Uma delegação formada por 25 integrantes entre produtores, gestores e técnicos representou Alagoas no 1º Congresso Nacional da Carne, em Belo Horizonte, Minas Gerais, realizado nos dias 18 e 19 de setembro. O grupo integrou uma missão técnica do Sistema Faeal/Senar e do Sebrae Alagoas, com o objetivo de aprimorar conhecimentos, ter contato com inovações tecnológicas, discutir os impactos nos sistemas de produção e no futuro da carne bovina no Brasil e no mundo.

“É um evento da maior importância, por isso mesmo fizemos questão da presença dos nossos produtores de Alagoas, todos aqueles que lidam com esse segmento, pois tivemos a oportunidade de entrar em contato com ensinamentos técnicos, muita inovação e cenários futuros para a pecuária de corte no nosso país. Aproveito para registrar a importante parceria firmada com o Sebrae, que possibilitou essa missão técnica do mais alto nível”, afirmou o presidente Álvaro Almeida.

O Conacarne 2025, promovido pela CNA e pela Faemg/Senar com apoio da ABCZ, reuniu produtores rurais de todas as regiões do Brasil, entidades, sindicatos rurais, especialistas, autoridades, presidente de Federações estaduais de agricultura e pecuária, diretores do Sistema CNA/Senar para acompanhar, durante dois dias, uma vasta programação. Todos os temas abordados tinham em comum a missão de elevar o padrão de qualidade da carne brasileira, visando a abertura de novos mercados e consolidando os parceiros comerciais já conquistados. 

O cenário internacional, as inovações tecnológicas e seus impactos nos sistemas de produção e no futuro da carne bovina foram destaque das palestras e debates do primeiro dia. Já no segundo dia de programação, os especialistas abordaram as expectativas e desafios para o mercado de boi, as preferências dos consumidores pela carne bovina, além de uma palestra sobre cortes nobres, que se transformou numa verdadeira aula-show, do especialista Marcelo Bolinha.

Para o superintendente do Senar Alagoas, Fernando Dória, a participação em eventos deste porte é uma experiência muito importante para os produtores alagoanos. “Apesar de termos uma realidade diferente daqui do Centro-Oeste, do Sul e do Sudeste, o conteúdo apresentado pode ser aproveitado por todos, vejo exemplos e boas práticas que podem e devem ser colocadas em prática no nosso estado”, destacou o superintendente.

Parceria com o Sebrae

O superintendente do Sebrae Alagoas, Domício Silva, também fez questão de destacar a parceria positiva das instituições, não só no caso de Alagoas, com a missão que uniu Federação, Senar e Sebrae, mas também o fortalecimento de todo sistema S quando se juntam para promover o desenvolvimento. 

“É o caso aqui de Minas também, com a Faemg e o Sebrae/MG. É assim que fortalecemos também os pequenos negócios de todas as cadeias produtivas. É fundamental estar aqui com a missão técnica com mais de 20 produtores de Alagoas, para que cada vez mais a gente entenda desse mercado que, atualmente, é globalizado, com regras rígidas e tecnologia, para com isso termos mais sustentabilidade nos nossos negócios”, enfatizou Domício Silva.

A diretora de Administração e Finanças do Sebrae, Juliana Almeida, que também é produtora rural e integra a Comissão Estadual das Mulheres do Agro de Alagoas, chamou a atenção para o objetivo em comum a todos os participantes, mais de 2 mil pessoas: a melhoria da qualidade da carne brasileira.

“Entramos em contato com tendências, com inovação, mas sobretudo com o crescimento de rebanhos e de demanda do consumo no futuro. As exigências já são muitas e serão ainda maiores. Todos querem consumir carne de origem verificada, com qualidade, uniformidade e, sobretudo, com criadores cada vez mais preocupados com a sustentabilidade”, disse a diretora.

Para Luana Torres, superintendente adjunta do Senar Alagoas, apesar de serem realidades diversas, em um país de dimensões continentais como o Brasil, muito do que foi apresentado nos dois dias de encontro pode ser aproveitado em qualquer região. “Vou dar uma exemplo prático: a importância de investir no bem-estar animal, além da troca de informações com outros colegas da ATeG que também atuam na bovinocultura de corte, com dicas, projetos que eles desenvolvem e indicadores que muito vão contribuir com a nossa assistência em Alagoas”, concluiu Luana Torres.

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