e7\u00e3o pr\u00e9-natal, o v\u00edrus afeta a diferencia\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os e leva a uma s\u00e9rie de malforma\u00e7\u00f5es, abortos, natimortos, mumifica\u00e7\u00e3o do feto. J\u00e1 nos casos em que a infec\u00e7\u00e3o \u00e9 p\u00f3s-natal, os efeitos aparecem nos danos sofridos pelas c\u00e9lulas epiteliais e como trombose\u201d, pontua Luana.<\/p>\n<p>A taxa de mortalidade \u00e9 mais alta entre os animais mais jovens. Nos mais velhos, a doen\u00e7a pode se manifestar de maneira subcl\u00ednica.<\/p>\n<p><strong>Preven\u00e7\u00e3o e controle<\/strong><\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico da PSC se d\u00e1 por meio do isolamento do v\u00edrus em cultivo celular. Para isso \u00e9 utilizado o sangue ou suspens\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os do sistema linfoide. A identifica\u00e7\u00e3o do v\u00edrus se d\u00e1 com o uso de anticorpos espec\u00edficos. O resultado dos testes pode demorar at\u00e9 7 dias. Outras op\u00e7\u00f5es de diagn\u00f3stico s\u00e3o as t\u00e9cnicas de imunofluoresc\u00eancia, o teste de E.L.I.S.A ou de RT-PCR. Mas Luana Torres ressalta que a melhor estrat\u00e9gia de combate \u00e0 doen\u00e7a \u00e9 a preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 importante fazer o cercamento de toda a granja su\u00edna com tela de, no m\u00ednimo, 1,5 m de altura; para entrar na granja, todas as pessoas devem trocar de roupas e cal\u00e7ados; e o acesso de ve\u00edculos de transporte de ra\u00e7\u00e3o e su\u00ednos deve ser proibido. \u00c9 por isso que as granjas suin\u00edcolas s\u00e3o reconhecidas por terem um controle muito severo, com a utiliza\u00e7\u00e3o de pedil\u00favio e rodol\u00favio\u201d, observa.<\/p>\n<p>Como a Peste Su\u00edna Cl\u00e1ssica \u00e9 uma doen\u00e7a de taxa de mortalidade muito alta, o controle se d\u00e1 com a elimina\u00e7\u00e3o dos animais infectados do rebanho. \u201cAl\u00e9m disso, \u00e9 preciso investir sempre no bem-estar animal, na sanidade do local, evitar que o rebanho tenha contato com javalis, su\u00ednos silvestres, e limitar a movimenta\u00e7\u00e3o dos animais vivos, da carne su\u00edna e de poss\u00edveis vetores. N\u00e3o existe tratamento espec\u00edfico para a peste su\u00edna cl\u00e1ssica, uma alternativa \u00e9 que os porcos tenham alimenta\u00e7\u00e3o e suplementa\u00e7\u00e3o adequadas, com composto vitam\u00ednico, \u00e1cidos org\u00e2nicos. Isso vai aumentar o bem-estar e evitar que esse tipo de doen\u00e7a aconte\u00e7a na granja\u201d, diz a coordenadora de ATeG do Senar AL.<\/p>\n<p>No \u00faltimo m\u00eas de maio, o Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento \u2013 Mapa \u2013 publicou a Instru\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 10\/2020, que autoriza o uso da vacina contra a Peste Su\u00edna Cl\u00e1ssica \u2013 PSC) nos 11 estados da Zona N\u00e3o Livre da doen\u00e7a, o que inclui Alagoas. De acordo com a norma, para o in\u00edcio da vacina\u00e7\u00e3o nos estados, o Departamento de Sa\u00fade Animal deve realizar avalia\u00e7\u00e3o espec\u00edfica da implanta\u00e7\u00e3o do Plano Estrat\u00e9gico Brasil Livre de Peste Su\u00edna Cl\u00e1ssica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Peste Su\u00edna Cl\u00e1ssica \u2013 PSC \u2013, tamb\u00e9m conhecida como c\u00f3lera ou febre su\u00edna, \u00e9 uma doen\u00e7a altamente contagiosa, causada por v\u00edrus da fam\u00edlia\u00a0Flaviviridae, g\u00eanero\u00a0Pestivirus, de genoma RNA. Afeta tanto os porcos dom\u00e9sticos quanto os selvagens. N\u00e3o oferece riscos \u00e0 sa\u00fade humana, nem a outras esp\u00e9cies de animais, mas \u00e9 praticamente fatal para os su\u00ednos. 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