Alunos do Programa Jovem Aprendiz voltam às atividades de ensino

Aula foram retomadas com protocolo de prevenção à covid-19

Maria Eduarda Xavier
Estagiária sob supervisão

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas – retomou as atividades educativas da Aprendizagem Rural no último dia 18 de outubro, com a turma de 17 alunos do curso de Mecânico de Manutenção de Tratores, na Usina Caeté, município de São Miguel dos Campos, que teve que ser paralisado por causa da pandemia.

O curso tem como público alvo adolescentes e jovens que estejam matriculados e frequentando a escola, caso não tenham concluído o ensino fundamental ou médio, na faixa etária compreendida entre 14 e 24 anos. O curso possui uma carga horário de mil horas, com módulos divididos em habilidades básicas e específicas.

“No módulo de habilidades básicas está toda a parte teórica, os alunos aprendem sobre comunicação, relações interpessoais, matemática, informática, gestão empreendedora, entre outros conteúdos. Posteriormente, no módulo de habilidades específicas, os alunos conhecerão atividades com executar serviços de manutenção de motores, sistemas e partes de veículos automotores, em conformidade com normas e procedimentos técnicos, de qualidade, segurança e de preservação do meio ambiente”, explica a coordenadora do Departamento Técnico do Senar Alagoas, Graziela Freitas..

O curso deve ser finalizado em março de 2021. A primeira semana de aula pós retomada foi de replanejamento e organização de novas metodologias de aprendizagem. “Antes da pandemia fazíamos muitos trabalhos e dinâmicas em grupo, agora não podemos mais, precisamos respeitar o distanciamento social”, explica Teresa Cristina, pedagoga e instrutora do Programa Jovem Aprendiz do Senar Alagoas. As aulas são realizadas no pátio da Escola Conceição Lyra, espaço aberto, para maior segurança de todos.

Com o auxílio de seus alunos, Tereza está construindo novas formas de assimilar o conteúdo de forma segura e dinâmica. “Já surgiu um jogo de tabuleiro, onde são colocadas algumas perguntas, sugestões e pegadinhas para que os estudantes se divirtam, mas não deixem de aprender”, pontua a instrutora. O intuito é que o repasse de conteúdo não seja cansativo e monótono, então, a construção em conjunto com os alunos é de extrema importância.

Para a estudante Renaria Ventura, o curso é uma grande oportunidade de desenvolvimento pessoal e profissional. Esta é a sua primeira experiência em capacitações do Senar e suas expectativas são altas. “Quero aprender ao máximo o conteúdo passado e colocar tudo em prática no módulo de habilidades específicas. Estou gostando bastante, todo dia recebo um novo ensinamento e isso me faz evoluir”, conclui Renaria.

Senar Alagoas promove nova capacitação sobre o Sisateg

Nessa quinta-feira, 22, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas – promoveu uma capacitação sobre o Sistema de Gestão da Assistência Técnica e Gerencial – Sisateg – para dez novos técnicos de campo credenciados. O treinamento foi realizado na sede do Senar, em Maceió, ministrado pela coordenadora de Assistência Técnica e Gerencial, Luana Torres, e contou com a participação do supervisor de campo, Sidney Rocha.

“Fizemos a capacitação com 10 pessoas, respeitando todo protocolo de distanciamento. O treinamento é crucial para que os técnicos entendam a importância do preenchimento dos dados no sistema, especialmente as cadeias que já contam com o módulo produtivo, pois todos os dados inseridos geram indicadores e nos mostram os avanços e melhorias que cada produtor está alcançando por meio dos atendimentos recebidos pela ATeG”, explica Luana.

Luana Torres explica sobre entregas de relatório

Médica veterinária com mestrado em Zootecnia, Aila Fabiane Peixoto atua pelo Senar Pernambuco desse 2014 e também já trabalhou pelo Senar Alagoas, no Pronatec. Agora, iniciou o atendimento a 30 bovinocultores de leite no município de Craíbas. “Espero contribuir para a melhoria da rentabilidade nas propriedades rurais e também crescer profissionalmente”, comenta.

Banco de informações
O Sisateg reúne informações coletadas em campo para o monitoramento de dados e análise das propriedades e projetos atendidos pelo Senar. O sistema gera indicadores de produção, relatórios de visita, recomendações técnicas, todos os dados do acompanhamento técnico que o produtor receberá durante os dois anos de ATeG.

Antes do treinamento para a utilização do Sisateg, os técnicos de campo foram capacitados sobre o programa de Assistência Técnica e Gerencial do Senar por meio de um curso a distância.

Programa Mais Pasto retoma atividades presenciais nesta segunda, 26

Programa une consultorias coletivas, capacitações periódicas e assistência técnica mensal nas propriedades

O Programa Mais Pasto retomará as atividades presenciais nesta segunda-feira, 26. Iniciativa do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas – em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas – Faeal –, o programa voltado para pequenos e médios pecuaristas une capacitações periódicas, consultorias coletivas e assistência técnica mensal nas propriedades. A capacitação acontecerá das 13h30 às 16h30, na sede do Senar, bairro do Jaraguá, em Maceió.

O projeto é voltado para a organização, gestão e melhoramento de controles, formação de pastagem, rebanho e manejo, e vem mudando a pecuária alagoana. No primeiro módulo presencial após a paralisação por conta da pandemia, os alunos do Mais Pasto aprenderão sobre utilização estratégica de reservas forrageiras, gestão de pessoas na pecuária e herbicidas em pastagens (quando usar de maneira eficiente).

“Quem é pequeno ou médio pecuarista tem no Mais Pasto uma oportunidade de melhorar os resultados técnicos e financeiros de sua propriedade, de forma rápida e com baixo custo”, garante o engenheiro agrônomo e consultor do programa, André Sório.

Todas as medidas de prevenção ao coronavírus preconizadas pelas autoridades públicas de saúde serão adotadas durante a capacitação.

Inscrições
As inscrições para o Mais Pasto estão abertas. Para participar, o pecuarista precisa ter propriedade localizada no estado de Alagoas, estar em dia com a contribuição sindical rural e efetuar o pagamento da taxa de inscrição no programa. Para mais informações, basta ligar para (82)3217-9826, das 8h às 14h (falar com a coordenadora de Assistência Técnica e Gerencial do Senar Alagoas, Luana Torres) ou enviar e-mail para luana@senar-al.org.br.

Senar Alagoas presta assistência técnica a apicultores de União dos Palmares

Maria Eduarda Xavier
Estagiária sob supervisão

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagos – iniciou o trabalho de Assistência Técnica e Gerencial – ATeG – para uma turma de 30 apicultores do município de União dos Palmares, zona da mata do estado, a 114 quilômetros da capital Maceió. O objetivo é levar novos conhecimentos para que os produtores rurais possam fortalecer o negócio, gerar mais empregos e renda na região. A assistência se dá por meio de um programa de incentivo, no qual, a cada R$ 1,00 investido pela regional do Senar, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA – investe mais R$ 1,00.

A assistência está em fase inicial, o primeiro passo foi o levantamento de informações técnicas e a criação do inventário de recursos. Nele estão contidas as quantidades de melgueiras, colmeias, macacões, pares de botas e outros itens necessários para a produção.

“Também realizamos o cadastro do produtor na plataforma Sisateg, sistema desenvolvido pela CNA como o intuito de monitorar os dados da assistência técnica e gerencial, onde estão reunidas todas as informações coletadas em campo para o acompanhamento e análise das propriedades atendidas”, comenta o supervisor de ATeG do Senar Alagoas, Sidney Rocha.

Agora, o trabalho está focado no planejamento estratégico produtivo. “Vamos traçar metas para que o produtor aumente sua produtividade e em consequência sua renda. Posteriormente, entraremos na fase de manejo pré-safra, com a troca de cera e a introdução de melgueiras nas caixas que já estão em prontas para iniciar a primeira safra. Elas ficam prontas para a retirada do mel em um tempo de médio de 15 dias, porém, fatores como condições climáticas, dos enxames e o material genético das colméias podem interferir neste processo de produção”, explica o técnico de campo responsável pelos atendimentos, Filipe Cavalcante.

Filipe Cavalcante segurando melgueira

No povoado Sueca, o apicultor Adriano Gomes Ferreira trabalha com a apicultura de forma artesanal, em uma propriedade de difícil acesso. Ele enxerga na presença do técnico de campo do Senar Alagoas uma grande oportunidade de melhorar as técnicas de produção e manejo. “A gente sempre está aprendendo, quando algo está errado, ele nos ensina o certo”, pontua o produtor rural.

Programa Agronordeste avança em Alagoas

Número de produtores beneficiados com a assistência técnica do Senar aumentou 98,6% nos últimos três meses

O Programa Agronordeste continua crescendo em Alagoas. Quatro novas turmas foram abertas entre os meses de setembro e outubro, nos municípios de Craíbas, Piranhas, Jacaré dos Homens e Traipu. Hoje, 596 pequenos e médios produtores rurais são beneficiados com a assistência técnica e gerencial do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas. Um crescimento de 98,6% se comparado aos 300 produtores atendidos, por meio do programa, até meados do último mês de julho.

Nos quatro novos municípios, a assistência técnica é voltada para bovinocultores de leite. “Técnicos de campo visitam as propriedades rurais e capacitam pequenos e médios produtores que já comercializam parte da produção, mas ainda encontram dificuldades para expandir o negócio. Com isso, o programa aumenta a cobertura da assistência técnica; amplia o acesso e diversifica mercados; promove e fortalece a organização dos produtores; garante segurança hídrica e contribui para o desenvolvimento de produtos com qualidade e valor agregado”, explica Luana Torres, coordenadora de Assistência Técnica e Gerencial do Senar Alagoas.

Ao todo, 19 turmas de produtores rurais estão sendo capacitadas pelo Senar Alagoas, por meio do Agronordeste. A assistência técnica e gerencial contempla cinco cadeias produtivas: avicultura; bovinocultura de leite; fruticultura; olericultura e ovinocaprinocultura.

As ações acontecem em 12 municípios do semiárido alagoano, região considerada prioritária pela capacidade de desenvolvimento e carência de assistência técnica. As cidades são: Água Branca; Belo Monte; Craíbas; Delmiro Gouveia; Estrela de Alagoas; Jacaré dos Homens; Major Izidoro; Olho D’Água das Flores; Palmeira dos Índios; Piranhas; Traipu; e São José da Tapera.

Nas próximas semanas, o Senar Alagoas deve iniciar o trabalho no município de Girau do Ponciano, também para bovinocultores de leite. Há ainda a perspectiva de criação de turmas nas cidades de Olivença e Arapiraca, entre os meses de novembro e dezembro.

Programa
O Agronordeste é um plano de ações criado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa – e desenvolvido em parceria com instituições como a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária – CNA – e a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural – Anater. Tem por objetivo impulsionar o desenvolvimento econômico, social e sustentável do meio rural da região. A estimativa do Governo Federal é beneficiar 1,7 milhão de pessoas do meio rural, em 230 municípios dos nove estados do Nordeste e parte de Minas Gerais.

Senar Alagoas retoma atividades educativas a partir do dia 13

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas – vai retomar as atividades educativas, de forma gradual, a partir da próxima terça-feira, 13 de outubro. Após a reformulação do cronograma de 2020, que foi interrompido por conta da pandemia da Covid-19, estão agendados cursos para 83 turmas de formação profissional, quatro de promoção social e sete do programa especial Mulheres em Campo. Ao todo, 26 municípios serão contemplados com as ações.

O reinício dos cursos será com o Mulheres em Campo nas cidades de Craíbas e Piaçabuçu. Voltado para produtoras rurais com escolaridade mínima de 5º ano (antiga 4ª série), o programa tem o objetivo de ampliar o protagonismo feminino na administração das empresas rurais. Desenvolve competências de empreendedorismo e gestão, orienta na descoberta do potencial de cada participante e da propriedade, ensina a planejar e a transformar uma atividade em negócio.

Outros cursos

As 83 turmas de formação profissional estão divididas em 15 cursos. São eles: Administração Rural; Bovinocultura de Leite – Amamentação; Bovinocultura de Leite – Sanidade; Cerca Elétrica; Defensivos Agrícolas; Eletricista Rural; Fruticultura – Tratos Culturais; Fruticultura Básica; Informática Básica; Olericultura – Controle de Pragas e Doenças; Olericultura Básica – Hortaliças; Piscicultura Básica; Plantas Medicinais; Vestimenta Básica; e Vestimenta Moda Íntima.

Algumas dessas turmas de formação profissional serão compostas por produtores rurais que também são atendidos pela assistência técnica e gerencial do Senar Alagoas. Já na área de promoção social, a instituição realizará os cursos de Associativismo e Primeiros Socorros, com duas turmas agendadas para cada curso.

Prevenção à Covid-19

Para a retomada, o Senar Alagoas adotou um protocolo de prevenção à Covid-19, de acordo com as orientações da Administração Central do Senar e as medidas preconizadas pelas autoridades públicas de saúde.

“Diminuímos o número de alunos, serão entre 8 e 10 por turma, como forma de garantir o distanciamento mínimo de um metro e meio entre eles. Também orientamos nossos mobilizadores sobre todas as questões de segurança e higiene. Além disso, estamos confeccionando mais 500 máscaras, que serão distribuídas não só nos treinamentos, como na assistência técnica”, explica a coordenadora do Departamento Técnico do Senar Alagoas, Graziela Freitas.

Graziela Freitas: “Diminuímos o número de alunos, serão entre 8 e 10 por turma, como forma de garantir o distanciamento mínimo de um metro e meio entre eles.”

 

 

 

Em meio à pandemia, horticultor atendido pelo Agronordeste aprende a produzir suas próprias mudas e expande negócio

O horticultor Romério Agra de Melo encontrava-se em uma área restrita de produção, no povoado Lagoa Queimada, município de Olho D’Água das Flores, sertão de Alagoas. Cultivava algumas folhosas, tinha o objetivo de diversificar os produtos, mas não sabia o que produzir a mais, nem como gerenciar o negócio.

Com a pandemia de covid-19, Romério continuou as entregas em restaurantes e supermercados. Inicialmente, sua economia não foi diretamente afetada, mas o fornecimento de mudas oriundas do município de Arapiraca ficou comprometido por conta das barreiras sanitárias, o que dificultou o plantio de folhosas como alface e couve, as principais em sua horta.

As demandas continuavam a chegar, e a oferta em declínio. Com as orientações da assistência técnica e gerencial do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas –, por meio do Programa Agronordeste, Romério conseguiu produzir suas próprias mudas – antes disso, ele nunca havia tido sucesso na germinação.

“A área foi aumentada. Hoje ele produz tomate, beterraba, cenoura, continua com as folhosas como coentro, couve e alface, montou uma estufa para produzir suas mudas e um sistema de irrigação”, relata a engenheira agrônoma e técnica de campo do Senar Alagoas, Tatiana Salvador, responsável pelo atendimento ao produtor.

Segundo o horticultor, a assistência técnica também foi importante para o controle de pragas. “Tinha um ataque de borboletas e lagartas na couve, a técnica do Senar Alagoas me orientou a utilizar uma armadilha com casca de ovo e a situação melhorou. A gente tem que lidar com muitas pragas aqui e essa orientação ajuda a garantir a produção, com soluções naturais para quem produz sem o uso de agrotóxico”, diz Romério.

Aos poucos, o sonho de Romério começa a se tornar realidade. Suas entregas são constantes, a renda e a procura por seus produtos aumentaram, o horticultor está se tornando referência no município.

CNA Jovem: representantes de Alagoas estão animados para a fase das oficinas digitais

Maria Eduarda Xavier (estagiária)

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar – se prepara para iniciar a fase de oficinas digitais do programa CNA Jovem. Os candidatos aprovados na fase anterior, avançam para a etapa de objetivos específicos de forma remota. 

O intuito é apoiar o desenvolvimento de novas lideranças e buscar projetos inovadores para a agropecuária brasileira, em diversas áreas de atuação. Entre os 3.742 jovens inscritos para participar do programa, estão 14 alagoanos.

Para Yara de Almeida, graduanda em Gestão Ambiental, esta é uma grande oportunidade para aprender a tomar decisões adequadas durante suas atividades de gestora, a agir e pensar como líder. Incentivada a participar por seu irmão, é sua primeira experiência em um programa do Senar. “Estou realizada com todo o conteúdo que tenho absorvido nos módulos introdutórios”, expõe.

Em sua quarta edição, o CNA Jovem foi dividido em etapas remotas e presenciais, sendo algumas eliminatórias e classificatórias. A duração do programa é de 16 meses. “As minhas expectativas são para que eu possa concluir mais essa etapa e que o programa continue sendo didático”, pontua,Yara. 

Neste primeiro momento o contato com participantes de outros estados é mais tímido, visto que ainda estão no início do projeto, mas a expectativa para a criação de uma rede nacional é grande.

“O maior desafio da atualidade é manter os jovens no campo e capacitá-los para o exercício da liderança, tanto nos negócios como na vida comunitária. O programa é importante, pois prepara jovens dos 22 aos 35 anos para enfrentar os desafios do agro com responsabilidade”, diz Graziela Freitas, coordenadora do Departamento Técnico do Senar Alagoas.

Lázaro Brito, ex-aluno do curso Técnico em Agronegócio do Senar, também está feliz com a oportunidade de participar do CNA Jovem e ter contato com grandes líderes do agro e aprender com eles. “É um programa bastante interessante e motivador, busca novas lideranças no agro e hoje nós temos essa necessidade, de pessoas de diversas áreas e conhecimentos para trazer inovação e tecnologias para o campo”, avalia.

DITR deve ser entregue até esta quarta-feira, 30

Produtores rurais têm até esta quarta-feira, 30, para entregar a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural – DITR – Exercício 2020. A data consta na Instrução Normativa nº 1.967, da Receita Federal, que estabelece as normas e os procedimentos para a apresentação da DITR, informa os critérios de obrigatoriedade, a necessidade do uso de computador na elaboração da declaração, e as consequências da apresentação fora do prazo estabelecido, entre outras informações.

Está obrigada a apresentar a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural a pessoa física ou jurídica, exceto a imune ou isenta, proprietária, titular do domínio útil ou possuidora a qualquer título do imóvel rural. Também está obrigada a pessoa física ou jurídica que, entre 1º de janeiro de 2020 e a data da efetiva apresentação da declaração, perdeu a posse do imóvel rural ou o direito de propriedade pela transferência ou incorporação do imóvel rural ao patrimônio do expropriante.

Em Alagoas, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas – Faeal – oferece o serviço de orientação aos produtores rurais que estão em dia com a contribuição sindical e precisam fazer a declaração de ITR. Por conta da pandemia de Covid-19, os atendimentos acontecem por telefone e WhatsApp, nos números (82) 9.8889-4087 ou 9.8878-3618, e também pelo e-mail carla@faeal.org.br.

A DITR deve ser elaborada com uso de computador, por meio do Programa Gerador da Declaração do ITR, disponibilizado na página da Receita Federal www.receita.economia.gov.br. A declaração pode ser transmitida pela Internet ou entregue em uma mídia removível acessível por porta USB nas unidades da Receita Federal. A multa para quem apresentar a DITR depois do prazo é de 1% (um por cento) ao mês ou fração de atraso, lançada de ofício e calculada sobre o total do imposto devido, não podendo seu valor ser inferior a R$ 50,00 (cinquenta reais).

Se, depois da apresentação da declaração, o contribuinte verificar que cometeu erros ou omitiu informações, deve, antes de iniciado o procedimento de lançamento de ofício, apresentar DITR retificadora, sem a interrupção do pagamento do imposto apurado na declaração original. A DITR retificadora tem a mesma natureza da originariamente apresentada, substituindo-a integralmente. Por isso, a declaração retificadora deve conter todas as informações anteriormente prestadas com as alterações e exclusões necessárias bem como as informações adicionadas, se for o caso.

O valor do imposto pode ser pago em até 4 (quatro) quotas iguais, mensais e sucessivas, sendo que nenhuma quota pode ter valor inferior a R$ 50,00 (cinquenta reais). O imposto de valor inferior a R$ 100,00 (cem reais) deve ser pago em quota única. A quota única ou a 1ª (primeira) quota deve ser paga até o dia 30 de setembro de 2020, último dia do prazo para a apresentação da DITR.

O imposto pode ser pago mediante transferência eletrônica de fundos por meio de sistemas eletrônicos das instituições financeiras autorizadas pela Receita Federal a operar com essa modalidade de arrecadação ou por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf), em qualquer agência bancária integrante da rede arrecadadora de receitas federais.