Certificado de Cadastro de Imóvel Rural de 2017 está disponível para emissão

Foto: freepik.com

Proprietários e possuidores a qualquer título de imóvel rural podem emitir o Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) do exercício de 2017. O documento foi disponibilizado pelo Incra no último dia 4 de dezembro e, desde então, já foram emitidos mais de 973 mil certificados.

O documento pode ser acessado via internet nos portais do Incra, da Sala da Cidadania e do Cadastro Rural. O CCIR também pode ser emitido presencialmente nas superintendências regionais ou unidades avançadas do Incra, bem como nas Salas da Cidadania e Unidades Municipais de Cadastramento (UMC) em cidades nas quais a autarquia e a prefeitura firmaram acordo de cooperação para atendimento ao público.

O sistema permite a emissão do certificado com o preenchimento dos dados em computador com acesso à internet. Após o preenchimento, será emitido o documento e gerado boleto de Guia de Recolhimento da União (GRU) da taxa cadastral. O CCIR só será validado após o pagamento da taxa na rede de atendimento do Banco do Brasil. O CCIR 2017 substitui os certificados dos exercícios anteriores e, caso haja pendências, o sistema calcula automaticamente o valor a ser pago, acrescido de juros e multas.

Em 2017, como forma de melhorar a qualificação da gestão territorial, o Incra passou a emitir o certificado anualmente. Outra novidade ficou por conta da adição de mapa com ilustração dos perímetros da propriedade no próprio CCIR, no caso de imóveis georreferenciados e certificados.

CCIR: para que serve

O CCIR é fornecido pelo Incra para comprovar o cadastro do imóvel rural no Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR), sistema do governo federal de responsabilidade do instituto, que reúne informações cadastrais de imóveis rurais em todo o território brasileiro.

É indispensável para quem precisa ou deseja desmembrar, arrendar, hipotecar, vender ou prometer em venda sua área, utilizar como garantia para tomada de crédito rural e ainda para homologação de partilha amigável ou judicial em espólios (sucessão por causa mortis).

Sem a apresentação do documento, os detentores a qualquer título de imóvel rural, não poderão, sob pena de nulidade, realizar as mencionadas operações junto aos cartórios e instituições bancárias.

Mais informações sobre o CCIR no portal do Incra. Consulte também as superintendências regionais e unidades avançadas do instituto nos estados, as Salas da Cidadania e Unidades Municipais de Cadastramento (UMC) em diversos municípios, bem como pelos telefones (61) 3411-7370 ou 3411-7380.

Informações sobre o Certificado de Cadastro de Imóvel Rural.

Emitir o CCIR 2017 de seu imóvel rural.

Faeal vai reativar comissão da cana a pedido de produtores

Reunião aconteceu na Presidência da Faeal

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas vai reativar a Comissão da Cana-de-Açúcar em atendimento ao pedido de um grupo de produtores de Teotônio Vilela, Coruripe e região, que procurou o presidente da Faeal, Álvaro Almeida, nessa segunda-feira, 12, para pedir o apoio da instituição.

“Estamos buscando uma representatividade política e técnica junto ao Estado de Alagoas, para tentar solucionar algumas dúvidas dos fornecedores e melhorar a cadeia como um todo”, diz Vinícius Cansanção, produtor de Teotônio Vilela.

Para os produtores, a principais dificuldades estão relacionadas à política de estabelecimento de preços. “É importante buscarmos informações em outros estados que estão mais avançados, por isso, pensamos na Federação como uma entidade que pudesse ter acesso mais fácil e trazer essas experiências para que possamos tentar melhorar um pouco esse sistema de remuneração da cana-de-açúcar aqui em Alagoas”, comenta Cansanção.

“Vamos reativar a comissão para que ela exerça a sua função, que é a procura da defesa da lavoura canavieira junto aos órgãos competentes, isso sem ir de encontro a qualquer outra entidade que represente os fornecedores de cana do Estado de Alagoas. A nossa comissão, naturalmente, ajudará para que essa defesa do produtor seja mais frequente”, garante Álvaro Almeida.

Segundo o presidente da Faeal, a intenção é definir uma diretoria e eleger um conselho, para que a comissão tenha um valor colegiado. “Tudo com o referendo da presidência da Federação da Agricultura, que não fará nada que não esteja de acordo com o seu estatuto e atividades”, conclui Álvaro.

Seminário aborda inovações para o cultivo de grãos

Evento reúne produtores, técnicos, pesquisadores e estudantes

Produtores rurais, técnicos agrícolas, pesquisadores e estudantes participam hoje (12) e amanhã (13) do Seminário Alagoano de Produção de Grãos 2018. O evento acontece no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, em Maceió, e é uma realização do Governo de Alagoas em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado – Faeal –, o Sebrae AL e a Embrapa, entre outras instituições. Com 12 palestras na programação, o seminário aborda as inovações da agricultura voltadas ao cultivo de grãos.

O presidente da Emater Goiás, Pedro Arraes, ministrou a palestra de abertura, sobre o futuro do agronegócio no mundo. Outros palestrantes, de diversas regiões, abordam assuntos relacionados à rotação de cana-de-açúcar com soja; mercado de grãos; integração lavoura, pecuária e floresta; nutrição na cultura da soja; métodos de irrigação em grãos; agricultura de precisão, manejo do solo para altas produtividades de soja, entre outros temas. “Esse evento promove a troca de conhecimentos a partir de algumas experiências exitosas de todo o país, que nós trazemos a Maceió por sugestão dos próprios participantes da Comissão de Grãos do estado”, explica Vânia Brito, gerente da Unidade de Agronegócios do Sebrae em Alagoas.

Álvaro Almeida: “Produção de soja e milho contribuirá cada vez mais com o desenvolvimento de Alagoas”

Para o presidente da Faeal, Álvaro Almeida, o seminário ganha ainda mais importância pelo momento em que vive a agricultura alagoana, em que os espaços deixados pela cana-de-açúcar vêm sendo absorvidos pelos grãos. “Essa discussão já existe desde a época em que o nosso ex-secretário de Estado da Agricultura, Álvaro Vasconcelos, era presidente da Associação dos Criadores. Agora, no governo Renan Filho, ganhou mais força. A produção de soja e milho aumentou, já contribui e certamente contribuirá cada vez mais com o desenvolvimento socioeconômico de Alagoas, sobretudo, na geração de emprego e renda”, avalia.

Henrique Soares: “Desde 2015, tivemos aumento de 3000% na lavoura de soja e de 400% na de milho”

“Alagoas está em processo de diversificação de culturas e nós temos trabalhado para levar tecnologias e processos inovadores para o campo. De 2015 até hoje, tivemos um aumento na ordem de 3000% na lavoura de soja e de 400% na de milho. Neste período, além de importar tecnologias, nós as validamos para que o produtor tenha acesso com a expressão real de cada tecnologia e o seu potencial em nosso território. Já foram implementadas pesquisas com mais de 50 variedades de soja e cem de milho”, ressalta Henrique Soares, secretário de Estado da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura.

Produtores

Vânia Brito, do Sebrae AL, ressalta que temas e palestras são sugeridos pelos produtores locais

Há quatro anos, Sérgio Papini produz soja na Surubana, propriedade localizada na região norte de Alagoas. A produção é escoada para estados vizinhos ou para exportação, por meio de navios que saem carregados do Oeste da Bahia. “A soja tem uma característica interessante. Diferentemente de outras culturas, ela fixa nitrogênio no solo e faz com que ele se enriqueça em matéria orgânica. No quarto ano, tivemos uma produtividade de 62,5 sacas por hectare, apesar das dificuldades climáticas, mas ainda precisamos aprender a calibrar as melhores variedades para cada região”, diz o produtor.

Eduardo Simonetti, do Mato Grosso, e o alagoano Sérgio Papini comemoram resultados da produção de soja

A possibilidade de produzir grãos a custos mais baixos e revendê-los a preços mais atrativos fez com que Eduardo Simonetti, do Mato Grosso, investisse em terras alagoanas. Hoje, com mil hectares divididos em plantações de milho e soja, ele comemora os resultados de um trabalho de cultivo iniciado em março. “O clima não foi muito propício este ano, mas nós vamos conseguir cobrir os investimentos, o que não acontece em uma área de primeiro ano de grãos no Centro-Oeste. Estou muito feliz e já preparando a terra para 2019, que, se Deus quiser, será bem melhor”, vislumbra.

Programas de Saúde do Senar AL atendem comunidade rural de Mar Vermelho

Palestra sobre câncer de próstata

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar AL – promoveu mais um dia de ações dos programas de Saúde da Mulher e do Homem nesta sexta-feira, 9. As atividades aconteceram no município de Mar Vermelho, agreste alagoano. Os programas têm o apoio da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas – Faeal – e contribuem para a melhoria da qualidade de vida da população do campo.

As ações se concentraram na Creche Maria Odete e na Unidade de Saúde Humberto Gomes de Melo. Cerca de 120 homens assistiram à palestra sobre câncer de próstata, ministrada pelo urologista Mário Ronalsa, fizeram os exames de PSA e toque. Já as mais de cem mulheres foram orientadas sobre câncer de mama e colo do útero e passaram por exames de citologia. Houve também testes rápidos de glicemia, diabetes, sífilis e HIV.

Agricultores fizeram PSA

Todo o trabalho foi desenvolvido em parceria com a Prefeitura de Mar Vermelho. “Esses programas do Senar são de suma importância, principalmente, para os homens e mulheres do campo, que muitas vezes não têm acesso a momentos como este. Nós já realizamos um trabalho preventivo, todos os dias, e o Senar e a Faeal chegam para agregar e fortalecer as nossas ações”, afirma a prefeita do município, Juliana Almeida.

“Estamos cumprindo com a nossa obrigação e reiterando o nosso compromisso, não só com o desenvolvimento socioeconômico da população rural, mas também com a saúde do homem e da mulher do campo”, enfatiza o presidente do Conselho de Administração do Senar AL e presidente da Faeal, Álvaro Almeida.

Ação da Prefeitura une outubro rosa e novembro azul

Ex-presidente da Rede Feminina de Combate ao Câncer e recém-eleita deputada estadual por Alagoas, Fátima Canuto acompanhou as ações de saúde em Mar Vermelho. “É fundamental que a população rural tenha acesso às informações sobre a importância da detecção precoce, tanto do câncer de mama, quanto de próstata. E é muito bom ver a participação de muitas mulheres e dos homens também, que estão vencendo o preconceito e se cuidando”, observa.

Aos 68 anos, o agricultor José Pedro dos Santos aproveitou o programa de saúde do Senar AL para refazer o PSA e o exame de toque. “Um trabalho desse é maravilhoso para o homem. Não sinto nada, mas, de qualquer maneira, tenho que me cuidar. Se todos os homens pensassem como eu, o câncer de próstata diminuiria muito”.

Juliana Almeida: “Parceria do Senar fortalece ações da Prefeitura”

Acompanhada do marido de da filha pequena, a autônoma Larissa Santos, 21 anos, aproveitou o programa do Senar AL para fazer a citologia. “Quanto mais cedo a gente se cuidar, melhor a gente vai ficar no futuro, com mais saúde para o resto da vida”, diz.

Aftosa: Alagoas pode se tornar zona livre sem vacinação em 2020

Presidente da Faeal, Álvaro Almeida, entre o diretor-presidente da Adeal, Ironaldo Monteiro, e assessor de Gestão Interna, Everaldo Rosa

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas (Faeal), Álvaro Almeida, mobiliza os produtores para que vacinem seus rebanhos durante a segunda etapa da campanha contra a febra aftosa de 2018, obrigatória para bovinos e bubalinos com até dois anos de vida. A etapa segue até o final deste mês.

“Nós estamos juntos nessa luta contra a aftosa, porque ninguém sozinho consegue superar as dificuldades. Se todos os produtores vacinarem os seus rebanhos nesta segunda etapa de 2018, na primeira de 2019 – em que 100% dos animais deverão ser vacinados – e na segunda, em novembro do ano que vem, para os animais com 24 meses de vida, nós alcançaremos o status de zona livre sem vacinação em 2020”, afirma Almeida.

De acordo com dados da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal), deverão ser vacinados, nesta etapa, apenas 500 mil animais em todo o Estado. A Adeal informou, ainda, que todos os produtores, independentemente de terem animais vacinais nesta etapa, devem comparecer aos escritórios da agência de defesa agropecuária para atualizar os dados cadastrais e o rebanho.

Segundo a agência de defesa agropecuária, na primeira etapa da campanha, realizada em maio passado e onde todos os animais foram vacinados, foi registrada uma cobertura vacinal de 95,56% do rebanho que era superior a um milhão de animais.

Com informações da BCCOM

Colaboradores do Senar AL participam do Programa de Nivelamento

Colaboradores do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas – participaram, na última sexta-feira, 30 de outubro, de uma palestra de integração promovida pela Administração Central do Senar, por meio do Programa de Nivelamento das Regionais. O objetivo é criar e desenvolver ações de nivelamento e fortalecimento dos serviços prestados e das atividades desenvolvidas pelas administrações regionais, para garantir que o produtor e o trabalhador rural recebam serviços com qualidade e excelência.

A partir do Programa de Nivelamento, a Administração Central do Senar faz um diagnóstico institucional de cada regional, traça um plano de melhorias, monitora a execução e avalia os resultados. “Nós sabemos que as regionais já prestam bons serviços para os produtores e trabalhadores do campo, mas a ideia é estar sempre melhorando, para aumentar a produtividade, gerar renda e evitar o êxodo rural”, ressalta Ivo Jacó, coordenador do programa.

Durante todo o dia, os colaboradores do Senar AL participaram de dinâmicas de integração, oficinas, receberam informações sobre o Sistema CNA, o Senar, e assistiram a uma palestra com o tema “Pessoas, processos e responsabilidades”, ministrada por Ivo Jacó. “Hoje, nós temos profissionais com 25 anos de casa e outros que chegaram há dois meses, e o aprendizado é para todos, por meio dessa interação, troca de conhecimentos e fortalecimento das relações. Isso é muito importante”, afirma o superintendente do Senar em Alagoas, Fernando Dória.

“É preciso que todos entendam que o sucesso do Senar é o resultado de um esforço coletivo, em que cada colaborador, independentemente do cargo que ocupe, tem participação decisiva”, comenta o presidente do Conselho de Administração do Senar em Alagoas, Álvaro Almeida.

Recém-chegada ao Senar AL, a analista de Controle Interno Adriana Loiola avaliou como positivo o dia de aprendizado. “Além de ampliar a nossa visão sobre o Sistema CNA, o Programa de Nivelamento promoveu a integração e nos mostrou que todos nós dependemos uns dos outros. Somente juntos, conseguiremos atingir os nossos objetivos”, diz.

Após 25 anos de serviços prestados ao Senar AL, a secretária da Presidência, Rosângela Lins, também reconhece a importância da iniciativa da Administração Central. “O Programa de Nivelamento retrata a necessidade de integração entre as regionais, seja na política de atuação, seja no alinhamento do discurso para o fortalecimento do sistema em todo o país, resultando no aprimoramento dos serviços prestados à população rural”, avalia.

 

Barragens subterrâneas garantem o sustento de agricultores no Sertão

Visita à barragem construída pelo Senar AL e Sebrae

“Planto o que quero, a qualquer época do ano, porque tenho água armazenada no poço da barragem. Não é para juntar dinheiro. É para sobreviver. Água, para nós, é vida”, diz o agricultor Edésio Melo, o “Seu Dedé”. Aos 56 anos, ele produz hortaliças e revende para merenda escolar e nas feiras livres de São José da Tapera, cidade onde mora, e outros três municípios do sertão alagoano. Independentemente da força da seca, a horta de Seu Dedé está sempre irrigada, graças a uma barragem subterrânea, solução simples, barata e capaz de garantir a produtividade e o sustento das famílias no campo.

Seu Dedé explica como as barragens sustentam famílias no Sertão

Seu Dedé construiu a primeira barragem subterrânea há uma década. A estrutura, capaz de armazenar 750 milhões de litros d’água, foi erguida manualmente e durou um ano para ser concluída. Em seguida, veio a segunda barragem, com capacidade para 25 milhões de litros. Todo o esforço foi recompensado. Hoje, o agricultor cultiva cerca de 90 tipos de plantas, entre hortaliças, medicinais e frutíferas, em 66 canteiros, 50 deles de 30 metros e os demais de 8m. “Do dia 15 de maio de 2008 até hoje, graças a Deus, eu venho arrumando a minha bóia e a da minha família. Nós somos seis pais de família e vivemos graças à produção dessas barragens subterrâneas”, comemora.

A experiência se ramificou. Capacitado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Regional Alagoas –, Seu Dedé agora auxilia na construção de outras barragens subterrâneas para beneficiar mais famílias na região. Cerca de 15 já foram construídas, uma delas, no povoado Olho D’água do Padre, por meio do convênio Sertão Empreendedor, firmado entre o Senar AL e o Sebrae. O investimento básico foi de R$12 mil.

“Os nossos técnicos de campo avaliaram, entre cinco municípios da região, qual seria o mais beneficiado. Depois, nós capacitamos a comunidade com um curso teórico, para mostrar a importância da barragem subterrânea, e prático, sobre aquisição dos materiais, todos custeados pela parceria Senar e Sebrae. Em seguida, contratamos serviços de maquinários, pedreiros, serventes, e deixamos uma unidade pronta para o benefício da população”, relembra Luana Torres, engenheira agrônoma do Senar AL.

Oásis no Sertão: áreas beneficiadas pelas barragens se destacam em meio à seca

Para o presidente do Conselho de Administração do Senar em Alagoas, Álvaro Almeida, é importante que o poder público invista nas barragens subterrâneas. “Temos aqui, em São José da Tapera, a prova de que é possível, com poucos recursos financeiros, garantir a produtividade e a permanência do homem do campo, mesmo nas regiões mais secas. Nós, que integramos o setor produtivo, faremos uma interlocução com o Governo do Estado, para que incentive a construção de outras barragens no sertão alagoano”, afirma.

Como funciona
A barragem subterrânea retém a água da chuva que escoa em cima e dentro do solo, por meio de uma parede construída dentro da terra e que se eleva a uma altura de cerca de 50 centímetros acima da superfície, no sentido contrário à descida das águas. Escava-se uma vala no sentido transversal das descidas das águas até a rocha ou camada impermeável. Depois, estende-se um plástico de polietileno por toda a extensão da vala, que em seguida é fechada com terra. O plástico funciona como uma parede impermeável e um sangradouro é feito para eliminar o excedente de água, em dias de chuva torrencial. Como uma vazante artificial temporária, a barragem subterrânea mantém o terreno úmido por um período de dois a cinco meses após a época chuvosa. Pode ser construída em leito de rio e riacho, córregos, linhas de drenagem, e o custo varia de acordo com as condições locais.

Produtores rurais têm até dezembro para regularizar dívidas com BNB

Em dezembro, encerra-se o prazo para regularização de dívidas rurais no Banco do Nordeste. Produtores com operações enquadráveis nos dispositivos legais em vigor (Lei 13.340/2016 e Lei 13.606/2018) podem garantir descontos que vão até 95% sobre o saldo devedor. O benefício vale para liquidação de dívidas contratadas até 2011, com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). Já se o produtor quiser renegociar, o prazo para pagamento pode estender-se a 2030, iniciando as parcelas em 2021.  

O total regularizado já supera os R$ 10,3 bilhões. Mais de 300 mil operações foram regularizadas com agricultores dos Estados nordestinos e norte de Minas Gerais e do Espírito Santo. Dessas repactuações 137,5 mil foram realizadas com a opção de liquidação de toda a dívida. Ao todo, 92% das renegociações foram efetivadas com miniprodutores rurais, incluindo beneficiários do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Alagoas
Em Alagoas, já foi regularizado mais de R$ 528 milhões em dívidas rurais, distribuído em 11.657 operações e beneficiando cerca de 47 mil pessoas somente no Estado.

Atendimento
O BNB possui 292 agências distribuídas em todo o Nordeste, além do norte de Minas Gerais e norte do Espírito Santo. A instituição possui mais de 4 milhões de clientes. Somente em 2018, o Banco do Nordeste já aplicou na economia regional volume superior a R$ 23 bilhões, envolvendo operações de longo prazo e microcrédito.

Quem deseja mais informações sobre as condições de renegociação ou liquidação de dívidas pode procurar uma unidade da rede de agências ou entrar em contato pelo número 0800 728 3030.

Fonte: Imprensa – Banco do Nordeste

 

Faeal e Senar AL apoiam capacitações sobre gestão de riscos e monitoramento das secas

O Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (LAPIS) realiza, de 5 a 7 de novembro, o Seminário “Gestão dos Riscos de Secas no Brasil” e o Treinamento Avançado “Tecnologias de Sensoriamento Remoto para Monitoramento de Secas”. Os eventos acontecem no auditório da Reitoria da Universidade Federal de Alagoas, no Campus A. C. Simões. O objetivo é capacitar profissionais para terem maior autonomia no monitoramento das condições de secas e na avaliação dos seus impactos em diferentes ecossistemas, utilizando dados como precipitação, umidade dos solos e índice de vegetação, especialmente do Sistema EUMETCast África.

Pio Guerra Júnior, presidente da Faepe, é um dos palestrantes. (Foto: Senar PE)

Os eventos contam com o apoio da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas (FAEAL) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar AL). São voltados para profissionais de instituições regionais, estaduais, federais e internacionais interessadas em usar o Sensoriamento Remoto para monitorar as secas, e de organizações dos setores público e privado envolvidas na gestão e monitoramento ambiental ou focadas principalmente em pesquisa.

Os participantes terão a oportunidade de dialogar com profissionais que desenvolvem experiências exitosas na gestão das secas no Nordeste brasileiro e com especialistas nas tecnologias mais avançadas de Sensoriamento Remoto para o monitoramento das secas. O presidente da Federação da Agricultura do Estado de Pernambuco (Faepe), Pio Guerra Júnior, abrirá o seminário com a palestra sobre o Fórum Permanente de Convivência Produtiva com as Secas, um ambiente de conhecimento, estudos e proposições indispensável ao planejamento econômico do Nordeste.

O Seminário acontece no dia 5 e é aberto ao público. Já para participar do treinamento, nos dias 6 e 7, é preciso fazer a inscrição, no valor de R$120 para profissionais ou R$80 para estudantes. As inscrições podem ser feitas somente até o dia 2 de novembro, no site do evento, onde a programação completa também está disponível.

Produtor tem até 28/12 para aderir a Programa para Composição de Dívidas

Em 13 de setembro, o BNDES comunicou alterações no programa às instituições financeiras e ao mercado com a Circular SUP/ADIG N° 02/2018-BNDES. A maior novidade foi a supressão da vedação ao enquadramento de operações de custeio em situação de adimplência em 01/08/2018 para fins de liquidação com recursos de operações de crédito no âmbito do aludido Programa. Isso significa que operações de custeio contratadas em até o dia 28 de dezembro de 2017 estão aptas como itens financiáveis do programa, independentemente de estarem adimplentes ou inadimplentes, desde que não tenham sido encaminhadas a prejuízo nas instituições financeiras.

O BNDES disponibilizou R$ 5 bilhões para a linha BNDES Pro-CDD AGRO, que tem como objetivo a concessão de crédito novo, a critério da Instituição Financeira Credenciada do BNDES, para a liquidação integral de dívidas de produtores rurais ou suas cooperativas de produção, originárias de uma ou mais operações de crédito do mesmo beneficiário (produtor rural ou cooperativa de produção). Os recursos dessa linha podem ser utilizados para quitar dívidas bancárias e também com fornecedores, como revendas de insumos, tradings e cooperativas agrícolas.

No último dia 3 de agosto, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) comunicou às instituições financeiras credenciadas a criação do Programa para Composição de Dívidas Rurais (a linha BNDES Pro-CDD AGRO). A comunicação foi feita por meio da Circular SUP/AOI n° 46/2018 e a nova linha é fruto de proposta gerada na Comissão Externa do Endividamento do Setor Agrícola (CEXAGRIC) da Câmara dos Deputados.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil participou de audiências públicas nessa Comissão Externa, com o objetivo de apontar as causas do endividamento do setor agropecuário, apresentar a preocupação com o estoque de dívidas e com as garantias exigidas, em especial dos produtores com ações ajuizadas pelos bancos, e propor aprimoramentos nos instrumentos de política agrícola para reduzir os desgastes e custos das renegociações de dívidas.

  1. 1. Como o produtor ou a cooperativa podem pleitear esse financiamento nas instituições financeiras credenciadas no BNDES?

O produtor ou cooperativa de produção deve manifestar formalmente interesse em compor suas dívidas com a Instituição Financeira Credenciada do BNDES até 28 de dezembro de 2018. A IF deve formalizar a operação de composição de dívidas até 28 de junho de 2019.

O produtor ou cooperativa deve comprovar incapacidade de pagamento em consequência de dificuldade de comercialização dos produtos, frustração de safras por fatores adversos, e eventuais ocorrências prejudiciais ao desenvolvimento das atividades.

O produtor ou a cooperativa deve demonstrar a viabilidade econômica das atividades desenvolvidas na propriedade e capacidade de pagamento da operação de composição.

  1. 2. O que pode ser financiado?

Pode ser financiado a liquidação das dívidas cujos recursos tenham sido utilizados na produção:

  1. a) Operações de crédito rural de custeio ou investimento contratadas até 28 de dezembro de 2017, inclusive aquelas prorrogadas por autorização do Conselho Monetário Nacional (CMN);
  2. b) Dívidas contraídas com fornecedores de insumos agropecuários ou instituições financeiras, inclusive decorrentes da emissão de Cédula de Produto Rural (CPR) e Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA), desde que seja comprovada a utilização dos recursos da nova operação para liquidar as dívidas objeto da composição; e
  3. c) Outras operações de crédito contraídas junto a instituições financeiras para pagamento de dívidas oriundas de crédito rural.

Importante: o saldo devedor das operações corresponderá à soma das parcelas vencidas e vincendas das operações objeto da composição, atualizadas pelos encargos contratuais de normalidade até a data da contratação da operação de composição.

  1. 3. O que não pode ser financiado?

Não podem ser objeto da composição de dívidas na linha Pro-CDD AGRO

  • a) Operações de crédito rural de investimento que estejam no período de carência até a data da formalização da nova operação, e de custeio que estejam em situação de adimplência em 01/08/2018.
  • b) Operações que tenham sido objeto de processo de desclassificação do crédito rural.
  • c) Operações que tenham sido classificadas como prejuízo pelas Instituições Financeiras até 02/08/2018.
  • d) Operações contratadas por produtores rurais ou suas cooperativas ao amparo do art. 1º da Lei nº 12.096, de 24/11/2009; e
  • e) Operações que tenham sido objeto de pagamento de honra pelo Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) ou por outros fundos garantidores.

Além disso, as operações contratadas neste Programa não poderão ser posteriormente refinanciadas no âmbito dos Programas e Linhas do BNDES de refinanciamento de operações ativas das Instituições Financeiras Credenciadas.

  1. 4. Quais são as condições de financiamento?

Nos financiamentos concedidos neste Programa, deverão ser seguidas as condições estabelecidas a seguir:

  1. 4.1. Taxa de Juros: é formada por três componentes:

No atual patamar de TLP em torno de 6,5% a 7% ao ano, a taxa de juros dessa linha pode alcançar mais de 11% ao ano.

  1. 4.2. Limite de Financiamento: até 100% do valor do saldo devedor apurado nos termos desse programa, limitado a R$ 20 milhões por produtor ou cooperativa. No caso de operações de crédito grupais ou coletivas, o valor considerado por produtor ou cooperativa deve ser obtido pelo resultado da divisão do saldo devedor das operações envolvidas pelo número de mutuários constantes dos respectivos instrumentos de crédito.

Quando o saldo devedor ultrapassar o limite, o produtor ou cooperativa pode optar por:

  • a) Pagar integralmente o valor excedente ao referido limite e efetuar contratação da operação de composição de dívida pelo valor do saldo restante; ou
  • b) Excluir integralmente da composição de dívida uma ou mais operações, com anuência da instituição financeira.

Além disso, as operações deste Programa não comprometerão o limite por produtor ou cooperativa, a cada período de doze meses, estabelecido para as operações realizadas no âmbito da linha BNDES Automático.

  1. 4.3. Prazo Total: até 144 meses, incluídos até 36 meses de carência.
  1. 4.4. Periodicidade dos Pagamentos de amortização: mensal, semestral ou anual.
  1. 4.5. Juros durante o prazo de carência e amortização: os juros durante a fase de carência poderão ser exigíveis ou capitalizáveis, e sua periodicidade ser trimestral, semestral ou anual. Durante a fase de amortização, os juros deverão ser pagos juntamente com as parcelas de principal.
  1. 5. Quais são as garantias exigidas na composição de dívidas?

A escolha das garantias é de livre convenção entre o produtor ou cooperativa e a Instituição Financeira Credenciada, observadas as normas pertinentes do Conselho Monetário Nacional e a legislação própria de cada tipo de garantia. Não será admitida a outorga de garantia pelo Fundo Garantidor para Investimentos (FGI).

  1. 6. Outras condições da linha

Admite-se, a critério da Instituição Financeira Credenciada, a inclusão na composição de dívidas de que trata esta Circular de operações de crédito contratadas pela Beneficiária Final, em outra instituição financeira, desde que fique devidamente comprovado que os recursos da nova operação sejam utilizados para liquidar as operações existentes naquelas instituições;

  1. 7. Recomendações importantes aos produtores rurais
  2. § O produtor deve manifestar formalmente interesse em compor as dívidas com a Instituição Financeira Credenciada do BNDES até 28 de dezembro de 2018. Acesse o Modelo Programa Para Composição De Dívidas Rurais – Bndes Pro Cdd Agro  que deve ser entregue em duas vias à Instituição Financeira. O produtor deve colher a assinatura de recebido e guardar uma das vias.
  3. § O produtor ou cooperativa deve comprovar incapacidade de pagamento em consequência de dificuldade de comercialização dos produtos, frustração de safras por fatores adversos, e eventuais ocorrências prejudiciais ao desenvolvimento das atividades. Essa comprovação pode ser realizada por laudo técnico, conforme modelo de Declaração De Assistência Técnica E Capacidade De Pagamento .
  4. § O programa não utiliza subsídios de equalização do Tesouro Nacional e os juros estão indexados a uma taxa pós-fixada (TLP), que pode variar ao longo dos anos conforme a conjuntura econômica do país.
  5. § Apesar dos R$ 5 bilhões em recursos disponíveis, ficou a critério das Instituições Financeiras a decisão de ofertar a nova linha de composição de dívidas rurais. Ou seja, não há obrigatoriedade dessas instituições realizarem essas operações ou exigibilidade para utilizarem esses recursos.
  6. § É recomendável aos produtores em dificuldades financeiras que verifiquem e comparem as opções de renegociação de dívidas rurais com os seus credores, antes de optar pela linha do BNDES.
  7. § Em algumas situações, as condições de parcelamento de dívidas diretamente com os credores podem ser mais atraentes, dependendo da análise de cada caso.
  8. § Essa linha do BNDES não prevê mecanismo de nova prorrogação de suas parcelas. Isso quer dizer que em caso de adversidades climáticas ou de preços no decorrer da vigência do contrato, o produtor terá que buscar antes de cada safra instrumentos de mitigação de riscos como seguro ou contratos de opção para não correr o risco de ficar inadimplente.
  9. § Uma dica importante aos produtores é de que o Banco do Brasil reabriu as condições de uma linha de renegociação de dívidas com prazo de até 7 anos e com juros mais favoráveis.
  1. 8. Quais sãos as Instituições Financeiras Credenciadas do BNDES?

  a) Referencial de Custo Financeiro: Taxa de Longo Prazo (TLP).

  b) Remuneração Total do BNDES: 1,5% ao ano.

  c) Remuneração da Instituição Financeira Credenciada: Até 3% ao ano.

  •        ABC-Brasil
  • ABN AMRO
  • Alfa BI
  • Alfa CFI
  • Badesc*
  • Badesul*
  • Banco do Brasil*
  • Bancoob
  • Bandes*
  • Banestes*
  • Banpará*
  • Banrisul*
  • Basa*
  • BBM BM
  • BDMG*
  • BI BM
  • BNB*
  • BNP Brasil
  • Bradesco BM
  • BRDE*
  • BTG Pactual
  • Caixa*
  • Caterpillar BM
  • Cecred
  • Citibank BM
  • CNH BM
  • Cresol Baser
  • Cresol SC-RS
  • Cresol Sicoper
  • Daycoval BM
  • Desenbahia*
  • Desenvolve SP*
  • DLL BM
  • Fomento Paraná*
  • ING Bank
  • ItaúUnibanco BM
  • John Deere BM
  • Komatsu
  • Mercedes BM
  • Moneo BM
  • MUFG BR
  • Rabobank
  • Randon BM
  • Rendimento BM
  • Rodobens BM
  • Safra BM
  • Santander BM
  • Scania BM
  • Sicredi
  • Stara Financeira
  • Sumitomo
  • Tribanco BM
  • Volkswagen BM
  • Volvo BM
  • Votorantim BMJ
  1. Mais informações sobre a linha podem ser obtidas em:

https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/instituicoes-financeiras-credenciadas/normas/normas-operacoes-indiretas