Faeal e BNB discutem estratégias de apoio a produtores rurais

Reunião na sede da Faeal

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas (Faeal) e o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) têm alinhado ações e estratégias para garantir o acesso de produtores ao crédito rural, por meio do acompanhamento de processos e concessão de novas operações. Na última quinta-feira, 25, o superintendente regional do BNB, Pedro Ermírio, e o presidente da Faeal, Álvaro Almeida, se reuniram na sede da Federação, para discutir parcerias. O encontro contou com a presença do superintendente do Senar AL, Fernando Dória, e de profissionais da instituição bancária.

Três pontos ficaram definidos na reunião: a participação do BNB em eventos do setor de bovinocultura, entre os meses de maio e agosto, na capital e no interior do estado; um trabalho de interlocução com a justiça e o Governo de Alagoas, na tentativa de reduzir os custos dos registros cartorários nas operações de crédito rurais; e ações de capacitação, melhorias no acompanhamento dos processos e volume de concessão de crédito para a agricultura familiar e para os médios produtores.

“Alguns bancos oficiais zeraram o orçamento para operações de agricultura familiar na modalidade de investimento e nós estamos tranquilizando a Federação, para que ela replique com os agricultores que o orçamento do Banco do Nordeste está disponível, assegurado e nós temos recursos para essas operações. Então, aquele agricultor que tiver qualquer dificuldade com outro banco, pode nos procurar”, garante Pedro Ermírio.

“Mais uma vez, recebemos o superintendente regional do BNB, que veio estreitar ainda mais a parceria com os produtores de Alagoas, colocando à disposição alguns serviços e pedindo sugestões para que pudéssemos viabilizar essa aproximação maior entre o banco e os agricultores e pecuaristas. Tudo o que for possível para viabilizar e facilitar a vida dos produtores rurais alagoanos, será feito”, afirma o presidente da Faeal, Álvaro Almeida.

Acordo de Cooperação
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Alagoas entregou ao superintendente regional do BNB a minuta de um acordo de cooperação entre as duas instituições. Um dos tópicos é a implementação de uma ação conjunta voltada para a renegociação das dívidas com base na Lei 13.340. A ideia é realizar encontros nos maiores municípios, com a participação de produtores rurais e representantes dos sindicatos rurais.

O documento também sugere que o BNB trabalhe com agências itinerantes dentro dos sindicatos rurais, para realizar o atendimento aos produtores e apresentar a lei e as linhas de financiamento.

Também está previsto na minuta o incentivo aos financiamentos por meio do BNB Agro Inovação, que possibilita o acesso a novas tecnologias com menores taxas do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste, e aos financiamentos para aquisição de peças e manutenção de máquinas pelo FNE.

Contribuição Sindical Rural será recolhida até o dia 22 de maio

Álvaro Almeida: “O sistema CNA é quem defende o produtor enquanto ele produz”

Pessoas físicas e jurídicas enquadradas como “empresários” ou “empregadores rurais” têm até o próximo dia 22 de maio para efetuar o recolhimento da Contribuição Sindical Rural referente ao exercício 2019. A segunda via da Guia de Recolhimento pode ser impressa no site da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pagas em qualquer estabelecimento integrante do sistema nacional de compensação bancária.

São considerados contribuintes: a pessoa física ou jurídica que, tendo empregado, empreende, a qualquer título, atividade econômica rural; proprietário ou empregado que, em regime de economia familiar, explore imóvel rural que lhe absorva toda a força de trabalho e lhe garanta a subsistência e progresso social e econômico em área superior a dois módulos rurais da respectiva região; ou proprietários rurais de mais de um imóvel rural, desde que a soma de suas áreas seja superior a dois módulos rurais da respectiva região. 

As guias foram emitidas com base nas informações prestadas pelos contribuintes nas Declarações do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (IT) e repassadas à CNA pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. A emissão das guias está amparada no que estabelece o artigo 17 da Lei 9.393, de 19 de dezembro de 1996, e no 8º Termo Aditivo do Convênio celebrado entre a CNA e a Receita Federal.

Em caso de perda, extravio ou de não recebimento da Guia de Recolhimento, o contribuinte pode imprimir a segunda via no site www.cnabrasil.org.br ou solicitar à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas, no prazo de até cinco dias úteis antes da data do vencimento.

De acordo com o presidente da Faeal, Álvaro Almeida, apesar de facultativa, a contribuição sindical é o que garante a luta pelos direitos, reivindicações e interesses de todos os produtores enquadrados como empresários ou empregadores rurais.

“O sistema CNA é quem defende o produtor enquanto ele produz. Lutamos para pela redução nos custos da produção e por acesso a crédito rural, segurança jurídica, questões trabalhistas, oferecemos assistência técnica e gerencial, promovemos capacitações que são importantes para o desenvolvimento do setor agropecuário. Mas, naturalmente, o Sistema CNA depende da contribuição para fortalecer este trabalho em Brasília, com a Confederação, e nos estados, com as federações e sindicatos rurais”, analisa Almeida.

Produtores rurais já podem aderir ao Programa Bem+Agro

Iniciativa oferece benefícios exclusivos para produtores sindicalizados e em dia com a Contribuição Sindical Rural

Produtores rurais de todo o país, que estão em dia com a Contribuição Sindical Rural, já podem se cadastrar no Programa Bem+Agro, plataforma digital de benefícios exclusivos, criada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A adesão é gratuita e deve ser feita no site https://www.bemmaisagro.com.br.

O programa funciona com agros – moeda virtual criada para o sistema e que pode ser trocada por ofertas e outros benefícios. Para ganhar agros, o produtor precisa ter alguns comportamentos como se inscrever e concluir cursos do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar); participar de eventos; navegar, interagir e ler conteúdos publicados pela CNA, federações estaduais da agricultura e pecuária, e sindicatos rurais.

No computador ou celular, o produtor acessa o extrato de agros acumulados, confere as ofertas – nacionais ou segmentadas por região – e troca moedas virtuais por benefícios, como condições especiais em empresas parceiras, a exemplo de descontos em planos de saúde, serviços laboratoriais, passagens aéreas, pneus e serviços relacionados, cursos de graduação e livros, além de acesso VIP a eventos do agronegócio, entre outros.

Nacionalmente, a CNA já firmou convênio com empresas como Latam Airlines, Mercedes-Benz, Visa, Livraria Embrapa, Pirelli, Sabin Medicina Diagnóstica, 99, Netshows, Bancorbrás e Movida Rent a Car. Os produtores também terão acesso a cartilhas de processos produtivos e poderão formar turmas exclusivas para cursos do Senar; indicarão estudantes para o programa CNA Jovem; terão acesso prioritário a serviços prestados pelos sindicatos, como assessorias jurídica e contábil, bem como à Assistência Técnica e Gerencial do Senar.

Palestra sobre EFD-Reinf e DCTFWEB em São Miguel dos Campos

Gratuita / 50 vagas
Dia 21/05
14h às 18h
Associação Comercial (Rua Bernardo Lopes, 427 – Centro).
Palestrante:
Eduardo Jorge Bandeira de Souza
(Auditor da Receita Federal)

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Diretor de Gestão de Riscos do Mapa ministra palestra na Faeal

O diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Pedro Augusto Loyola Júnior, ministrou a palestra “Seguro rural na visão de gestão de riscos agropecuários”, na manhã dessa terça-feira, 16, na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas (Faeal). O evento reuniu produtores, gestores e representantes da Superintendência Regional do Mapa, do Governo do Estado, Banco do Brasil, associações e cooperativas ligadas ao setor.

“O Departamento de Gestão de Riscos cuida de alguns programas, como o de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural, o Proagro, Garantia-Safra e o Zoneamento Agrícola de Risco Climático. Esses encontros nos estados fazem parte de uma estratégia do Governo Federal para disseminar a cultura de seguro rural e também de gestão de riscos, pois ambos são importantes para o produtor manter a renda na sua produtividade. Os estados precisam demandar para o Ministério quais culturas precisam ser zoneadas, para que o produtor plante no melhor período, com a melhor tecnologia. Isso mitigará os riscos de perda de produção por problemas climáticos”, comentou Pedro Loyola Júnior.

“Os encontros também nos trazem todas as demandas dos estados, o Ministério mostra como ele pode fomentar o seguro rural e ainda como está atuando em alguns programas. O Garantia-Safra, por exemplo, é muito importante aqui para o Nordeste, com a aplicação de recursos do Governo para pequenos produtores que precisam ter sua segurança alimentar e da família garantida. Aqui em Alagoas, ainda é preciso fomentar esses programas, por isso, é importante discuti-los com essas lideranças e produtores”, acrescentou Loyola.

Segundo o palestrante, ampliar as contratações de seguro no Norte e Nordeste do país é um dos desafios do Governo Federal. Outros desafios são: desenvolver estudos para fomentar políticas; ampliar a abrangência de produtos e regiões do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural; criar um programa de disseminação da cultura de gestão de riscos; e integrar os bancos de dados dos diferentes programas.

Para o vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas, Edilson Maia, a palestra foi esclarecedora e permitiu a abertura de um importante canal de informações com os produtores. “A Faeal está fazendo todo o esforço para que o produtor alagoano tenha sustentabilidade na sua atividade por meio do seguro rural. Alagoas ainda tem uma pequena participação no mercado, não há essa cultura, diante de tantas variáveis e intempéries que sofre o Nordeste, mas com certeza o Governo vai carimbar algumas verbas para este fim e fazer com que o produtor seja menos afetado por essas intempéries da região”, comenta Maia.

Senar Alagoas apresenta programa Mais Pasto em evento internacional

Argentinos, colombianos, mexicanos e brasileiros de outros estados manifestam interesse em replicar o programa de consultorias a pecuaristas

Representantes do Senar Alagoas após apresentação no Uruguai

Os resultados significativos do Mais Pasto, programa de consultorias para pecuaristas criado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas – em parceria com o Sebrae AL, começam a atrair os olhares de outros países. A experiência, inédita no Brasil, foi apresentada no 8º Encontro Internacional de Pastoreio Voisin, realizado entre os dias 11 e 13 de abril, na cidade de Salto, Uruguai. Promovido pelo Fororural, o evento reuniu cerca de 300 pessoas, de 10 países, em torno das discussões sobre uma pecuária mais rentável, ecológica, voltada para o bem-estar humano e animal.

Palestrantes da Argentina, Brasil, Colômbia, Costa Rica, México, Paraguai e Uruguai compartilharam conhecimentos e experiências sobre o sistema voisin. O Mais Pasto foi apresentado pelo engenheiro agrônomo e coordenador do programa, André Sório. Também participaram do evento a engenheira agrônoma do Senar Alagoas, Luana Torres; o veterinário e técnico da instituição, Diogo Lôbo; e o presidente do Conselho Administrativo, Álvaro Almeida. “Fiquei honrado e orgulhoso em ver como o nosso programa despertou o interesse dos participantes do Encontro Internacional de Pastoreio Voisin, tanto os estrangeiros, quanto os dos 12 estados brasileiros representados no evento”, avalia Almeida.

“A apresentação foi bastante concorrida. Nós apresentamos o Mais Pasto dando destaque aos resultados obtidos em termos de carga animal, rebanho, ganho de patrimônio – proporcionado pelo aumento de animais e diminuição da necessidade de terra para criá-los – e também abordamos a proteção das nascentes, pois já são quase 800 protegidas em Alagoas, no âmbito do programa. O Mais Pasto despertou o interesse de muitas pessoas, especialmente de argentinos, colombianos e mexicanos, que manifestaram interesse grande num detalhamento maior, para que eles possam tentar aplicá-lo em seus países”, explica o coordenador do programa, André Sório.

Pecuaristas brasileiros que participaram do evento no Uruguai também ficaram impressionados com os resultados do Mais Pasto. “Alagoas mostra o quanto é importante ter um programa bem estruturado de consultoria, que promova a união dos produtores em torno de módulos, metas, com muita troca de experiências e o subsídio de instituições como o Senar e o Sebrae. Muitas vezes, soluções mais simples são compartilhadas pelo próprio produtor, que vivencia a atividade no dia a dia. Isso diminui os custos”, observa o pernambucano Luis Queiroga.

Helder Hofig, pecuarista do Mato Grosso do Sul, também reconhece a eficácia do Mais Pasto. “Não há dúvidas de que este programa tem sido muito importante para o aumento da produção pecuária de Alagoas e deveria ser replicado em outros estados, pois consegue atingir muitos produtores e auxiliá-los para que se tornem autossuficientes na gestão da propriedade. Além das consultorias individuais, a educação continuada é um grande diferencial”, afirma.

O programa
O Mais Pasto capacita pequenos e médios pecuaristas para a utilização racional da pastagem e a gestão da propriedade rural. A intenção é que o produtor aproveite ao máximo o potencial dos pastos e melhore os resultados econômicos para ele, seus familiares e funcionários. A partir do diagnóstico da situação de cada propriedade, um plano de melhorias, ações e investimentos é elaborado. Além da consultoria coletiva, com encontros periódicos, o programa garante acompanhamento técnico, com visitas mensais de instrutores do Senar Alagoas às propriedades.

Faeal promove palestra sobre débito rural

Evento é gratuito e voltado para dirigentes sindicais e produtores adimplentes com a contribuição sindical

“Débito rural: contratos até 2011 e de 2012 a 2016: o que fazer?”. Este é o tema da palestra que a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas promoverá na próxima segunda-feira, 15. O evento acontecerá na sede da Faeal, a partir das 9 horas, e terá como palestrante o advogado Guilherme Santos Ferreira da Silva, consultor jurídico da Federação para assuntos relacionados a endividamento rural.

O evento é gratuito e voltado exclusivamente para dirigentes sindicais e produtores adimplentes com a contribuição sindical. Guilherme abordará as operações contratadas até 2011: BB e BNB, incluindo vencidas e não inscritas na Dívida Ativa da União; operações contratadas no período de 2012 a 2016; operações inscritas na Dívida Ativa da União; e defesa nas demandas judiciais: o que fazer?”.

CNA cadastra produtores para Programa de Alimentos Artesanais e Tradicionais

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) está cadastrando produtores rurais para o Programa de Alimentos Artesanais e Tradicionais, que tem o objetivo de potencializar o desenvolvimento da cadeia produtiva e agregar valor à produção de pequenos e médios produtores. O cadastro deve ser feito no site www.cnabrasil.org.br.

O programa faz parte de uma das prioridades da CNA para levar tecnologias e dar condições diferenciadas para uma nova classe média rural, proporcionando melhoria de renda e aumento de competitividade. A iniciativa também vai gerar benefícios para as pessoas que, em algum momento, já participaram de ações de promoção social do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) voltadas para o processamento de alimentos.

Em 2018, uma pesquisa realizada pela CNA apontou que 56% dos produtores de alimentos artesanais têm dificuldades em atender as exigências legais quanto à produção e processamento e outros 25% têm dificuldades em obter lucro e ter uma clientela fixa. Para mudar esta realidade, o Programa de Alimentos Artesanais e Tradicionais prevê ações de capacitação, assistência técnica e gerencial, consultoria, melhoria do ambiente tributário e regulatório, fomento e aperfeiçoamento da estrutura para comercialização.

“Para que isso aconteça, precisamos identificar o que cada produtor produz atualmente e, a partir daí, mantê-lo informado sobre futuras iniciativas para a promoção de seu negócio”, afirma o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas (Faeal), Álvaro Almeida.

Agroalimentares e artesanais

Um produto agroalimentar tradicional é um produto transformado (chocolate) ou não (cacau), cujos métodos de produção, processamento e maturação foram consolidados ao longo do tempo, ou que tem características exclusivas decorrente da interferência do ambiente em que é produzido. Na maioria das vezes, o saber para produzi-lo foi transmitido de geração em geração. São exemplos de produtos agroalimentares tradicionais: café, mel, cachaça, vinho e plantas alimentícias não convencionais. 

Já um produto agroalimentar artesanal costuma ser produzido em quantidades limitadas, com excelência, pelo próprio produtor rural ou seus funcionários, aliando predominantemente o uso de métodos tradicionais e manuais. Exemplos de produtos agroalimentares artesanais: vinho, cacau e chocolate, queijo, embutido, geleia e doce de leite.

Legislação

A pedido da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, o ex-presidente da República, Michel Temer, sancionou, sem vetos, a Lei 13.680, que facilita a comercialização de produtos artesanais em todo o Brasil. Um dos benefícios é a permissão da comercialização interestadual de produtos alimentícios produzidos de forma artesanal, com características e métodos tradicionais ou regionais próprios, boas práticas agropecuárias e de fabricação, desde que submetidos à fiscalização de órgãos de saúde pública dos Estados e do Distrito Federal.

Agora, a atuação da CNA é direcionada para que a regulamentação da lei e efetivação do Selo Arte facilitem o registro dos estabelecimentos e produtos artesanais nos órgãos de fiscalização.

Senar busca parceria do Sebrae para construção de barragens

Gestores do Sebrae e do Senar reunidos

O presidente do Conselho Administrativo do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar Alagoas) e da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas, Álvaro Almeida, esteve na sede do Sebrae AL, em Maceió, nessa segunda-feira, 8, para conversar com o diretor técnico do Sebrae Nacional, Vinicius Lages, sobre a importância da participação da instituição em uma parceria público-privada para a construção de barragens subterrâneas no semiárido alagoano.

A reunião também contou com a participação do superintendente regional do Senar, Fernando Dória, e do corpo diretivo do Sebrae em Alagoas. Álvaro apresentou os benefícios das barragens subterrâneas para comunidades do município de São José da Tapera, com a garantia de água para os agricultores, mesmo em períodos de estiagem. Ele também mostrou os primeiros resultados da barragem construída pelo Senar em parceria com o Sebrae, por meio do convênio Sertão Empreendedor. A estrutura, que custou apenas R$18 mil, incluindo capacitação da comunidade, contratação de mão-de-obra e maquinário, foi entregue há seis meses e já acumula água que servirá para irrigação e na criação de gado de leite.

Álvaro Almeida apresentou vídeo sobre barragens no sertão

“Acreditamos que uma parceria envolvendo Governo do Estado, Sebrae, Senar e Embrapa nos dará a possibilidade de construir várias barragens subterrâneas no semiárido e contribuir para que os pequenos produtores continuem produzindo e atendendo às suas necessidades e das suas famílias. Nós, do Senar, estamos fazendo a nossa parte, alertando tanto ao Sebrae, quanto ao poder público de que é possível diminuir a miséria no meio rural de Alagoas, principalmente no Sertão”, afirma Álvaro Almeida.

Vinícius Lages ficou entusiasmado com os resultados produzidos pelas barragens subterrâneas. O diretor técnico do Sebrae Nacional vislumbra a possibilidade de o Sebrae Alagoas entrar na parceria, com assistência técnica, para trabalhar questões de gestão, tecnologia, inovação e mercado.

“É bom ver iniciativas como essa, de baixo custo e alto impacto. Cada barragem tem capacidade produtiva para assegurar renda para quatro ou cinco famílias, e a proposta de parceria é interessante, mas é preciso investimentos na parte fundamental de engenharia. O nosso esforço é buscar esse parceiro e também trabalhar na perspectiva de um diálogo com o novo secretário de Estado da Agricultura, Ronaldo Lessa, para que a gente possa combinar recursos e energias do setor produtivo e do governo, com o objetivo de ampliar essa experiência”, comenta Lages.

Almeida também a Lages informações sobre projeto da Embrapa

Projeto da Embrapa

O diretor técnico do Sebrae Nacional também teve acesso às informações sobre o ZonBarragem, projeto de zoneamento de áreas potenciais para construção de barragens subterrâneas em Alagoas. Inédito no semiárido brasileiro, o trabalho é desenvolvido pela Embrapa Solos.

O projeto tem duração de quatro anos, com término previsto para julho de 2021, e é dividido em três etapas. A primeira delas consiste na elaboração do mapa de potenciais do estado, que deve ser concluído em aproximadamente quatro meses. Em seguida, haverá a etapa de validação das áreas com potencial para construção das barragens e, posteriormente, a sensibilização e capacitação de técnicos e agricultores, sistematização e socialização dos resultados.

O orçamento previsto pelo Governo Federal para o ZonBarragem, em 2019, é de R$120 mil, mas, diante do atual cenário econômico, a expectativa é de que somente 30% desta verba sejam liberados.

ALE discute sobre barragens subterrâneas no dia 10 de maio

Sessão Especial é uma iniciativa da deputada estadual Fátima Canuto, em apoio ao pleito da Federação da Agricultura

Deputada Fátima Canuto visita barragem do Seu Dedé

A sessão especial sobre a construção de barragens subterrâneas no estado de Alagoas já tem data para acontecer na Assembleia Legislativa. Será no próximo dia 10 de maio, a partir das 9 horas. A iniciativa é da deputada estadual Fátima Canuto (PRTB), em atendimento a um pleito da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas (Faeal). O objetivo é garantir o abastecimento de água para as famílias de agricultores das regiões mais secas, contribuindo para a segurança alimentar e nutricional, geração de emprego e renda a partir do fortalecimento da bacia leiteira e da agricultura familiar.

Participarão da sessão especial agricultores beneficiados por barragens subterrâneas, pesquisadores da Embrapa – que desenvolvem um projeto de mapeamento do estado de Alagoas para a construção desta tecnologia de captação e armazenamento de água da chuva –, técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar AL), Sebrae AL, Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), entre outros convidados.

“A ideia da sessão especial nasceu depois de uma visita ao presidente da Faeal, Álvaro Almeida, que me falou da importância da construção dessas barragens para o estado de Alagoas. De pronto eu comprei essa ideia e solicitei ao presidente da Assembleia o agendamento da sessão, para que possamos discutir e mostrar à sociedade, principalmente aos agricultores, como uma barragem subterrânea pode mudar vidas”, argumenta a deputada Fátima Canuto.

No dia 12 de março, a parlamentar já havia protocolado a Indicação nº 29/2019, para que o governador Renan Filho e o secretário de Estado da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura, Ronaldo Lessa, empreendam esforços no sentido de promover a construção, funcionamento e manutenção de barragens subterrâneas do semiárido alagoano. Nessa última sexta-feira, 5 de abril, Fátima Canuto viajou a São José da Tapera, Sertão do estado, para conhecer de perto algumas experiências que deram certo.

A primeira visita da deputada foi às duas barragens subterrâneas do agricultor Edésio Melo, o “Seu Dedé”. Juntas, as estruturas acumulam cerca de 100 milhões de litros de água, garantem irrigação o ano inteiro e o sustento de seis famílias. “No ano de 2000, eu passei 90 dias sem ter como fazer uma feira para colocar dentro de casa. Minha dívida chegou a R$62 mil. Passei muita dificuldade, mas construí a minha primeira barragem em 2007 e tudo mudou. Hoje, eu e minha família temos a nossa alimentação, estamos vivendo bem e trabalhando com água, porque água é vida”, diz o agricultor.

Seu Dedé construiu primeira barragem, com capacidade para acumular 75 milhões de litros de água, sozinho, no braço. A obra durou dois anos. Hoje, ele replica a experiência em outros povoados, já recebeu a visita de estudiosos de outras regiões do Brasil e de 18 países. “Seu Dedé agrega a família e os vizinhos no negócio, repassa sua experiência para outras pessoas e tem mudado a realidade do município em que vive. Portanto, é necessário que a gente apoie iniciativas como a deste agricultor, que durante seis anos de seca, não sofreu com falta de água”, ressalta Fátima Canuto.

A deputada também ressalta o custo benefício que seria a construção de outras barragens subterrâneas em Alagoas. “Seu Dedé tem gado de leite aqui, então, nós podemos fortalecer a pecuária leiteira, para que os pequenos produtores viabilizem a criação do seu gado. Desta forma, também fortalecemos a agricultura familiar. O Seu Dedé não utiliza agrotóxico em seus produtos, todos são orgânicos e isso é muito importante. Porém, ele poderia trabalhar com 90 tarefas, mas não o faz, pois não teria para onde escoar a produção. Nós também precisamos pensar nisso”, observa Canuto.

Barragem construída pelo Senar e Sebrae AL: em outubro do ano passado e atualmente

Senar e Sebrae

Outro projeto visitado pela deputada foi a barragem subterrânea construída pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar Alagoas) em parceria com o Sebrae AL, por meio do convênio Sertão Empreendedor. Entregue em outubro do ano passado, no Povoado olho D’Água do Padre, em São José da Tapera, a barragem já acumula água proveniente das chuvas recentes. O projeto custou apenas R$18 mil e incluiu capacitação da comunidade, contratação de mão-de-obra e máquinas.

“Fizemos um processo de capacitação com 30 pessoas do povoado e entorno, para que elas pudessem entender o processo de construção da barragem. Depois disso, levamos dez dias para deixar a estrutura pronta, só esperando a captação da chuva. O Sebrae nos ajudou muito na questão dos recursos e a comunidade se engajou no projeto”, relembra a engenheira agrônoma do Senar AL, Luana Torres. “É preciso replicar essas experiências no estado de Alagoas, firmar parcerias importantes para que a gente leve esse projeto adiante, principalmente, com o apoio do Governo do Estado”, pondera a deputada estadual Fátima Canuto.