{"id":4157,"date":"2020-09-01T09:39:20","date_gmt":"2020-09-01T12:39:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sistemafaeal.org.br\/senar\/?p=4157"},"modified":"2020-09-01T11:11:26","modified_gmt":"2020-09-01T14:11:26","slug":"pinha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sistemafaeal.org.br\/senar\/pinha\/","title":{"rendered":"Senar orienta produtores de pinha no combate \u00e0 antracnose"},"content":{"rendered":"<p><strong>Trabalho de assist\u00eancia t\u00e9cnica no munic\u00edpio de Estrela de Alagoas est\u00e1 vinculado ao Programa Agronordeste<\/strong><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_55998\"  width=\"640\" height=\"360\"  data-origwidth=\"640\" data-origheight=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hxAUS7uZ3sc?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p>As planta\u00e7\u00f5es de pinha dos s\u00edtios de Estrela de Alagoas, munic\u00edpio do Agreste alagoano, v\u00eam sendo atacadas pela antracnose desde 2014. Mas este ano, a doen\u00e7a causada por um fungo do g\u00eanero\u00a0<em>Colletrotichum\u00a0<\/em>provocou preju\u00edzos ainda maiores. Agricultores perderam de 60% a 90% da produ\u00e7\u00e3o. Na tentativa de resolver o problema, a comunidade acionou o Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Rural \u2013 Senar Alagoas \u2013 e passou a ser atendida pelo programa Agronordeste. Hoje, 30 produtores s\u00e3o orientados a agir de forma preventiva e garantir as pr\u00f3ximas safras.<\/p>\n<p>O trabalho de orienta\u00e7\u00e3o e acompanhamento \u00e9 realizado pela engenheira agr\u00f4noma e t\u00e9cnica de campo do Senar Alagoas, Ellen de Oliveira. A solu\u00e7\u00e3o indicada para os agricultores \u00e9 um trabalho de limpeza, simples e f\u00e1cil de fazer. \u201cTodos os frutos afetados e as folhas com manchas provocadas pela doen\u00e7a devem ser retirados da \u00e1rea, levados para um local distante do pomar e incinerados ou enterrados em uma boa profundidade. Recomenda-se, no m\u00ednimo, um metro, mas pode ser de 30 cent\u00edmetros, com pouca quantidade de material\u201d, explica Ellen.<\/p>\n<p>Segundo a t\u00e9cnica de campo, ap\u00f3s a limpeza, tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel fazer um tratamento com a utiliza\u00e7\u00e3o de fungicida. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio que seja um produto espec\u00edfico para a antracnose e que tenha a\u00e7\u00e3o curativa. Neste caso, n\u00e3o \u00e9 aconselh\u00e1vel utilizar um fungicida preventivo, uma vez que o fungo j\u00e1 se encontra na \u00e1rea\u201d, pondera.<\/p>\n<p>No povoado Jurema, o agricultor\u00a0Adnaldo Brand\u00e3o da Silva segue as orienta\u00e7\u00f5es ap\u00f3s ter visto\u00a0a sua produ\u00e7\u00e3o de pinha\u00a0cair drasticamente. \u201cVinha gente de Recife, Aracaju e Macei\u00f3 comprar aqui. Na safra sadia, eu vendia cem caixas de pinha, em 280 p\u00e9s. Este ano, consegui fazer um lucro de 28 caixas apenas\u201d, lamenta.<\/p>\n<p>Hoje, al\u00e9m de fazer a limpeza da \u00e1rea plantada, Adnaldo procura conscientizar outros agricultores para que sigam \u00e0 risca as orienta\u00e7\u00f5es. \u201cSe todos fizerem esse trabalho, provavelmente teremos mais pinha. Mas se acharem que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio limpar, podar, daqui h\u00e1 dois anos eu acredito que n\u00e3o teremos mais uma fruta aqui. Nos \u00faltimos anos, a gente vem tendo perdas muito grandes e eu quero agradecer ao Senar, e especialmente \u00e0 engenheira Ellen, que est\u00e1 acompanhando os donos dos s\u00edtios em Estrela\u201d, reconhece.<\/p>\n<p><strong>Outras culturas<br \/>\n<\/strong>A antracnose pode acometer outras culturas. Nas propriedades atendidas pelo programa Agronordeste, em Estrela de Alagoas, a doen\u00e7a tamb\u00e9m afetou as planta\u00e7\u00f5es de feij\u00e3o. \u201cEsse g\u00eanero ataca diversas frut\u00edferas, leguminosas e gram\u00edneas, entre outras esp\u00e9cies. O manejo inadequado faz com que a antracnose seja transmitida facilmente dentro do campo. \u00c9 o que est\u00e1 acontecendo nesta \u00e1rea\u201d, observa Ellen de Oliveira.<\/p>\n<p>O fungo produz uma massa de cor alaranjada, na parte externa do fruto. Com as chuvas, essa massa \u00e9 lavada e, desta forma, a doen\u00e7a \u00e9 transmitido em dist\u00e2ncias curtas. Da\u00ed a import\u00e2ncia da limpeza total e, preferencialmente, da incinera\u00e7\u00e3o do material recolhido.<\/p>\n<p>\u201cAs folhas e os frutos n\u00e3o devem ser deixados no ch\u00e3o, pois servir\u00e3o de fonte de contamina\u00e7\u00e3o. Se o material infectado n\u00e3o for retirado, queimado ou enterrado, o plantio ter\u00e1 antracnose na pr\u00f3xima safra, porque esse fungo consegue sobreviver em restos culturais, por possuir a\u00e7\u00f5es sapr\u00f3fita (obtendo nutrientes a partir de mat\u00e9ria org\u00e2nica em decomposi\u00e7\u00e3o) e parasita. Enquanto houver hospedeiro, ele se reproduzir\u00e1\u201d, alerta a engenheira agr\u00f4noma.<\/p>\n<p>Ellen explica, ainda, que queimar o material \u00e9 mais recomend\u00e1vel, pois acaba com os fungos oportunistas que aproveitam a situa\u00e7\u00e3o de debilidade da planta, a exemplo da <em>phytophthora, pythium\u00a0<\/em>e<em>\u00a0clamid\u00f3sporos de fusarium<\/em>, que possuem estruturas de resist\u00eancia e podem permanecer\u00a0at\u00e9 20 anos no solo. \u201cSe o produtor agir preventivamente, podemos dizer que as perdas ser\u00e3o m\u00ednimas\u201d, garante a t\u00e9cnica de campo do Senar Alagoas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trabalho de assist\u00eancia t\u00e9cnica no munic\u00edpio de Estrela de Alagoas est\u00e1 vinculado ao Programa Agronordeste As planta\u00e7\u00f5es de pinha dos s\u00edtios de Estrela de Alagoas, munic\u00edpio do Agreste alagoano, v\u00eam sendo atacadas pela antracnose desde 2014. 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