Comitê de Defesa Agropecuária discute fortalecimento da Adeal

Produtores, gestores e representantes de diversas instituições participaram da reunião

O Comitê de Acompanhamento das Ações de Defesa Agropecuária do Estado de Alagoas retomou as atividades em 2019 tendo como pauta prioritária a necessidade de fortalecimento da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária (Adeal). A primeira reunião do Comitê ocorreu na manhã desta terça-feira, 26, na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas (Faeal), em Maceió. Produtores, gestores e representantes de diversas instituições ligadas ao setor discutiram sobre as dificuldades que a Adeal vem encontrando para realizar suas atividades, dentre elas, a de fiscalização.

O Plano Estratégico para o Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), publicado em 2017, pelo Governo Federal, que busca o reconhecimento do Brasil como país livre da febre aftosa, dividiu os estados da federação em cinco grandes blocos de transição de status sanitário. Alagoas está no terceiro bloco e precisa ser reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como zona livre sem vacinação em 2022. Porém, Bahia e Sergipe estão no quarto bloco, cujo prazo de transição se estende até o primeiro semestre de 2023, ou seja, um ano depois. A situação é preocupante, pois caberá à Adeal fazer a fiscalização para impedir que o gado não vacinado nos estados vizinhos entre em Alagoas – e a agência não dispõe de infraestrutura ou equipes suficientes.

Um comparativo entre os anos de 2013 e 2019 mostra que a Adeal tem hoje um déficit de 179 profissionais. São 16 médicos veterinários, 11 engenheiros agrônomos, 31 técnicos agrícolas, 38 guardas sanitários, 81 auxiliares administrativos, três assessores jurídicos e um técnico de TI a menos. Para o superintendente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em Alagoas, Alair Correia de Amorim, o momento exige a união de todo o setor produtivo em torno do fortalecimento da Adeal.

Álvaro Almeida, da Faeal, entre o secretário Henrique Soares e o presidente da Adeal, Carlos Neto

“Animais da Bahia e Sergipe não poderão entrar aqui, portanto, nós precisaremos reestruturar todo o sistema de fiscalização para que não corrermos o risco de voltar à situação de isolamento do passado, quando Alagoas não podia vender animais para outros estados. Temos pessoas muito competentes na Adeal, no entanto, diante da redução do quadro, não há como fazer milagre. E ainda existe outra situação: hoje, quando o Ministério recebe solicitações de liberação de verbas para Alagoas, identifica que o estado não tem capacidade de operacionalizar o recurso, por conta de um histórico de verbas que vêm e não são aplicadas, já que não há profissionais suficientes. Por isso, neste momento, nós precisamos realmente pedir pela Adeal”, afirma Alair.

“A Adeal tem algumas carências e isso é uma grave ameaça ao retrocesso, caso Alagoas seja punido pelo Governo Federal. Estamos todos unidos, com o propósito de ajudar, mas é preciso que o governador Renan Filho tenha a consciência e o sentimento de que a Adeal é um cristal que não pode quebrar, precisa ter todo o apoio do Governo do Estado, no sentido de que se considere a defesa sanitária uma prioridade. A saúde é importante, a educação é importante, mas a sanidade animal também é. Se ela for precária, atingirá toda a sociedade”, alerta Álvaro Almeida, presidente da Faeal.

Carlos Mendonça Neto, presidente da Adeal, reconhece a carência de recursos humanos e diz que também é preciso investir em modernização tecnológica. “Ainda perdemos muito tempo com burocracia, alguns funcionários são direcionados a realizar atividades que poderiam ser resolvidas com tecnologia e, também, por meio de parcerias. Levarei ao governador todas as nossas demandas, pedirei aos deputados e senadores que nos apoiem. Tenho certeza de que a Adeal se fortalecerá e atenderá a todos os anseios da população”, comenta.

Ironaldo Alvares fala sobre a GTA: “Ainda praticamos o preço de R$ 1 por bovino”

GTA
A próxima reunião do Comitê de Acompanhamento das Ações de Defesa Agropecuária do Estado de Alagoas está agendada para o dia 26 de março. A pauta será a formulação de propostas de mudanças no sistema de cobrança da Guia de Trânsito Animal (GTA). Uma das possibilidades a serem discutidas é a criação de um sistema de crédito, para que o produtor possa pagar de forma antecipada. Também entrará em discussão a necessidade de reajuste da GTA.

“Ainda praticamos o preço de R$ 1 por bovino, definido há 12 anos, e não há mais nenhum estado onde este valor seja menor que R$ 2,50”, compara Ironaldo Alvares, diretor técnico da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária. “A mudança de sistemática na cobrança da GTA é necessária para que possamos ter maior arrecadação e reinvestir os recursos em melhorias na Adeal. O Comitê apresentará sugestões, inclusive, uma nova formatação de preços, mas tudo isso será discutido na próxima reunião”, acrescenta o secretário de Estado da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura, Henrique Soares.

Comissão da Cana reinicia os trabalhos

A Comissão da Cana-de-Açúcar da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas reiniciou os trabalhos na manhã desta segunda-feira, 25 de fevereiro. A reunião de reestruturação aconteceu na sede da Faeal e contou com a participação de representantes da Associação dos Plantadores de Cana de Alagoas (Asplana), Cooperativa Agrícola do Vale do Satuba (Coopervales), Cooperativa dos Plantadores de Cana de Alagoas (Coplan) e Cooperativa Pindorama.

O presidente da Faeal, Álvaro Almeida, ressaltou que objetivo da reestruturação da comissão da cana-de-açúcar é reinserir Alagoas nas discussões de caráter nacional sobre o setor, abrindo o diálogo com a comissão nacional da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), bem como promover discussões técnicas sobre os problemas enfrentados na lavoura canavieira alagoana. A comissão também pretende levar reivindicações aos governos estadual e federal.

“O objetivo é somar ideias e unir forças para que possamos sugerir e cobrar melhorias para o setor. Quem não discute, não chega à uma conclusão. Quem não diverge, não constrói. Nós estamos aqui para dialogar, divergir e construir propostas coletivas. Isso é democracia e amadurecimento”, afirma Almeida.

“Toda vez que uma usina fecha no estado, atinge a todos nós. Quanto mais nos unirmos, mais fortes seremos”, resume o presidente da Coplan, Fernando Rossiter.  Segundo Vinícius Cansanção, primeiro presidente da Comissão da Faeal, um dos pontos prioritários da discussão é a atualização da sistemática do Consecana, que quantifica o valor da cana-de-açúcar. A última atualização aconteceu em 1999. “Pernambuco é nosso vizinho e recebe R$10 a mais no valor da tonelada de cana; Paraíba recebe o mesmo valor. Algo está errado e nós precisamos juntar forças para igualar esses números”.

 

Comissão da Cana da Faeal e do Senar reunirá outras entidades representativas

Reunião na Asplana

O trabalho de reestruturação da Comissão da Cana-de-Açúcar da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas e do Senar AL terá início na próxima segunda-feira, 25, a partir das 9 horas, em reunião na sede da Faeal. A comissão contará com representantes da Associação dos Plantadores de Cana de Alagoas (Asplana), Cooperativa Agrícola do Vale do Satuba (Coopervales), Cooperativa dos Plantadores de Cana de Alagoas (Coplan) e Cooperativa Pindorama.

O objetivo da reestruturação da comissão da cana-de-açúcar da Faeal é reinserir Alagoas nas discussões de caráter nacional sobre o setor, abrindo o diálogo com a comissão nacional da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), bem como promover discussões técnicas sobre os problemas inerentes à lavoura canavieira alagoana.

Reunião na Coplan

Na última semana, o presidente da Faeal, Álvaro Almeida, se reuniu com os presidentes das demais entidades para ressaltar a importância da união de esforços, sobretudo, neste momento de crise econômica para o setor. “Nós entendemos que a participação da Asplana, Coopervales, Coplan e Pindorama fortalecem a comissão e dá mais pujança para reivindicações, pois mostra a unidade da categoria. Não há dúvida de que, juntos, somando ideias, discutindo tecnicamente, esses entes têm capacidade de encontrar soluções para as dificuldades que enfrentamos na lavoura canavieira”, ressalta Almeida.

As prioridades da Comissão da Cana-de-açúcar da Faeal e do Senar ainda serão definidas. A partir daí, inicia-se um trabalho de reivindicações junto aos governos estadual e federal. Segundo Álvaro, participar das discussões na esfera nacional, por meio da interlocução com a comissão da CNA, ficou mais fácil com o auxílio da tecnologia. “Essas discussões estão sendo feitas constantemente, por meio de videoconferências que são abertas para todos os entes ou produtores de cana que queiram participar”, ressalta o presidente da federação.

Negócio Certo Rural forma mais quatro turmas em Alagoas

Programa é uma iniciativa do Senar e do Sebrae, em parceria com prefeituras

Representantes do Senar, Sebrae e Prefeitura entregam certificados
Turma de Major Isidoro

O Programa Negócio Certo Rural (NCR), iniciativa do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar Alagoas) em parceria com o Sebrae AL, formou quatro turmas esta semana, nos municípios de Matriz de Camaragibe, Passo de Camaragibe e Major Isidoro (duas turmas).

Ao todo, 69 pessoas receberam certificado. As solenidades contaram com a participação representantes do Sebrae em Alagoas, a exemplo da gerente da Unidade de Agronegócios (Uagro), Vania Brito, do coordenador do NCR no Senar, Sidney Rocha, e das prefeituras.

O Negócio Certo Rural é um programa gratuito de capacitação em planejamento e administração de pequenos negócios rurais. Auxilia os pequenos agricultores e seus familiares tanto na melhoria de negócios existentes como na implantação de novas atividades.

Formandos exibem certificado em Passos de Camaragibe

O objetivo é estimular que os empreendedores rurais inovem em produtos e serviços já existentes nas propriedades e até mesmo na criação de novas oportunidades como, por exemplo, investir no turismo rural, um negócio estratégico para o campo.

Conteúdo
O programa apresenta conceitos, dicas, exemplos e tarefas práticas para que o empreendedor rural possa relacionar o que está estudando com a sua rotina. As tarefas envolvem a realização do diagnóstico da propriedade, identificação de novas ideias de negócio a partir e das potencialidades da região, busca de informações para avaliar as ideias e elaboração de um plano de negócios.

Entrega em Matriz de Camaragibe

A metodologia foi ambientada para o universo agrícola, visando orientar o produtor a identificar áreas de investimento, analisar a viabilidade do negócio, elaborar plano de negócio e gerenciar o empreendimento. A iniciativa busca motivar os jovens para revitalizar suas propriedades rurais ou descobrir os empreendimentos viáveis que estão ao seu alcance, como fruticultura, piscicultura, pequena agroindústria artesanal, entre outros.

Curso técnico em Agronegócio: candidatos selecionados na 1ª etapa

Aspirantes a uma vaga na formação técnica foram conhecidos nesta quarta

Brasília (20/02/2019) – O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) divulga nesta quarta (20) a lista de candidatos selecionados para a etapa classificatória do curso Técnico em Agronegócio.

Os candidatos cujos nomes estão na lista continuam na disputa por uma vaga no curso e devem ficar atentos aos próximos passos para a classificação.

A metodologia do processo classificatório é definida pela Administração Regional do Senar. Clique aqui para saber mais sobre a metodologia em Alagoas e fique atento às orientações do seu estado para saber qual a metodologia utilizada.

Para visualizar a lista dos candidatos que continuam na seleção em Alagoas, clique aqui.

Para informações sobre o processo seletivo, entre em contato pelo telefone: 0800 642 0999 (de segunda a sábado, das 8h às 21 h, no horário de Brasília).

Sugerimos a leitura atenta ao Edital (disponibilizado nesta página). Caso sua dúvida persista, acesse aqui.

 

Participantes do 39º Agroex precisam retirar certificado no Senar

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas – informa que estão em sua sede, na Rua Rocha Cavalcante, 181 – Jaraguá, alguns certificados de participação no 39º Seminário do Agronegócio para Exportação – AgroEX –, evento promovido em 2011 pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Ainda estão no Senar os certificados dos seguintes participantes:

  • Mário Lins
  • Bruno de Barros Lima Medeiros
  • Débora Teixeira da Silva Dias
  • Cristine Lins Ramires
  • Washington José Lucas Saleme
  • Paulo Mesquita
  • Katherine Teixeira
  • José Nicodemo Cabral
  • José Ricardo Fonseca
  • Francisco Vieira Torres
  • Cláudia Yoná Estevão da Costa
  • Avelar Apolinário Mendes
  • Michelle Romaniu de Albuquerque
  • Marcos José Oliveira de Albuquerque
  • Reginaldo Lopes de Lima
  • Mário Lins Francisco

Embrapa mapeia áreas com potencial para construção de barragens subterrâneas em Alagoas

Federação da Agricultura pretende levar informações ao governador Renan Filho para fomentar o uso da tecnologia social de armazenamento de água nas regiões mais secas

 

Pesquisadores da Embrapa em Recife apresentam projeto

Álvaro Müller

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas tem trabalhado para articular instituições públicas e privadas em torno de um projeto de construção de barragens subterrâneas. O objetivo é garantir o abastecimento de água para as famílias de agricultores das regiões mais secas. Nessa quarta-feira, 13, o presidente da Faeal, Álvaro Almeida, e o pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros, Antônio Dias Santiago, visitaram a Unidade de Execução de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Solos, no Recife, para conhecer o projeto de zoneamento de áreas potenciais para construção deste tipo de barragem em Alagoas.

Álvaro Almeida levará informações ao governador Renan Filho

“O nosso intuito é buscar subsídios para mostrar ao governador Renan Filho que as barragens subterrâneas – cujo preço médio de construção oscila entre R$ 15 mil e R$ 20 mil, a depender da extensão –, representam uma das soluções mais viáveis para a captação e armazenamento de água da chuva. Também queremos buscar parceiros como o Sebrae, para que, juntos, possamos nos somar a um programa de política pública, capitaneado pelo estado, que contribua com a erradicação da fome e da pobreza, com a inserção social e produtiva das famílias agricultoras”, afirma Álvaro Almeida.

Alagoas é o primeiro estado do semiárido brasileiro a realizar o zoneamento de áreas potenciais para a construção de barragens subterrâneas. Denominado ZonBarragem, o projeto tem duração de quatro anos, com término previsto para julho de 2021, e é dividido em três etapas. A primeira delas consiste na elaboração do mapa de potenciais do estado, que deve ser concluído em aproximadamente quatro meses. Em seguida, haverá a etapa de validação das áreas com potencial para construção das barragens e, posteriormente, a sensibilização e capacitação de técnicos e agricultores, sistematização e socialização dos resultados.

Segundo a pesquisadora da Embrapa e coordenadora do ZonBarragem, Maria Sonia Lopes da Silva, o projeto reafirma a importância da convivência com o semiárido como estratégia de sustentabilidade, prioriza o aproveitamento dos potenciais existentes na região e reforça a necessidade de obras de pequeno porte e descentralizadas, tecnologias sociais que atendam à demanda hídrica das famílias rurais isoladas.

Sonia Lopes: “Estudo abrirá possibilidades de captação de fundos nacionais e internacionais”

“O estudo abrirá possibilidades de captação de fundos nacionais e internacionais, e também poderá ser integrado a programas de políticas públicas já em andamento, que buscam suprir a demanda hídrica das populações rurais. Desta forma, esperamos contribuir com a soberania e segurança alimentar e nutricional das famílias e de seus animais, a diminuição da fome e da pobreza, o aumento da resiliência às mudanças climáticas da região e a inclusão socioprodutiva das comunidades do campo”, argumenta Sonia.

Parcerias são fundamentais para que tudo isso aconteça. O orçamento previsto pelo Governo Federal para o ZonBarragem, em 2019, é de R$120 mil, mas, diante do atual cenário econômico, a expectativa é de que somente 30% desta verba sejam liberados.

“Informações dão as condições necessárias para que se possa planejar a agricultura e a pecuária”, afirma Alexandre Barros

Zoneamento agroecológico
Para definir os locais de construção das barragens subterrâneas, é preciso levar em consideração alguns parâmetros, como proximidade aos leitos de rios e riachos, vazão e qualidade da água e do solo. Caso decida por uma política pública que viabilize tais edificações, o Governo do Estado já tem à sua disposição, desde 2014, os resultados do Zoneamento Agroecológico de Alagoas (ZAAL), outro importante estudo desenvolvido pela Embrapa.

O documento técnico-científico identifica as potencialidades e vulnerabilidades ambientais, com foco na aptidão das terras para o uso agropecuário. Entre outras informações, reúne textos, mapas, imagens e softwares com o diagnóstico dos solos, potencial agroecológico, para a irrigação, e a aptidão climática para o cultivo de algodão, cana-de-açúcar, feijão Vigna e Phaseolus, mamona, mandioca, milho e sorgo.

“Todas essas informações dão as condições necessárias para que se possa planejar a agricultura e a pecuária de Alagoas. Além disso, contribuem para a preservação ambiental, com diversas ferramentas que auxiliam na melhoria da gestão agropecuária. Este é o legado do ZAAL”, avalia o pesquisador da Embrapa envolvido no projeto, Alexandre Barros.

“Há necessidade de recursos para capacitação de técnicos e agentes de desenvolvimento do estado”, ressalta André Julio

“A aproximação com instituições como a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas é importante, pois ajuda a disseminar essas informações que já estão organizadas e disponíveis para compartilhamento, como forma de buscar o aperfeiçoamento do sistema de produção, tanto no território alagoano quanto no semiárido em geral. Há ainda a necessidade de recursos para realização de capacitação de técnicos e agentes de desenvolvimento do estado no uso desta importante ferramenta”, observa o coordenador técnico da Embrapa Solos/UEP Recife, André Júlio do Amaral.

Comissão Nordeste discute alternativas para modernizar a colheita da palma forrageira

Reunião de apresentação do projeto em Recife (Foto: Ascom/Faepe)

Com informações da Ascom/Faepe

O vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas – Faeal -, Edilson Maia, apresentou o esboço de uma máquina colheitadeira de palma forrageira, na última terça-feira, 12, no Recife, em reunião com lideranças e especialistas do setor produtivo. O encontro foi promovido pelo presidente da Comissão Nordeste da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA -, Pio Guerra.

Edilson Maia o projeto da máquina colheitadeira está em fase de desenvolvimento, sob coordenação de Edilson Maia. Ele foi analisado com a participação do diretor-secretário da CNA e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa), Mário Borba, juntamente com os especialistas do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Djalma Cordeiro e Sérvulo Siqueira.

A tecnologia que está sendo desenvolvida pela CNA e suas federações é uma velha aspiração dos pecuaristas da região. De acordo com Pio Guerra, Pernambuco tem uma reconhecida tradição no plantio da cultura. “O crescimento do cultivo de palma no Semiárido nordestino exige a modernização de um sistema de colheita mecanizado, que assegure maior economicidade ao uso desta forragem”, enfatizou.

Ainda nessa linha, Pio Guerra destacou que a Comissão Nordeste da CNA também vem trabalhando na identificação da melhor técnica e dos melhores produtos para o combate das ervas daninhas, pelo uso de herbicidas nas áreas plantadas.

Senar e Sebrae ofertarão 300 cursos para a população rural em Alagoas

Convênio tem o objetivo de capacitar mais de 5,5 mil produtores, trabalhadores do campo e familiares em diversas áreas

Assinatura do convênio

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas – e o Sebrae AL firmaram convênio para a realização de 300 cursos de qualificação profissional e Alfabetização de Jovens e Adultos, voltados para a população do campo. A iniciativa tem o apoio da Federação da Agricultura e Pecuária – Faeal. O projeto tem prazo de 36 meses e será executado nos 102 municípios do estado. A meta é capacitar 5.505 micro e pequenos produtores, trabalhadores rurais e familiares para aumentar a produtividade, a competitividade na economia moderna, melhorar a qualidade de vida e fortalecer a cidadania.   


O convênio foi assinado na última terça-feira, 6, na sede do Sebrae em Maceió, pelo presidente da Faeal e do Conselho Administrativo do Senar AL, Álvaro Almeida, e o superintendente do Sebrae AL, Marcos Vieira. A solenidade também contou com a participação de outros gestores das duas instituições. De acordo com a parceria, o Senar Alagoas será responsável pela execução do projeto, o que inclui  a contratação de instrutores, inscrição dos alunos, realização das capacitações – que envolvem aulas teóricas e práticas –, avaliação dos resultados e prestação de contas.

 

Para Álvaro Almeida, a iniciativa também ajuda a reduzir o êxodo rural. “Esperamos que as pessoas capacitadas possam produzir com mais qualidade, gerenciar sua propriedade de forma adequada, melhorar suas condições de vida. Isso evita que o homem do campo migre para cidade, onde geralmente encontra dificuldades muito maiores. Desta forma, contribuímos para o desenvolvimento socioeconômico do estado de Alagoas”, ressalta o presidente da Faeal e do Conselho Administrativo do Senar AL.

 

Gestores do Senar e do Sebrae

Já o Sebrae em Alagoas, além de repassar recursos financeiros, supervisionará, acompanhará e auxiliará no desenvolvimento dos trabalhos técnicos. “Esse convênio é importante para que não tenhamos mais analfabetos no campo, pois as pessoas precisam ter acesso ao conhecimento, ler prospectos, instruções para utilização de equipamentos, aprender o que é repassado pelos instrutores. Além disso, há a questão da capacitação técnica, que permitirá o acesso às novas tecnologias e aos processos mais modernos de produção, para que essa produção esteja mais qualificada, haja mais produtividade na zona rural”, analisa o superintendente do Sebrae AL, Marcos Vieira.


Os cursos

A previsão é de que os treinamentos sejam iniciados no próximo mês. As turmas e os locais das aulas serão definidos a partir de demandas identificadas pelo Senar AL juntamente com o Sebrae, sindicatos rurais, associações de produtores, prefeituras, entre outras instituições. O projeto ofertará 285 cursos com carga horária entre 8 e 36 horas/aula, além de 15 turmas de alfabetização, com 300 horas/aula.

 

Além da alfabetização, os treinamentos envolverão diversas áreas, como artesanato; apicultura; avicultura; bovinocultura do leite; ovinocultura; suinocultura; piscicultura; industrialização de doces; laticínios; processamento de mandioca; hortaliças e frutas; olericultura; controle de pragas e doenças; fruticultura; conservação do solo; mecanização agrícola; cultura da cana, mandioca e inhame; irrigação agrícola; informática básica; administração rural; curso de alfabetização de jovens e adultos; e cooperativismo.


O último convênio desta magnitude firmado entre o Senar e o Sebrae em Alagoas, no ano de 2015, contou com a participação de 5.135 produtores, trabalhadores rurais e familiares. O índice de aprovação foi superior a 85%.

Agricultores familiares comercializam produtos orgânicos em feira de Penedo

Iniciativa da Prefeitura, em parceria com o Sindicato Rural do município, gera emprego, renda e garante alimentos mais saudáveis para a população

Antônio e Sivaneide foram capacitados pelo Senar AL

Álvaro Müller

Feira movimenta praça de Penedo

Fim de tarde de uma quarta-feira e a Praça Santa Isabel, na cidade de Penedo, está lotada. Em bancas enfileiradas, 30 agricultores capacitados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas – atendem a uma multidão, comercializam alimentos orgânicos, mais saudáveis e baratos. Promovida pela Prefeitura com o apoio do Sindicato Rural do município, a Feira da Agricultura Familiar é um sucesso.

“Antes a gente vendia na rua e o povo não dava valor, também porque não sabia o que era um produto orgânico. Agora estamos vendendo bem, graças a Deus”, comemora Sivaneide Santos, 48 anos, agricultora do povoado Ilha do Jegue. Ao lado do marido Antônio Carlos, 53, ela produz e vende macaxeira, jenipapo, pimenta, coco, mamão, jamelão, goiaba, acerola e hortaliças.

Para oferecer alimentos de melhor qualidade e garantir mais lucratividade nos negócios, o casal decidiu se capacitar. Fez o curso de Olericultura (Controle de Pragas e Doenças) e também participou do programa Negócio Certo Rural, este último, fruto de uma parceria do Senar com o Sebrae em Alagoas. “Os cursos são tudo de bom para o agricultor familiar. A gente aprende muita coisa, inclusive, a administrar nossa terra. Passa a ter o controle do que está entrando e saindo”, avalia Antônio.

Paulo diz que lucro aumentou entre 30% e 40% após cursos do Senar

Aos 21 anos, Paulo Henrique de Almeida, do povoado Murici, comercializa farinha, tapioca, pé-de-moleque, bolo de puba, entre outros derivados da mandioca. Ele já concluiu o Negócio Certo Rural e hoje é aluno do curso Técnico em Agronegócio do Senar Alagoas. As capacitações só têm trazido desenvolvimento para o jovem agricultor. “Hoje eu tenho noção dos gastos e do lucro. Já estou colocando meu plano de negócios em prática e a minha renda aumentou entre 30% e 40%. E com essa feira, então, ficou ainda melhor. Esta é a quinta edição, eu participei de todas e nunca voltei com mercadoria para casa”, observa.

A feira de produtos orgânicos é organizada pela Secretaria de Agricultura de Penedo, que disponibiliza toda a estrutura e o transporte para os agricultores familiares. A iniciativa desenvolvida com o apoio do Sindicato Rural promove a melhoria da qualidade de vida da população do campo e movimenta a economia da cidade. “Cada agricultor desse tem aproximadamente três famílias trabalhando para ele. Estamos gerando emprego e renda para todo mundo e promovendo o desenvolvimento do município”, afirma o secretário municipal de Agricultura de Penedo, Messias da Filó.

A parceria entre a Prefeitura e o Sindicato Rural viabilizou a realização de 15 cursos do Senar Alagoas para os agricultores de Penedo, somente no ano passado. “Estamos conseguindo o nosso objetivo, que é capacitar o produtor para que ele prospere e tenha a sua cidadania garantida, além de contribuir para que a população consuma um alimento mais saudável, pois nós ensinamos o controle de pragas de maneira orgânica e não com produtos químicos. Espero que esta iniciativa sirva de incentivo para outras cidades e regiões do estado”, diz Murilo Rezende, presidente do Sindicato Rural do município.

Parceria: Murilo Rezende, presidente do Sindicato Rural, e Messias da Filó, secretário de Agricultura

Técnica em alimentação escolar, Rosane Tavares vê o projeto com otimismo. “Era um desejo meu que acontecesse há muito tempo essa feira de produtos orgânicos em Penedo.  Isso ajuda o agricultor e a gente consegue ter acesso a produtos colhidos no tempo certo, sem incentivo de crescimento”, comenta.

Certificados
Nessa última quarta, 6, os produtores rurais do povoado Ilha do Jegue, que participam da Feira da Agricultura Familiar de Penedo, receberam o certificado de conclusão do programa Negócio Certo Rural. A iniciativa do Senar em parceria com o Sebrae tem o objetivo de ensinar aos agricultores conceitos de empreendedorismo, planejamento e administração, para que eles eles possam desenvolver um plano e gerenciar melhor os negócios. O Sindicato Rural foi o responsável pela mobilização da comunidade.

Produtores receberam certificado do Negócio Certo Rural

“Por se tratar de um curso gratuito, de curta duração e voltado ao planejamento e administração de pequenos negócios, o programa fortalece o empreendedorismo e melhora o desempenho das atividades no campo, com impacto positivo na geração de renda e novos negócios”, ressalta o coordenador do Negócio Certo Rural em Alagoas, Sidney Santana Rocha.