Abatedouro Frigorífico de Viçosa vai gerar mais de 150 empregos

Foto: Márcio Ferreira/Secom/Governo de Alagoas

O governador de Alagoas, Renan Filho assinou, na manhã da última sexta-feira (23), o termo de concessão do Abatedouro Frigorífico de Viçosa. O novo equipamento colabora com a estruturação da cadeia produtiva da proteína animal na região do Vale do Paraíba alagoano e vai gerar 150 empregos diretos, além de outros 300 indiretos. A solenidade foi realizada no auditório Aqualtune do Palácio República dos Palmares.

“Aquela é uma das regiões mais prósperas do país para a pecuária, com qualidade genética diferenciada, com produtores especializados e com propriedades que criam bovinos há muito tempo. A instalação daquele abatedouro em Viçosa é para o Estado de Alagoas um marco”, afirmou Renan Filho.

Além de Viçosa, o Abatedouro Frigorífico vai beneficiar a população e os pequenos, médios e grandes criadores de animais de outros onze municípios da região: Anadia, Boca da Mata, Cajueiro, Capela, Chã Preta, Maribondo, Mar Vermelho, Paulo Jacinto, Pindoba, Quebrangulo e Tanque D’Arca.

Nos últimos anos, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas (Faeal) vinha cobrando do Governo de Alagoas uma política de incentivo à construção de abatedouros públicos. “Nós temos a certeza de que a deficiência de abatedouros também será suprida em outras regiões, pois este é um compromisso do governo Renan Filho com a nossa categoria”, comenta o presidente da Faeal, Álvaro Almeida.

Sobre a parceria com a iniciativa privada para o funcionamento do abatedouro frigorífico de Viçosa, Álvaro espera que a gestão do estabelecimento cumpra o compromisso que assumiu com o governo. “Inclusive, nós queremos saber qual é a data de início das atividades, quando será abatido o primeiro boi, pois os pecuaristas da região não aguentam mais esperar. A classe está atenta e nós acreditamos que não será necessário, porém, caso as expectativas não sejam atendidas, faremos as devidas cobranças”, garante o presidente da Faeal.

A solenidade reuniu secretários de Estado, prefeitos municipais e pecuaristas, dentre outras autoridades. “Estamos muito felizes e contentes em poder concretizar hoje um sonho do viçosense, que espera há mais de dez anos por esse abatedouro. Com essa concessão, essa parceria público-privada, a gente vai poder concretizar esse sonho, gerando emprego e renda para a nossa região”, comemorou o prefeito de Viçosa, João Victor.

O Governo do Estado investiu R$ 9,6 milhões na construção do Abatedouro Frigorífico, que está disposto numa área de 26,4675 hectares, com 2.341,19 m² de área construída. A capacidade de abate diário é de 50 bovinos, 50 suínos e 40 ovinos/caprinos.

“A iniciativa privada traz o seu gabarito para fazer com que os abatedouros, aqui no Estado de Alagoas, levem a carne, a proteína animal, com mais qualidade à mesa dos alagoanos”, destacou o secretário de Estado da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura, Maykon Beltrão.

Gustavo Machado, proprietário do Grupo Campo do Gado, que vai administrar o equipamento, informou que os trabalhos começam já nesta segunda-feira (26). “Nós recebemos a concessão do equipamento, mas temos que ampliar para adequar às condições sanitárias exigidas. Esperamos que, até dezembro, a gente já possa fazer o abate experimental e, no máximo, dentro de um ano, rodar essa planta por inteiro”, explicou. Segundo ele, com a expansão o equipamento terá capacidade de abater até 300 bovinos por dia.

Com informações da Secom/Governo de Alagoas

Assembleia Legislativa de Alagoas aprova PL que desburocratiza acesso de produtores rurais à isenção do ICMS na energia elétrica

Álvaro Almeida: “A aprovação do PL nos traz a sensação do dever cumprido”

A Assembleia Legislativa de Alagoas aprovou, em segunda votação, o Projeto de Lei 394/2020, de autoria da deputada estadual Jó Pereira, que desburocratiza e facilita o acesso dos pequenos produtores rurais alagoanos ao benefício da isenção do ICMS no fornecimento de energia elétrica para aqueles que se enquadram na faixa de consumo de três mil Kwh mensais. Aprovado na sessão desta quarta-feira (30), o PL segue agora para análise do governador Renan Filho.

A isenção atende a um pleito da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas (Faeal). “Iniciamos essa discussão há muitos anos, travamos uma luta constante, tivemos várias reuniões, desde a antiga Ceal e agora com a empresa Equatorial. A aprovação do PL nos traz a sensação do dever cumprido, pois representa uma conquista que é dos pequenos e médios produtores rurais. Agradecemos ao representante da Federação no Conselho de Consumidores da Equatorial, José Luiz Soares, dentre outros companheiros, à deputada Jó Pereira e a todos os parlamentares que votaram em favor do projeto. Temos a certeza de que o governador Renan Filho sancionará, pois, ao longo do seu mandato, tem se posicionado em defesa da agropecuária alagoana”, afirma Álvaro Almeida, presidente da Faeal.

Álvaro também ressalta a importância da medida para o desenvolvimento econômico de Alagoas. “No momento em que o país registra sucessivos aumentos na conta de energia elétrica, que oneram quem produz, essa isenção no ICMS representa um ganho não somente para os pequenos e médios produtores e pecuaristas alagoanos, mas também para o estado, já que aumentará a produção e, consequentemente, a geração de emprego e renda. E quem gera emprego e renda, faz o estado crescer cada vez mais”, comenta.

Deputada Jó Pereira: “Os produtores rurais não estão suportando a alta carga tributária cobrada na energia elétrica”

“Os produtores rurais não estão suportando a alta carga tributária cobrada na energia elétrica, reduzindo a produção e prejudicando a circulação de renda em todo estado. Embora esse pequeno produtor irrigante já tenha direito à isenção, garantida na legislação estadual, para ter acesso ao benefício é exigida a inscrição estadual, o que torna o processo muito burocrático. No PL, alteramos a exigência para que, ao invés da inscrição estadual, seja apresentada apenas a Declaração de Aptidão do Pequeno Produtor Rural (DAP), emitida pela Emater”, explicou a deputada estadual Jó Pereira.

“Além disso, autorizamos a Secretaria Estadual de Agricultura e outros órgãos da administração pública a fornecerem para a Equatorial os dados referentes a DAP, para que a concessionária de energia elétrica faça o cruzamento com seu banco de dados e implante o benefício da isenção, independente da solicitação do pequeno produtor”, prosseguiu a parlamentar, agradecendo aos colegas pela aprovação da matéria.

O PL aprovado define ainda as classes e subclasses dos produtores rurais, para não haver dúvidas do enquadramento, segundo informações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel): agropecuária rural e urbana; instalações elétricas de poços de captação de água; serviço de bombeamento de água destinada à atividade de irrigação; residencial rural; cooperativa de eletrificação rural; agroindustrial; serviço público de irrigação rural; escola agrotécnica em estabelecimento de ensino direcionado à agropecuária; e aquicultura.

Com informações da Assessoria da deputada Jó Pereira.

Senar Alagoas inicia mais uma turma de Aprendizagem Rural

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas – iniciou as atividades educativas do Programa de Aprendizagem Rural no dia 7 de junho, com a turma de sete alunos do curso de Mecânico de Manutenção de Tratores, no auditório João Carlos, na sede administrativa do Senar, em Maceió. A iniciativa é fruto de uma parceria com a Caetex Florestal S/A, empresa que pertence ao Grupo Caeté. 

“A programação das aulas abrange todas as principais competências da ocupação possibilitando que o participante conjugue conhecimento e prática. A qualificação profissional básica abre caminhos para ofertas formativas complementares”, explica a coordenadora do Departamento Técnico do Senar Alagoas, Graziela Freitas.

O curso possui a duração de um ano, com carga horária de mil horas, divididas em módulos de habilidades básicas e específicas. Tem como público alvo adolescentes e jovens que estejam matriculados e frequentando a escola, no ensino fundamental ou médio, na faixa etária compreendida entre 18 e 24 anos. 

A conclusão desta turma está prevista para junho de 2022 e deve evidenciar ao final da capacitação em ordem de prioridade: competências técnicas; competências de educação permanente; competências sociais e interpessoais e valores humanísticos.

“É tudo muito novo, ainda estamos nos conhecendo e nos adaptando ao curso, mas tenho certeza que vou aprender muitas coisas que irei levar para minha vida profissional”, pontua o aluno jovem aprendiz Igor Faustino Lins.

Alunos durante a aula de relações interpessoais

Faeal e Senar AL contribuem na elaboração de cartilha sobre barragem subterrânea

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas (Faeal) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar Alagoas) colaboraram com a elaboração da cartilha “Barragem subterrânea: transformando vidas no semiárido brasileiro”. Iniciativa do Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), Embrapa e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o documento tem o objetivo de orientar produtores rurais e gestores públicos sobre essa solução tecnológica para o aproveitamento da água da chuva, como forma de reduzir os efeitos das irregularidades climáticas nas regiões mais secas.

O Semiárido brasileiro é caracterizado pela reduzida precipitação pluviométrica anual, concentrada em poucos meses, aliada a grandes perdas por escoamento superficial e evapotranspiração, o que limita o acesso à água para o consumo humano e de animais e para a produção agrícola. Estas características demonstram que, para as famílias conviverem com as diferenças do clima da região, é necessário que disponham de reservatórios para guardar a água da chuva para o período da estiagem.

Ciente desta necessidade, a Federação da Agricultura e Pecuária de Alagoas envolveu agentes públicos e instituições como Embrapa e Sebrae numa discussão coletiva que resultou na criação do Programa Estadual de Construção de Barragens Subterrâneas. O programa prevê a construção de 200 barragens e o Governo do Estado já destinou R$ 1,5 milhão com a estimativa de construir as primeiras 60.

“A partir de um projeto piloto desenvolvido pelo Senar Alagoas em parceria com o Sebrae, percebemos como a barragem subterrânea é uma tecnologia barata e capaz de contribuir para o desenvolvimento socioeconômico do Estado. Depois, descobrimos que um estudo de mapeamento das áreas mais propícias para a construção de barragens, desenvolvido pela Embrapa, corria o risco de ser interrompido por falta de verbas federais. Foi então que provocamos as instituições e agentes públicos para que apoiassem a conclusão da pesquisa e formulassem um grande programa de construção de barragens, conduzido pelo Governo de Alagoas”, relembra o presidente da Faeal, Álvaro Almeida.

Coordenadora de Assistência Técnica e Gerencial do Senar Alagoas, Luana Torres está entre os autores da cartilha sobre barragens subterrâneas. “Este é um importante instrumento de disseminação de informações sobre esta tecnologia que, a baixo custo, contribui para o aumento ao acesso e usos múltiplos da água, a soberania e segurança alimentar e nutricional das famílias, a diversificação e integração de cultivos, tornando os agroecossistemas mais resilientes ao clima, entre outros avanços econômicos e sociais para a população do semiárido”, comenta.

A tecnologia da barragem subterrânea está alinhada a Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS – da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas – ONU. São eles: erradicação da pobreza; fome zero e agricultura sustentável; água Potável e Saneamento; e ação contra a mudança global do clima. A cartilha produzida em Alagoas traz informações sobre o zoneamento realizado pela Embrapa, como é construído este tipo de barragem, quais os locais adequados para a sua instalação, alternativas de cultivo e que impactos traz para a vida das famílias. A elaboração do documento também contou com o apoio das universidades Federal e Estadual de Alagoas – Ufal e Uneal –, Secretaria de Estado da Agricultura, Pesca e Aquicultura (Seagri), Instituto de Inovação para o Desenvolvimento Rural Sustentável de Alagoas ( Emater/AL) e Sebrae.

Para ter acesso à cartilha, clique aqui.

Técnico do Senar orienta avicultores sobre construção de cama de frango

A cama de frango é uma estratégia que produtores rurais utilizam para diminuir o atrito entre os pés das aves e o piso do galinheiro e evitar, assim, as lesões no coxim plantar dos animais popularmente conhecidas como calos. Mas para se construir uma boa cama, é preciso estar atento a alguns fatores. O primeiro deles é a escolha do material que será utilizado como cama.

“É importante que o produtor dê prioridade aos materiais de boa qualidade e que esses materiais sejam distribuídos de maneira uniforme em todo o galinheiro, com altura média de 5 a 15 centímetros. Essa altura varia de acordo com dois principais fatores: a estação do ano, mais fria ou mais quente, e a densidade populacional adotada pelo produtor”, explica o técnico de campo do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas –, Ícaro Victor.

Ícaro é zootecnista e presta assistência técnica e gerencial a avicultores alagoanos por meio do Programa Agronordeste, parceria do Senar com a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural – Anater – e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa. Segundo ele, o material utilizado para a cama do frango deve ter boa capacidade de absorver e liberar umidade.

“O importante é que tenha em torno de 20% a 25% de umidade, além de boa disponibilidade na região e baixo custo, para não onerar a produção. Os principais materiais utilizados hoje como cama de frango são o pó-de-serra, maravalha, cascas de amendoim, café ou arroz, além de palhagens em geral e feno de gramíneas”, exemplifica o técnico do Senar Alagoas.

Manejo sanitário
Outro ponto que merece a atenção dos avicultores é o manejo sanitário. “Quanto maior a umidade, maior será a quantidade de bactérias que podem prejudicar o desempenho produtivo dos animais. Dentre as principais bactérias, nós temos as láticas, que degradam a ureia presente nas fezes dos animais e transformam em amônia, tornando o ambiente muito tóxico e propício a doenças. Com isso, diminuem a produtividade do lote e causam prejuízos ao produtor”, alerta Ícaro.

 

Live sobre Livro Caixa para o Produtor Rural: faça sua inscrição

No próximo dia 6 de abril, das 10h às 12h, o Senar Alagoas realizará uma live sobre Livro Caixa para o Produtor Rural. A live contará com as participações de Carla Christine, analista de Arrecadação do Senar AL, e Elielton Souza de Miranda, profissional com formação Contábil e mais de 15 anos de vivência prática em escritório Contábil. Elielton é instrutor de cursos por diversas Entidades Nacionais, como CRC, Senar, Sescon, Sescap, Federação de Contadores de Minas Gerais, Sindicatos Contábeis e empresas particulares.

A live será transmitida pelo Youtube e é necessário fazer uma inscrição. Para se inscrever, clique aqui.

Programa Mais Pasto promove mais uma capacitação nesta segunda, 29

Aulas são ministradas por André Sório, consultor com experiência internacional

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas – promoverá nesta segunda, 29, mais uma capacitação do Programa Mais Pasto. Transmitido pelo aplicativo Zoom, a partir das 13h30, o evento é voltado para pequenos e médios pecuaristas. O objetivo é capacitar os produtores para utilizar as forrageiras com máxima eficiência durante o período de inverno que se aproxima.

A aula será ministrada pelo consultor do Mais Pasto, André Sório, engenheiro agrônomo e mestre, com trabalhos voltados à produção intensiva baseada em pastagens, no Brasil e em diversos países da América Latina. Sório abordará os seguintes temas: manejo profissional de pastagens (as quatro leis); água para ruminantes (mais importante que o pasto); e cerca elétrica (o que saber para não ser enganado).

As inscrições para a capacitação estão abertas. Para mais informações, basta entrar em contato com o Senar pelo telefone (82) 3217-9826 – das 8h às 14h – ou no e-mail luana@senar-al.org.br.

O programa
O Mais Pasto capacita pequenos e médios pecuaristas para a utilização racional da pastagem e a gestão da propriedade rural. A intenção é que o produtor aproveite ao máximo o potencial dos pastos e melhore os resultados econômicos para ele, seus familiares e funcionários.

A partir do diagnóstico da situação de cada propriedade, um plano de melhorias, ações e investimentos é elaborado. Além capacitações periódicas e das consultorias coletivas, o programa garante acompanhamento técnico, com visitas mensais de instrutores do Senar Alagoas às propriedades.

O modelo vem produzindo resultados tão expressivos, que o Mais Pasto foi apresentado como exemplo de sucesso na última edição do Encontro Internacional de Pastoreio Voisin, realizada no Uruguai.

Senar capacita piscicultores na microrregião de Penedo

Renaldo Santos diz que assistência técnica e gerencial trouxe mais lucros

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas – capacita piscicultores da microrregião de Penedo por meio do programa de Assistência Técnica e Gerencial. A iniciativa auxilia 30 produtores na gestão da propriedade, melhoria da produção e aumento de renda.

Um bom exemplo está na cidade de Igreja Nova. Piscicultor há 25 anos, Renaldo Santos possui hoje 11 viveiros, com diversas espécies de peixes. Segundo ele, a assistência técnica do Senar é fundamental para apontar os melhores caminhos da produção.

“Passei a entender qual é a necessidade da alimentação diária do peixe, que antes eu fazia aleatoriamente. Com a assistência do Senar, aprendi a fazer da forma correta e, assim, deixei de ter desperdício, o que me trouxe mais lucro”, comenta Renaldo.

Técnico de campo, Itairan coleta amostra de água para análise

O trabalho também envolve medição dos parâmetros da água, para verificar a quantidade de oxigênio, amônia, salinidade, entre outras ações. “Muitos desses piscicultores iniciaram a criação sem conhecimento técnico algum. No último mês de outubro nós começamos o trabalho com as visitas às propriedades, cadastramos os produtores e hoje prestamos toda a assistência técnica e gerencial”, diz o zootecnista e técnico de campo do Senar Alagoas, Itairan Albuquerque.

Com as orientações de Itairan, Renaldo mudou até a forma de comercializar os peixes. “Antes eu repassava para um intermediário e a margem de lucro que me sobrava era muito pequena, então, optei por fazer a venda direta para o consumidor. Os meus fregueses vêm buscar o produto aqui no lote, assistem à pescaria e escolhem os peixes que querem levar”, relata o piscicultor.

Produtor de arroz, Raimundo Lazaro encontrou na assistência técnica do Senar um incentivo para investir na piscicultura. “O Itairan está me orientando como tudo deve ser feito, me acompanhando e eu ouvindo o que ele tem a passar para mim. Com o conhecimento dele e a minha força de vontade, tenho certeza de que vou chegar lá. Sem a assistência técnica, eu poderia estar fazendo uma loucura aqui, com grande chance de dar errado”, reconhece.

Murilo Resende: “Trabalho é o resultado do incentivo da Comissão Nacional de Aquicultura da CNA”

Presidente do Sindicato Rural de Penedo, Murilo Resende diz que o trabalho de assistência técnica para piscicultores na região nasceu por incentivo da Comissão Nacional de Aquicultura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil –  CNA –, da qual também é integrante.

“Inicialmente tivemos dificuldade de agregar os produtores para trabalhar esse tipo de atividade, mas conseguimos. Hoje temos, na região de Piaçabuçu, Penedo e Igreja Nova, um técnico do Senar dando assistência a esses piscicultores. Isso é muito bom e atende a um propósito do nosso sindicato rural, da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas (Faeal) e do Sistema CNA como um todo para incentivar os nossos produtores a este tipo de atividade”, destaca Murilo.

Técnicas garantem sucesso na produção de milho para silagem

Dayanne Veiga dá dicas para uma boa produção

Maria Eduarda Xavier
Estagiária sob supervisão

A silagem de milho é um componente muito importante na alimentação de bovinos. Além do grande volume de nutrientes, de fácil digestão e ricos em energia, garante reservas para as épocas mais secas do ano, principalmente no semiárido. Mas, afinal, como produzir milho para silagem em alta escala e de forma tecnificada?

Engenheira agrônoma e técnica de campo do Senar Alagoas, Dayanne Veiga explica que o primeiro passo é a escolha das sementes. “Precisamos de uma semente de qualidade, limpa, certificada e tratada, que venha a fornecer a produtividade que queremos alcançar”, comenta.

Segundo Dayanne, após a escolha da semente, é preciso fazer o estudo da área onde será implantado o milharal. A análise do solo acontece em laboratório, a partir de uma amostra de aproximadamente 1 Kg. “O solo precisa ser fértil e o espaço do plantio deve estar próximo ao local onde será feito o silo para reduzir o tempo do processo. Isso influencia na qualidade da silagem. Em relação à declividade, quando menos, melhor, pois facilita o processo de preparo do solo, plantio, tratos culturais e colheita”, observa.

“Para alcançar a produtividade almejada, é preciso dar à planta os nutrientes que ela necessita para o seu desenvolvimento, já que, além da matéria verde, o que se quer é uma boa produtividade de espigas. Os grãos aumentarão o teor de amido e, consequentemente, fornecerão mais energia para os animais”, diz a técnica de campo do Senar Alagoas.

Responsável pelos atendimentos de assistência técnica e gerencial a um grupo de 30 bovinocultores de leite do município de Palmeira dos Índios, pelo Programa Agronordeste, Dayanne também ressalta a importância da adubação orgânica, feita geralmente com o esterco curtido do animal, que ajuda a melhorar os aspectos químicos, físicos e biológicos do solo.

“Também precisamos seguir algumas técnicas de conservação de solo, como, por exemplo, o plantio em curva de nível, que dificultará as perdas de nutrientes por lixiviação, ou seja, por lavagem da água de chuva”, acrescenta a engenheira agrônoma.

Senar e Sebrae discutem início do Programa Agronordeste Alagoas após medidas restritivas contra a pandemia

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas – e o Sebrae AL pretendem iniciar as atividades do Programa Agronordeste Alagoas assim que haja a flexibilização das medidas restritivas, determinadas pelo Governo do Estado por conta da pandemia de Covid-19. As estratégias para a prestação dos serviços de assistência técnica e gerencial para produtores das cadeias de olericultura e fruticultura foram discutidas nesta sexta-feira, 19, em videoconferência.

Participaram da reunião a coordenadora e o supervisor de ATeG do Senar Alagoas, Luana Torres e Sidney Rocha; a analista de Competitividade e Desenvolvimento do Sebrae Alagoas, Vânia Britto; além de Rafael Manoel, presidente da AgroService Serviços Agropecuários, e Fernando Vieira, sócio-proprietário da MGF Consultoria Agropecuária, ambas empresas prestadoras de serviços.

Segundo Luana Torres, entre outros assuntos, foram discutidas estratégias para estabelecer o contato entre o técnico de campo e os produtores rurais. “Precisamos estar atentos ao final do decreto, verificar a situação dos municípios e dos produtores, já que os que estiverem com suspeita de covid não poderão receber a visita do técnico”, comenta.

O Programa Agronordeste Alagoas é o resultado de um convênio firmado entre o Senar e o Sebrae, com o objetivo de fortalecer as cadeias produtivas. 210 produtores serão beneficiados com assistência técnica e gerencial, nos municípios de Arapiraca, Estrela de Alagoas, Girau do Ponciano, Senador Rui Palmeira, Delmiro Gouveia e Água Branca.

“O convênio também inclui a capacitação de produtores por meio do Programa Negócio Certo Rural e alguns treinamentos de formação profissional rural e agroindústria, como os cursos de Fruticultura Básica, Olericultura Básica, Processamento da Polpa da Fruta, entre outros relativos a essas cadeias. Além disso, estamos avaliando a possibilidade de dar andamento prioritário ao projeto de construção de barragens subterrâneas”, acrescenta Luana.