Cultivo de hortaliças bate recorde em Alagoas com apoio do Senar e estimula agricultura em pequenas propriedades

Uma das missões da Federação da Agricultura e Pecuária de Alagoas (Faeal) é atender o produtor rural em todas as suas demandas e, através do Senar, vem atuando efetivamente com Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) em todas as regiões do estado. Em 2025, a instituição atendeu 10.067 propriedades rurais em 14 diferentes cadeias produtivas, um aumento de 9,6% em relação ao exercício anterior.

“Em 2026 vamos continuar apoiando as ações que beneficiam o produtor alagoano, sempre priorizando a qualidade do atendimento prestado, não a quantidade. Em relação à ATeG, contamos com um grupo de 18 supervisores e 234 técnicos de campo, que cobrem praticamente todo o nosso estado”, afirmou o presidente do Sistema Faeal/Senar, Álvaro Almeida.

No topo de atendimento, com 2.457 propriedades assistidas, a cadeia produtiva de Olericultura, presente em todo território alagoano. Mas você sabe o que um olericultor produz? Quem explica o significado da palavra é a superintendente-adjunta do Senar Alagoas, a engenheira agrônoma Luana Torres.

“Olericultura é o nome dado ao cultivo de hortaliças, sejam elas folhas, raízes, caules ou frutos que vem ganhando cada vez mais destaque em nosso estado, gerando impacto econômico e social, principalmente nas pequenas propriedades”, explicou. 

No contexto do Senar, segundo Luana Torres, os grupos atendidos pela ATeG recebem capacitação técnica para um cultivo intensivo, abrangendo desde o planejamento até a colheita, com foco em sustentabilidade, segurança alimentar e aumento da renda familiar.

No sertão de Alagoas, a técnica de campo Karina Venâncio, atua desde 2022 pelo Senar, nas cadeias de olericultura e fruticultura. “Meu interesse pela área nasceu durante a formação como técnica em Agropecuária, que me levou a também a cursar Zootecnia e Administração. Quando acompanho um novo grupo de ATeG, busco conciliar o conhecimento prático com as ferramentas de gestão que vão ajudar o produtor a ter mais rentabilidade”, informou.  

A técnica iniciou um novo grupo de ATeG, com 30 produtores, há dois meses, no médio sertão. Em Santana do Ipanema, os produtores Maria da Luz e Antônio Rosendo têm cerca de uma tarefa de terra e resolveram apostar no cultivo de alface utilizando a técnica de hidroponia. Ele explica com entusiasmo o trabalho que está sendo iniciado e suas expectativas de crescimento.

“Com o apoio da Karina, a gente quer melhorar a nossa produção e ter mais uma qualidade no nosso gerenciamento aqui da propriedade. Iniciamos com hidroponia, mas faremos a transição para a bioponia, ou seja, utilizar aqui um produto natural fabricado aqui mesmo, o biofertilizante. Para isso, estamos criando aves, suínos, que nos dão a matéria-prima para o nosso biofertilizante. Vamos melhorar a qualidade de vida, sem agrotóxico e sem produto químico”, afirmou o produtor.

Em Poço das Trincheiras, outro produtor atendido pela Karina, Marcos Juvêncio, planta alface, cebolinha, coentro, couve, pimentão, quiabo e pimenta, utilizando a técnica de irrigação via gotejamento. “Apesar do solo ser bem difícil aqui no sertão, com o apoio da assistência técnica, estamos adquirindo novos conhecimentos, principalmente em relação ao gerenciamento do negócio. Até agora tudo era feita de forma amadora, mas com a orientação certa a gente vai conseguir profissionalizar a produção”, concluiu.

Alunos do Senar Alagoas participam de ação de doação de sangue em parceria com o Hemoal

O Sistema Faeal/Senar, em parceria com o Hemocentro de Alagoas (Hemoal), realizou uma importante ação de doação de sangue que mobilizou cerca de 70 alunos do curso de Aprendizagem em Administração Rural das Usinas Santo Antônio e Camaragibe. A iniciativa integrou o módulo de Cidadania do curso e reforçou o compromisso do Senar com a formação cidadã e social dos jovens.

De acordo com a assistente social do Hemoal, Camila Cansanção, a ação chega em um momento fundamental. “Essa parceria com o Senar e as usinas é muito importante porque contribui diretamente para salvar vidas. Muitos pacientes estão aguardando por essas bolsas de sangue, que muitas vezes chegam a faltar. Nosso estoque está em nível crítico, e ações como essa ajudam a manter um quantitativo adequado para atender a população alagoana”, destacou.

Para muitos alunos, a experiência marcou a primeira doação de suas vidas. O aluno Luiz Guilherme Gomes ressaltou a tranquilidade do processo e a relevância do gesto. “Foi uma experiência muito boa, não doeu nada. A doação é de suma importância para que a gente consiga contribuir para o aumento do estoque do hospital. Cada um fazendo a sua parte, conseguimos salvar vidas”, afirmou.

Segundo a gerente técnica do Senar Alagoas, Graziela Freitas, a ação nasceu dentro do próprio curso. “Esse projeto foi idealizado pela nossa instrutora Vânia Paes junto aos alunos, dentro do módulo de Cidadania. Houve uma seleção e triagem dos estudantes, respeitando os pré-requisitos para doação, além do contato direto com o Hemoal para viabilizar a ação. Tudo isso faz parte do processo formativo do curso de Aprendizagem”, explicou.

A instrutora do Senar, Vânia Paes, destacou que o projeto é uma prática recorrente e construída coletivamente com os alunos. “Ao final de cada módulo, eu gosto de desenvolver um projeto prático. No módulo de Cidadania, são os próprios alunos que escolhem a causa. Na Usina Santa Antônio, a doação de sangue já acontece pelo terceiro ano consecutivo, porque eles reconhecem que é um ato nobre, que salva vidas e gera impacto real na sociedade”, ressaltou.

A ação reforça o papel do Senar Alagoas na formação integral dos alunos, indo além do ensino técnico e promovendo valores como solidariedade, responsabilidade social e cidadania, contribuindo diretamente para o fortalecimento da saúde pública no nosso estado.

Selecionados da primeira turma de Residência Agropecuária participam de reunião de alinhamento no Sistema Faeal/Senar

Os 13 profissionais selecionados no primeiro Programa de Residência Agropecuária de Alagoas estiveram na sede do Sistema Faeal/Senar, na última semana, para a uma reunião de alinhamento, com a presença dos supervisores de campo da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) e da equipe técnica da instituição. O encontro, que marcou oficialmente o início das atividades desta primeira turma, teve como objetivo acolher os participantes, alinhar expectativas e apresentar as diretrizes que irão nortear a experiência ao longo do programa.

Durante a reunião, a superintendente-adjunta, Luana Torres, e colaboradores do Sistema conduziram as apresentações, explicando de forma detalhada como funciona a Residência Agropecuária, suas etapas, responsabilidades e a importância da vivência prática para a formação profissional dos participantes.

Um dos principais pontos abordados foi a metodologia de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), modelo adotado pelo Senar em todo país, que integra orientação técnica e gerenciamento rural, contribuindo diretamente para o aumento da produtividade, da renda e da sustentabilidade das propriedades atendidas. Os residentes puderam compreender como a ATeG é aplicada no dia a dia dos produtores rurais e qual o papel de cada no processo de treinamento.

Para Luana Torres, a iniciativa tem impacto direto no fortalecimento do agronegócio no estado. Segundo ela, o programa contribui para a retenção de talentos, ao oferecer oportunidade e experiência prática a jovens profissionais que estão concluindo ou que são recém-formados nas áreas ligadas ao agro.

“A Residência Agropecuária contribui para o segmento em Alagoas porque ajuda no desenvolvimento de novos talentos. Hoje, muitos jovens saem da faculdade sem experiência e acabam encontrando dificuldades para ingressar no mercado de trabalho. O programa permite que esses profissionais já saiam mais preparados, vivenciando a prática e, no futuro, possam se tornar nossos técnicos de campo da ATeG ou instrutores de cursos e capacitações, levando conhecimento e metodologia para o meio rural”, destacou a superintendente-adjunta.

Diferencial

Luana Torres também ressaltou o que diferencia a Residência Agropecuária de outras experiências, como estágios ou capacitações pontuais, enfatizando o acompanhamento contínuo oferecido aos participantes. “O grande diferencial da Residência é o nível de acompanhamento. Os residentes serão constantemente monitorados e orientados pelos técnicos de campo e supervisores do Senar. Eles aprendem novas técnicas, contribuem com seus conhecimentos mais recentes da academia e vivenciam, na prática, a realidade do campo, o que torna a formação muito mais completa”, explicou.

Além disso, durante esse primeiro encontro, foi apresentado o Sistema Faeal/Senar, sua atuação em Alagoas e o compromisso com a capacitação, o fortalecimento do produtor rural e o desenvolvimento sustentável do agronegócio no estado. Outro momento importante do encontro foi o primeiro contato oficial dos residentes com seus futuros supervisores, fortalecendo a integração entre as equipes e dando início à relação de acompanhamento técnico que será fundamental durante toda a Residência Agropecuária.

A reunião reforçou o compromisso do Sistema Faeal/Senar com a formação de profissionais qualificados, preparados para atuar no campo com conhecimento técnico, visão gerencial e alinhamento às demandas do setor agropecuário.

Senar e Prefeitura de São Miguel dos Campos oficializam registro do terreno onde será construído novo centro de treinamento

O presidente do Sistema Faeal/Senar, Álvaro Almeida, e o prefeito de São Miguel dos Campos, George Clemente, oficializaram no dia 27 de novembro, o registro da escritura do terreno onde será construído o primeiro Centro de Treinamento do Senar Alagoas, no interior do estado. O novo centro será um dos mais completos do Nordeste e oferecerá uma estrutura com salas de aula, auditório, laboratórios, área administrativa e espaços voltados para treinamentos teóricos e práticos.

“Trata-se de uma conquista histórica para o agornegócio alagoano. A construção do primeiro Centro de Treinamento Agropecuário de Alagoas, em 2026, será um marco para produtores rurais, instrutores, técnicos e supervisores que fazem parte do Sistema Faeal/Senar. Esta realização é fruto do empenho do presidente da CNA, João Martins, a quem agradeço imensamente, e representa um marco para a capacitação e o desenvolvimento do nosso meio rural”, afirmou Álvaro Almeida.

Para o prefeito George Clemente, a doação do terreno para o Senar Alagoas representa um momento histórico para o nosso município. “Esta oficialização marca o início de um novo ciclo de oportunidades na área de capacitação e desenvolvimento rural para os produtores de São Miguel dos Campos e de toda região, já que o novo centro vai fortalecer a formação profissional, impulsionar o agronegócio local e gerar ainda mais oportunidades para o nosso povo”, enfatizou.

Visita Técnica

Em setembro, o presidente Álvaro Almeida recebeu, ao lado do prefeito George Clemente e do vice-presidente do Sistema Faeal/Senar, Edilson Maia, que também preside o Sindicato Rural de São Miguel dos Campos,  o diretor de Inovação e Conhecimento do Senar Nacional, André Sanches, acompanhado da coordenadora de Infraestrutura da instituição, Raquel Simas. O grupo realizou uma visita técnica ao terreno e discutiu detalhes do projeto arquitetônico, que já foi finalizado.

Recentemente, a diretoria do Sistema Faeal/Senar prestigiou a inauguração do Centro de Excelência do Senar em Feira de Santana. “Os centros de treinamento já existem em outros estados brasileiros, como este recém-aberto na Bahia. Eles oferecem capacitação prática e teórica para a área rural, utilizando uma estrutura de ponta, além de equipamentos adequados para treinar mão de obra qualificada em operação de máquinas, gestão de propriedades e uso de tecnologias agrícolas, só para citar alguns exemplos”, explicou Álvaro Almeida.

Com a assinatura do registro em cartório, o início da construção já deve acontecer no início de 2026. “Já está tudo muito adiantado em relação ao projeto arquitetônico, a implantação só dependia dos trâmites legais, que se encerram com a escritura definitiva expedida hoje, em breve o Senar Alagoas vai inaugurar seu primeiro centro de treinamento no interior, beneficiando ainda mais os produtores rurais de Alagoas”, concluiu o presidente do Sistema Faeal/Senar.

Senar Alagoas entrega certificados dos cursos de Agroindústria e reforça compromisso com desenvolvimento rural em Penedo

O tradicional Theatro Sete de Setembro, em Penedo, foi palco da cerimônia de entrega de certificados de mais de 30 produtoras rurais, nesta quarta-feira (19), que concluíram cursos de Agroindústria promovidos pelo Senar Alagoas. As alunas concluíram cursos nas áreas de Fabricação de Pães Caseiros, Industrialização de Doces, Laticínios, Processamento de Mandioca, Processamento de Hortaliças e de Polpa de Frutas.

O evento contou com a presença de lideranças da região como o prefeito em exercício, Valdinho Monteiro; o novo presidente do Sindicato Rural de Penedo, Hugo Assis; a gerente técnica do Senar/AL, Graziela Freitas e representantes de instituições parceiras, instrutores e familiares das concluintes.

A cerimônia também foi marcada por uma homenagem ao ex-presidente do Sindicato Rural de Penedo, Murilo Rezende, reconhecido pelo legado de trabalho e dedicação ao setor produtivo do Baixo São Francisco. O colaborador Lucas Primo, que trabalhou com Rezende nos últimos anos, também representou o sindicato durante a cerimônia.

Capacitação e impacto social

Durante o evento,  Valdinho Monteiro destacou o papel transformador do Senar no município. “Trata-se de uma instituição muito importante para Penedo, pois capacita as pessoas e consequentemente melhora a qualidade de vida. Além disso, ajuda diretamente à economia da cidade, já que agora essas mulheres poderão abrir seus próprios negócios, gerando mais renda e movimentando a atividade produtiva em nosso município”, afirmou.

O atual presidente do sindicato rural, Hugo Assis, fez questão de falar sobre a continuidade do trabalho realizado por Murilo Rezende. “Agora que estou assumindo essa responsabilidade que é suceder o Dr. Murilo, um grande incentivador da formação rural, a gente percebe a importância dessas capacitações na vida das pessoas. Isso é um marco para cada aluno impactado pela ação do Senar Alagoas. Precisamos contribuir todos os dias para que isso aconteça ainda mais vezes, em todo o Baixo São Francisco”, explicou.

Protagonismo feminino

Graziela Freitas, gerente técnica do Senar/AL, ressaltou o impacto dos cursos na vida das mulheres que moram e trabalham na zona rural do nosso estado. “Os cursos de Agroindústria do Senar têm sido uma porta de entrada para muitas mulheres que buscam autonomia e novas oportunidades. Elas aprendem técnicas profissionais que fortalecem a confiança e permitem transformar habilidades do dia a dia em geração de renda”, informou a gerente.

O trabalho realizado pela instituição em todas as regiões do estado tem ampliado a presença feminina na economia rural dos municípios, a exemplo de Penedo. “Um número cada vez maior de mulheres estão se tornando empreendedoras, contribuindo para a renda familiar e assumindo papel de destaque em suas comunidades. Cada turma formada representa um avanço importante para o desenvolvimento social e econômico de Alagoas”, concluiu Graziela Freitas.

Assistência técnica garante eficiência de resultados e dobra produção de leite em propriedade atendida pelo Senar Alagoas

Um dos trunfos da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar é a evolução produtiva percebida após determinado período de tempo, comprovando a eficácia da metodologia proposta pela instituição e que vem revolucionando o campo em todo país. Em Alagoas, no município de São José da Tapera, um relatório do técnico de campo Aldair Simão, que atende à Cadeia Bovinocultura de Leite, demonstrou um aumento considerável na média diária produzida: de 359 L/dia na primeira visita para 759 L/dia na quinta visita ao pecuarista atendido.

“Considerando que o produtor manteve a mesma quantidade de animais, observamos o crescimento e, consequentemente, uma evolução produtiva, o que reforça na prática que houve melhoria de manejo, nutrição, sanidade e gestão do sistema produtivo, graças ao bom atendimento realizado pelo técnico Aldair, juntamente com o supervisor Juciêdes Rodrigues”, informou a superintendente adjunta do Senar Alagoas, Luana Torres.

O volume total do produtor, considerando a partir da 1ª para a 4ª visita, teve um incremento percentual de 58,2%, com média diária de 82,4% de crescimento. As taxas em evolução demonstram uma maior eficiência produtiva e um maior aproveitamento da capacidade do rebanho. 

“Ainda temos outro indicador que deixa clara a maior produtividade individual e o melhor manejo de animais em lactação: da 4ª para a 5ª visita houve uma redução no volume total de 41,8%, mas a média diária aumentou, com um percentual de 7,9%, reforçando a evolução técnica, mesmo diante de variáveis climáticas, nutricionais ou de secagem”, avaliou Luana Torres.

A superintendente adjunta também chama atenção para o impacto econômico estimado, com esse incremento na produção. “Considerando o preço médio do leite a R$ 2,10 por litro, o ganho diário efetivo foi de R$ 730,80 adicionais, o que resulta em um ganho mensal de R$ 21.924,00”, completou.

Para o  presidente do Sistema Faeal/Senar, Álvaro Almeida, o sucesso da metodologia adotada pela instituição aposta na profissionalização dos processos. “A propriedade atendida apresenta essa evolução significativa e isso se dá por que houve eficiência produtiva, com estabilidade de manejo e suporte técnico por meio da ATeG do Senar Alagoas. É isso que estamos fazendo ao longo dos últimos anos, garantindo impacto direto na melhoria da produção, com viabilidade econômica e gerencial para os produtores rurais atendidos em nosso estado”, concluiu o presidente. 

*ATeG*

A Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar é um serviço gratuito oferecido aos produtores rurais pelo Senar. Tem o foco na geração de renda, melhoria da produção e na gestão rural de forma educativa. Os produtores são acompanhados periodicamente por um técnico de campo durante 24 meses, tempo mínimo necessário para avaliar os resultados da aplicação da metodologia.

A ATeG vem contribuindo para a evolução socioeconômica dos produtores alagoanos e brasileiros, das famílias e da comunidade rural em geral, além de promover a disseminação de tecnologias e práticas gerenciais para a produção de alimentos com respeito ao meio ambiente.

A metodologia empregada está fundamentada no conhecimento da realidade produtiva e gerencial de cada propriedade. Identificação dos pontos fortes e pontos fracos para estabelecer estratégias de crescimento e assim atingir metas e objetivos planejados pelo produtor em conjunto com os técnicos de campo e supervisores.

Essa metodologia é dividida em cinco ações que envolvem todo o processo a ser aplicado no desenvolvimento da propriedade rural atendida, focada em uma atividade: diagnóstico produtivo individualizado, planejamento estratégico, adequação tecnológica, capacitação profissional complementar e avaliação sistemática dos resultados.

Cacau ganha força em Matriz de Camaragibe com apoio do Sistema Faeal/Senar

A cultura do cacau vem se consolidando como alternativa produtiva na região Norte de Alagoas, impulsionada pelo trabalho de capacitação do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/AL) e pela iniciativa do produtor Ramon Dantas, fundador do projeto Cacau Matriz, em Matriz de Camaragibe. O movimento tem contribuído para diversificar a produção agrícola local, gerar novas oportunidades e fortalecer a agricultura familiar.

O primeiro contato de Ramon com a cultura ocorreu de forma simples, ao buscar informações sobre cacau na internet. A partir dessa pesquisa, ele encontrou o curso de introdução ao cultivo disponível na plataforma Senar Play. Segundo o produtor, esse foi um ponto de virada. “Eu procurava informações sobre cacau em Alagoas e não encontrava. Foi quando me deparei com o curso do Senar: tudo começou ali. Foi o meu primeiro contato com a cultura e com a instituição”, explicou.

A metodologia didática e o conteúdo acessível despertaram o interesse em aprofundar o aprendizado, levando Ramon a realizar o curso diversas vezes até concluir a formação por completo. Essa experiência o motivou a buscar novas oportunidades de capacitação e articulação na região.

Com o apoio da Secretaria Municipal de Agricultura, o Senar passou a realizar cursos em assentamentos e comunidades rurais de Matriz de Camaragibe. As capacitações estimulam a troca de experiências e a organização entre os agricultores, contribuindo para o fortalecimento de vínculos produtivos e para a criação de uma cooperativa, da qual Ramon Dantas faz parte.

“Nós temos um supervisor da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), Saul Melo, que mantém um contato próximo com esses primeiros produtores e, após essa prospecção, o Senar Alagoas vai criar um primeiro grupo organizado que pode consolidar uma nova cadeia produtiva em Alagoas: o cacau na região norte do estado”, informou a superintendente-adjunta da instituição, Luana Torres. 

Distribuição de mudas

O trabalho em grupo permitiu identificar áreas com potencial de desenvolvimento para o cacau e facilitou parcerias institucionais. A partir das visitas técnicas e levantamentos realizados, foram identificadas áreas com cultivo já estabelecido na região. Em parceria com o Grupo Santo Antônio, foi estruturada uma área matriz para produção de mudas, utilizada para ampliar a plantação de cacau entre os agricultores locais.

No primeiro ano da iniciativa, foram distribuídas cinco mil mudas de cacau para produtores da região. No ano seguinte, o número aumentou para dez mil mudas. Este ano, durante o Encontro Estadual dos Produtores de Cacau, marcado para o dia 4 de dezembro, vão ser disponibilizadas quinze mil mudas produzidas diretamente pelo projeto Cacau Matriz. O objetivo é ampliar o alcance da cultura e fortalecer a cadeia produtiva local de maneira gradual e sustentável.

Durante a Expoagro 2025, Ramon Dantas teve a oportunidade de conversar pessoalmente com o presidente do Sistema Faeal/Senar, Álvaro Almeida. No encontro, foi sugerida a possibilidade de levar instrutores e especialistas para realizarem palestras na região, compartilhando experiências de outras localidades. 

Também foi apresentada a ideia de organizar deslocamentos para que os cooperados possam conhecer, presencialmente, propriedades onde a cultura do cacau já está implantada com sucesso em outros estados, a exemplo da Bahia. Para Ramon, a parceria com o Senar Alagoas tem sido essencial. 

“O agricultor precisa desse apoio. Quando o Senar chega com capacitação, organização e assistência, a realidade muda. A cultura se fortalece e o produtor cresce junto”, afirmou. A experiência da Cacau Matriz demonstra que, com capacitação contínua, assistência técnica e articulação entre produtores, é possível ampliar fronteiras produtivas e criar novas rotas de desenvolvimento rural em Alagoas. O Senar Alagoas reforça que continuará atuando ao lado dos agricultores para promover formação, inovação e fortalecimento das cadeias produtivas no estado.

 

Sistema Faeal/Senar abre inscrições para capacitação “Vaqueiro do Futuro” em Alagoas

O Sistema Faeal/Senar está com inscrições abertas para o programa “Vaqueiro do Futuro”, uma capacitação voltada para funcionários da pecuária que busca preparar profissionais mais qualificados para o cenário atual do agronegócio. Com investimento acessível e currículo prático, o curso representa uma oportunidade para produtores rurais investirem na formação de suas equipes. O lançamento oficial aconteceu durante a 75ª Expoagro, na sexta-feira (31), com palestra do consultor André Sorio, engenheiro-agrônomo especialista em produção intensiva de ruminantes a pasto.

“A capacitação foi criada a partir da demanda que surgiu dos próprios pecuaristas alagoanos, muitos deles atendidos pelo Programa Mais Pasto, que há mais de uma década atende produtores a fim de melhorar o manejo de pastagens e a gestão da propriedade para aumentar a rentabilidade”, explica o presidente do Sistema Faeal/Senar, Álvaro Almeida.

O consultor André Sorio, que está à frente do Mais Pasto e do Vaqueiro do Futuro, afirma que um dos principais motivos para a saída de funcionários das fazendas é a falta de treinamentos e liderança coerente. “Sua fazenda será tão boa quanto os seus funcionários”, destaca o especialista.

A capacitação surge, portanto, como resposta a essa demanda crescente por profissionalização no campo, oferecendo aos produtores ferramentas para reter seus melhores talentos e formar equipes mais preparadas. O programa “Vaqueiro do Futuro” será realizado durante três meses, todas as quartas-feiras pela manhã, das 7h às 12h, em fazendas anfitriãs distribuídas, inicialmente, por seis municípios alagoanos: União dos Palmares, Murici, Flexeiras, Mar Vermelho, Palmeira dos Índios e Igreja Nova.

A capacitação está dividida em três módulos de 20 horas cada:

1º Módulo – Manejo de Pastagens

– Manejo de pastagens 1;

– Motivação e engajamento de equipe;

– Manutenção de cerca elétrica;

– Sanidade: manejo para bovinos de corte.

2º Módulo – Administração

– Informática básica e inclusão digital 1;

– Manejo de pastagens 2;

– Limpeza e manutenção de bebedouros, tubulação e reservatório;

– Cronograma de trabalho no campo: como montar.

3º Módulo – Água e Maquinário

– Informática básica e inclusão digital 2;

– Melhoria de águas naturais para o gado;

– Pulverizador manual e tratorizado: utilização, manutenção e descarte de embalagens;

– Coleta de dados no campo e relatório prático: como fazer.

O investimento é de R$450,00 por funcionário por mês. Produtores regularizados com a Faeal têm condição especial, pagando apenas R$150,00 por funcionário mensalmente, valor considerado simbólico para a formação oferecida.

A metodologia do programa se baseia em quatro pilares fundamentais para manter os melhores profissionais nas fazendas: ambiente de trabalho com supervisão que ensina; rotina de reuniões e treinamentos; organização com proprietários presentes; e possibilidade de participação nos resultados. O curso também oferece orientações sobre o “Treinamento de Chegada”, destacando a importância de apresentar formalmente o novo funcionário à equipe e à estrutura da propriedade desde o primeiro dia.

Inscrições

Os interessados podem realizar as inscrições através do site http://sistemafaeal.org.br

Como defendeu o consultor André Sorio durante a palestra de lançamento, “o Sistema Faeal/Senar reforça que contratar um bom funcionário é mais caro do que formá-lo” e encerra com a recomendação: “contrate caráter e treine habilidades”.

Cadeia produtiva do café começa a ser discutida em Alagoas pelo Sistema Faeal/Senar e Embrapa

A superintendente-adjunta do Senar Alagoas, Luana Torres, recebeu na manhã desta quarta-feira (29), a analista de Inovação da Embrapa Alimentos e Territórios, Renata Silva. Na pauta, estudos de viabilidade técnica para o desenvolvimento de uma futura cadeia produtiva do café em Alagoas. O supervisor de Assistência Técnica e Gerencial do Senar, José Ferreira Jr., participou da reunião.

“O Sistema Faeal/Senar está sempre atento às sinalizações do mercado agropecuário, foi assim que incluímos novas cadeias em nosso portfólio como a cultura do eucalipto, a equideocultura e mais recentemente a maricultura. O café já está sendo cultivado em outros estados nordestinos e aqui em Alagoas temos a região serrana, com clima propício para essa produção”, avaliou Luana Torres.

Para a Embrapa, o momento é de promover a troca de experiências e incentivar futuros interessados em iniciar o cultivo local, a partir de variedades já testadas. “Cultivares como o arábica e o conilon já são produzidos em estados vizinhos a Alagoas e nossa intenção é promover uma missão técnica para conhecer essas experiências com o intuito de começar essa produção de forma organizada com apoio de pesquisadores e técnicos de campo, por isso essa primeira reunião da Embrapa aqui no Senar”, informou Renata Silva.

Os próximos passos incluem visitas técnicas a produtores nordestinos que já atuam na cafeicultura, para troca de experiências e benchmarking. Nessa etapa, outros parceiros devem integrar a missão, como o Sebrae e entidades públicas como o governo e universidades.

Luana Torres afirmou também que só uma avaliação técnica mais ampla permitirá desenhar o futuro da produção de café no estado. “A diversificação de culturas é uma das nossas missões, assim como aproximar os municípios e os produtores dos nossos serviços, tanto na Formação Profissional Rural quanto na Assistência Técnica e Gerencial. As cadeias produtivas surgem a partir das demandas locais, mas também da viabilidade do negócio”, disse.

Ela lembra o sucesso do Damásio Café, empreendimento de torrefação artesanal localizado em Mar Vermelho. “Apesar de utilizar o insumo cultivado em outros estados nordestinos, eles beneficiam o grão e criam um produto com características próprias que faz muito sucesso no mercado. Inclusive, pelo terceiro ano consecutivo, eles participam do nosso estande na Expoagro com uma procura crescente  entre os consumidores”, completou Luana Torres.

Encontro reúne 1.800 produtoras rurais para debater a participação feminina no agronegócio de Alagoas 

A Comissão das Mulheres do Agro Alagoas reuniu, na manhã desta segunda-feira (27), mais de 1.800 participantes em seu 3º Encontro Estadual, o maior já registrado em Alagoas neste segmento. O evento faz parte da programação da 75ª Expoagro, e é uma realização do Sistema Faeal/Senar, em parceria com a CNA e o Sebrae/AL. Estiveram representados os mais diversos segmentos do agronegócio estadual e de diversos estados do país. O encontro tem como propósito fortalecer o protagonismo e a representatividade feminina no campo.

A abertura contou com a presença de pecuaristas, fornecedoras de cana, agricultoras familiares, empresárias do agro, dirigentes de cooperativas e associações, além de representantes da agroindústria, comércio e serviços. Entre as autoridades presentes estavam o anfitrião, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas (Faeal), Álvaro Almeida; o presidente da Associação dos Criadores de Alagoas (ACA) e superintendente do Sebrae-AL, Domício Silva; as deputadas estaduais Fátima Canuto e Carla Dantas, que integram a Comissão; e o senador Fernando Farias.

“Reunir tantas mulheres produtoras e tantas autoridades na manhã de hoje é um atestado do sucesso do evento e da relevância do tema. Costumo dizer, em todas as aberturas, que mais do que o encontro festivo, é com muito orgulho que comunico a todos o aumento da presença das mulheres em nossas comissões, diretorias e sindicatos rurais. Esse sempre foi o grande objetivo da Comissão das Mulheres do Agro de Alagoas, que nasceu inspirada na Comissão Nacional da CNA, que promove o protagonismo feminino no agronegócio brasileiro”, informou o presidente do Sistema Faeal/Senar, Álvaro Almeida.

A Comissão das Mulheres do Agro de Alagoas é presidida pela produtora rural Morgana Tavares, que também preside o Sindicato Rural de Junqueiro. A programação do encontro trouxe relatos inspiradores de mulheres que se destacam em diferentes áreas do setor agropecuário alagoano e em outros estados. “Ouvir essas histórias nos faz acreditar que estamos no caminho certo, promovendo esse intercâmbio de informações e conhecimentos. Lembrando que temos uma agenda anual, a partir da qual visitamos diversos municípios em todas as regiões do nosso estado”, informou Morgana Tavares.

A diretora do Sebrae/AL e representante da Comissão das Mulheres do Agro junto à CNA, Juliana Almeida, também esteve à frente da organização do evento, e falou com entusiasmo da inserção das produtoras rurais no universo do empreendedorismo. “Toda mulher que produz é uma empreendedora em potencial, já que a agricultura em Alagoas está deixando de ser de subsistência e é preciso transformar o excedente dos insumos em novos produtos que podem ser comercializados no nosso estado e no Brasil. Por isso a gente trouxe hoje aqui a Mazé Lima, que faz dos frutos da terra, doces que ganharam o mercado mundial”, explicou Juliana Almeida. 

Programação

O evento incluiu palestras motivacionais e técnicas. Entre os destaques da programação, estiveram as apresentações “Agridoce: o sabor de empreender com as próprias mãos”, com Mazé Lima;  “Mulheres no comando: operando máquinas pesadas”, com Lumara Rosendo; além do painel “Lideranças Femininas do Agro”, com a participação de representantes de federações de agricultura e pecuária de outros estados e da vice-presidente da Comissão Nacional das Mulheres do Agro da CNA, Antonielly Rotolli.

A manhã foi aberta com a palestra “Made in Alagoas”, comandada pelas irmãs Gabriela e Isabela Carneiro, que trataram de sucesso familiar e liderança feminina na produção de bovinos, aves e ovos. A palestra final foi conduzida pela produtora de soja do Mato Grosso, Lígia Pedrini, que contou sua trajetória no mercado agropecuário e de como é importante saber se comunicar em um meio ainda majoritariamente masculino. Toda programação foi intercalada por “pitches”, apresentações de 5min conduzidas por produtoras rurais alagoanas que contaram suas histórias de sucesso.

Com grande adesão e debates enriquecedores, o encontro reafirmou o compromisso do Sistema Faeal/Senar e do Sebrae em valorizar o papel das mulheres na transformação e no fortalecimento do agronegócio alagoano. O segmento precisa muito de novos integrantes. As mulheres, os jovens, os estudantes das áreas de agropecuária, os técnicos, todos precisam se engajar para tornar nossos sindicatos, o Senar e a nossa Faeal ainda mais fortes”, concluiu o presidente Álvaro Almeida.