O prazo de inscrições para o vestibular da Faculdade CNA continua aberto somente até este domingo, 7 de março. Os interessados ainda podem se candidatar a uma das vagas dos cursos a distância em Gestão do Agronegócio, Gestão Ambiental, Gestão de Recursos Humanos e Processos Gerenciais.
Criada em 2013, a Faculdade CNA é a primeira instituição de ensino superior voltada exclusivamente para o agronegócio, reconhecida pelo Ministério da Educação.
O processo seletivo é realizado por meio de vestibular online (prova de redação), resultado do Enem dos últimos três anos (nota a partir de 250 pontos) ou análise documental. Essa última é destinada apenas aos candidatos que já possuem nível superior.
Há 50 polos de ensino distribuídos nos estados de Alagoas, Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e Tocantins.
Embora o curso de graduação seja a distância, no momento da inscrição é necessário escolher um polo de ensino. A inscrição é feita pelo site www.faculdadecna.com.br. A mensalidade custa R$ 179 e as aulas terão este mês.
Para ler o edital, visualizar a lista de polos e efetivar a inscrição, acesse o site da Faculdade CNA. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 0800 718 1078 e e-mail: vestibular@faculdadecna.edu.br.
Da teoria à prática, o zootecnista Ícaro Victor Valério de Souza Santos, instrutor, tutor e técnico de campo do Senar Alagoas, mostra que sabe o que diz e o que faz. Um dos dez vencedores do 1º Prêmio de Vídeos Educativos da Formação Profissional Rural e Promoção Social promovido pela Administração Central do Senar, Ícaro atende um grupo de 30 avicultores do município de Olho D’Água das Flores há um ano, pelo Programa Agronordeste, e os resultados da assistência técnica e gerencial são significativos, tanto no aumento da produção, quanto na maior qualidade dos produtos e conforto aos animais.
Com a chegada do programa, os produtores tiveram a oportunidade de organizar e gerenciar a produção. 90% deles sequer faziam o registro das atividades. “Primeiro foi feito um trabalho de conscientização dos produtores a respeito da importância deste registro, de maneira que sem essas anotações não teríamos como saber quanto o produto gerou de produtividade, despesas, receitas e lucro”, relembra Ícaro.
O técnico elaborou algumas planilhas de controle zootécnico e forneceu para que cada produtor fizesse o registro produtivo de suas atividades. A partir das informações coletadas, iniciou-se um trabalho de reestruturação das unidades produtivas. Os produtores de frango de corte não faziam o manejo sanitário, não dispunham de programa alimentar para os animais, cama nos galinheiros e verde na alimentação dos lotes.
Ícaro recebe prêmio das mãos da coordenadora técnica, Graziela Freitas, e do superintendente do Senar-AL, Fernando Dória
“Mesmo com as dificuldades impostas pela pandemia, houve uma diminuição do ciclo produtivo, que normalmente durava cerca de 55 dias. Hoje temos produtores fechando seu ciclo com 45 dias. O custo de produção de um frango de 3 kg ficava, em média, R$ 23,00. Com o ajuste nutricional, conseguimos baixar para R$ 17,50. Assim, um produtor que engorda em média 40 aves por mês já percebe uma diferença de R$ 220,00 a menos nas despesas e aumenta sua margem de lucro”, observa Ícaro Victor.
Produção de ovos O técnico de campo do Senar Alagoas também encontrou diversos erros na produção de ovos, entre eles, ambientes muito claros, ausência ou número insuficiente de ninhos, falta de programa de vacinação, má qualidade alimentar e pouca coleta. A assistência técnica e gerencial contribuiu para um aumento na média produtiva de junho a setembro.
“Podemos citar o caso do produtor Paulo Bezerra, que conseguiu aumentar sua produtividade em quase 40% adotando as orientações. Saiu de uma média de 16 para 24 ovos/dia”, exemplifica Ícaro. Depois de sanado o problema da produção de ovos, o técnico começou a fazer um trabalho de redução de custos a partir da fabricação da própria ração, visto que a maioria dos produtores possui milho. O custo com ração caiu R$ 0,90 por quilo.
“Para os produtores que não têm milho, nós já iniciamos o planejamento da safra 2021/2022, com previsão de uma análise de solo para futura correção, adubação e plantio a partir das primeiras chuvas. A ideia é que, com uma boa produção de milho, tenha-se uma ótima margem de lucro, visto que a saca se encontra na casa de R$ 90,00, ou seja há a possibilidade de o produtor vender o excedente e ter um bom rendimento para o planejamento da safra seguinte”, diz Ícaro.
Clique aqui e confira o regulamento que trata das normas de Classificação do processo de
seleção para o ingresso de alunos em 2021/1, no Curso Técnico de
Nível Médio em Fruticultura.
Alunos apresentam relatório técnico da criação de camarão marinho em propriedade de Limoeiro de Anadia
O Sindicato Rural de Junqueiro abriu as portas na manhã deste sábado, 20, para a apresentação dos trabalhos de conclusão dos alunos do Curso Técnico de Nível Médio em Agronegócio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar. 13 alunos apresentaram TCCs sobre temas envolvendo bovinocultura de corte; crédito para investimentos no setor; produção de mel; criação de camarões, ovinos e suínos; marketing no agronegócio, entre outros assuntos.
Os trabalhos de conclusão de curso foram apresentados à banca examinadora formada pela coordenadora da Rede e-Tec Senar em Alagoas, Graziela Freitas; o coordenador de Tutoria da Rede e-Tec, Isaac Ferreira; e a tutora e orientadora da turma, Jackeline Targino.
“Esses estudantes são vitoriosos, pois enfrentaram as dificuldades impostas pelo pandemia, se dedicaram e apresentaram trabalhos bem fundamentados, claros e objetivos sobre os diversos assuntos”, avalia Graziela.
Graziela Freitas, Morgana Tavares e funcionários do Sindicato Rural de Junqueiro dão boas-vindas aos alunos
Aos 40 anos, José André dos Santos enfrentou o desemprego para realizar o sonho de ser técnico em Agronegócio formado pelo Senar. Morador do município de Campo Grande, ele tinha que percorrer cerca de 140 quilômetros e tomar quatro lotações para participar dos encontros presenciais do curso, em Junqueiro. Algumas vezes, saiu de casa, às 4h da manhã, sem o dinheiro da passagem de volta. Agora, comemora a conquista profissional.
“Eu moro numa região em que a pecuária e a agricultura são muito fortes, mas não há assistência técnica. Por isso decidi me formar pelo Senar, enfrentei muitas dificuldades, mas hoje posso dizer que sou um técnico em Agronegócio e indico a todos os produtores e filhos de produtores rurais que procurem os cursos do Senar para que possam se tornar profissionais de verdade”, diz José André.
Segundo a presidente do Sindicato Rural de Junqueiro, Morgana Tavares, histórias como a do José André reforçam a importância do Sistema Faeal/Senar-AL/Sindicatos para a população rural em Alagoas. “Ficamos felizes e realizados, pois o nosso maior objetivo tem sido incentivar e profissionalizar os jovens, homens e mulheres que trabalham diretamente na agricultura familiar. A realização profissional de cada um desses cidadãos, com certeza, é a nossa missão”, comenta.
Jackeline Targino e Isaac Ferreira estiveram na banca examinadora
Apresentações integram as atividades da disciplina Cidadania
Voltado para a profissionalização de jovens do campo, com idade entre 18 e 24 anos, que estejam cursando ou tenham concluído o ensino fundamental, o Programa Aprendizagem Profissional Rural oferecido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar – prepara os alunos não só para o mercado de trabalho, mas também para a vida.
Um exemplo recente vem da Usina Caeté, Unidade Marituba, município de Igreja Nova. Na última semana, divididos em grupos, os jovens do curso de Mecânico de Manutenção de Tratores apresentaram trabalhos sobre feminicídio no Brasil e combate à leucemia e a importância da doação de medula óssea. Já a turma do curso de Eletricista Rural abordou o tema dependência química e a difícil retomada para o mercado de trabalho.
As atividades também incluíram uma campanha de arrecadação de alimentos para instituições filantrópicas e distribuição de brindes com mensagens de conscientização para os funcionários. Os trabalhos foram desenvolvidos na disciplina Cidadania, que integra o módulo básico do programa. “Esses jovens precisam ter a consciência do seu papel para que consigamos construir uma sociedade melhor. O futuro só depende das nossas ações e das sementes que são plantadas hoje”, comenta a instrutora do Senar Alagoas Vânia Paes, titular da disciplina.
Alunas falam sobre o combate à leucemia
Integrante do grupo que abordou o tema feminicídio, Carlos Mateus explica como foi a escolha do tema. “O Brasil é o quinto país com mais casos no mundo e nós decidimos aproveitar a oportunidade para conscientizar a turma, mostrar que existe lei para proteger as mulheres, como fazer as denúncias e que é importante não se omitir nem fechar os olhos para este problema”, diz.
A aprendiz Ana Rita participou da equipe que discutiu o combate à leucemia. “Este é o nosso primeiro mês de aulas e estou gostando muito de toda a dinâmica que estamos desenvolvendo. Todos estão muito empenhados em dar o melhor de si para aprender uma nova profissão e conseguir se efetivar aqui na usina”, vislumbra.
Aos 22 anos, Gisele Santos Gonçalves é a prova de que essa efetivação é bem possível. Ex-aluna do curso de Eletricista Rural, ela foi contratada e trabalha há cerca 14 meses como auxiliar administrativo na Marituba. “O programa agregou tanto na vida pessoal, quanto na minha formação profissional. Foram dez meses de aprendizado, gostei muito da área de eletricista e estou gostando dessa área de auxiliar administrativo também. Tive a oportunidade de conhecer duas áreas diferentes e graças a Deus ainda estou aqui”, comemora.
Ex-aluna do Senar e efetivada na usina, Gisele exibe brinde com informações sobre feminicídio
Assistente administrativo lotado no setor de Recursos Humanos da usina, Walter Muniz ressalta a importância do Programa Aprendizagem Profissional Rural. “Este programa agrega conhecimento para esses jovens em todas as áreas, seja administrativa, agrícola ou industrial. Além disso, sempre fazemos recrutamento, em todo início de safra, e essas capacitações auxiliam bastante não só a empresa, na contratação de jovens bem preparados, como também a esses cidadãos que ganham uma nova perspectiva de futuro”, afirma.
O Senar divulgou a lista dos candidatos aptos ao processo classificatório do Edital Nº 001/2021 – Curso Técnico em Fruticultura. Clique aqui e confira a a lista preliminar dos aprovados em Alagoas.
O superintendente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento em Alagoas, Jader Oliveira, fez uma visita institucional ao presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas – Faeal –, Álvaro Almeida, na tarde dessa segunda-feira, 8. O objetivo foi estreitar ainda mais a relação entre as instituições e discutir sobre as possibilidades de expansão do Programa Agronordeste.
“É uma questão que temos trabalhado muito e queremos fazer evoluir ainda mais. A nossa ideia é não esperar que Brasília nos mostre o caminho da extensão do Agronordeste. Já temos trabalhado algumas ações nas regiões de Maragogi e Piranhas, alguns projetos com a Embrapa e a participação do Senar é vital. Sem o Senar, o Agronordeste não funciona”, avalia Jader Oliveira.
Para Álvaro Almeida, a visita do superintendente do Mapa em Alagoas, que por muito tempo precisou ser adiada por conta da pandemia, é de suma importância para a aproximação entre as instituições. “Não adianta as instituições trabalharem de forma isolada. É preciso unir esforços, trocar ideias, ouvir sugestões e fazer com que o agronegócio se desenvolva cada vez mais, porque o agro é quem sustenta a economia do Brasil e aqui em Alagoas não é diferente”, ressalta o presidente da Faeal.
Iniciativa do Senar Alagoas voltada para pequenos e médios pecuaristas, o Programa Mais Pasto realizou uma capacitação nesta segunda-feira, 8, para os produtores rurais matriculados na Turma 10. A aula aconteceu na sede da instituição, em Maceió, com transmissão pelo aplicativo Zoom Meeting, e foi ministrada pelo engenheiro agrônomo e consultor do programa, André Sório. Três temas foram abordados: escolha inteligente de forrageiras, plantio de pasto e uso de calcário e gesso agrícola.
“Aproveitando o momento de fim de verão e início da época chuvosa em breve, nós abordamos as questões relacionadas ao plantio de pasto para que os produtores possam fazê-lo de maneira adequada, de modo que tenha o máximo de eficiência para alcançar o que chamamos de plantio de pasto perfeito”, afirma André Sório.
Segundo o consultor do Mais Pasto, para escolher a forrageira de maneira inteligente, o proprietário tem que entender os tipos de solo e relevo da sua propriedade, o objetivo da sua produção e se ele fará investimentos em melhoria de fertilidade ao longo do tempo. “Durante a capacitação, mostramos essas diversas variáveis que devem ser levadas em consideração para a escolha de um pasto que vá permanecer na propriedade durante décadas”, comenta.
Sório também explica que o preparo do solo, muito negligenciado pelos pecuaristas, muitas vezes é mais importante para definir o sucesso do plantio do que a presença ou ausência de chuvas regulares na estação de crescimento. “Após a junção de técnicas de preparo do solo, uso do calcário e do gesso, escolha das forrageiras, o plantio é concluído com o pastejo de formação, que é o início da formação do pasto logo depois que ele foi plantado e está estabelecido na área”, diz.
Sucesso do programa O Mais Pasto vem produzindo excelentes resultados desde 2014, quando foi criado. “O programa tem feito grande sucesso nas propriedades rurais localizadas por todo o estado de Alagoas e este novo ciclo facilita a entrada dos produtores, o que é muito bom, pois eles têm demonstrado cada vez mais interesse nesse modelo de pecuária sustentável, manejo de pasto. Mesmo com as dificuldades da pandemia nós inovamos com as transmissões das aulas, os produtores continuam nos procurando e tem sido muito interessante, tanto para a bovinocultura quanto para a ovinocaprinocultura”, avalia Luana Torres, coordenadora do Mais Pasto.
O pecuarista Ricardo José Medeiros Rocha é a prova de que o Mais Pasto é um sucesso. Esta é a sétima vez que ele participa do programa que une capacitações periódicas, consultorias coletivas e assistência técnica mensal nas propriedades. “Já aprendi muita coisa, na minha fazenda eu não tinha o rotacionado, nem os piquetes, mas, por meio desse curso eu vou fazer, já que além das aulas ainda tem um profissional que vai à propriedade e nos orienta. Isso é muito bom, pois vai duplicar a nossa capacidade de produção, como já vi acontecer em outras propriedades de amigos meus que participaram do Mais Pasto”, observa o produtor.
A coordenadora do Departamento Técnico do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas –, Graziela Freitas, foi um dos palestrantes da live sobre os benefícios para empresas que cumprem a Cota de Aprendizagem estabelecida em legislação federal, realizada nessa quarta-feira, 3, no canal do Youtube do Senac Alagoas. Gratuita e aberta a toda a população, a live reuniu autoridades e representantes do Sistema S. Para assistir à live na íntegra, clique aqui.
Graziela abordou o trabalho do Senar Alagoas em parceria com empresas contratantes e sindicatos rurais, por meio do Programa Jovem Aprendiz. Segundo a coordenadora, a oferta de cursos voltados para a área rural tem dado bons resultados.
“Ajudamos a tirar do comodismo jovens que às vezes terminam o ensino fundamental e sequer iniciam o médio, que muitas vezes estão sem perspectiva de vida. Muitos desses jovens, que não tinham a expectativa de ser um mecânico de tratores ou um administrador rural, por exemplo, acabam se descobrindo em nossos treinamentos”, observa Graziela.
A coordenadora técnica também explicou que as capacitações do Senar Alagoas preparam os jovens não somente para a ocupação, com a disseminação dos conhecimentos específicos, mas também para o mercado de trabalho num sentido mais amplo. “Eles aprendem a como se comportar numa empresa, os seus direitos e deveres”, exemplifica.
De 2003 a 2019, o Senar Alagoas capacitou 891 aprendizes que hoje estão certificados no mercado de trabalho.
Outras participações A live também contou com a participação do auditor fiscal do Ministério da Economia, Leandro Carvalho; o juiz do trabalho, Alonso Filho; o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região, Marcelo Vieira; o gerente da Unidade de Programas Sociais do Senac Alagoas, Sandro Diniz; o coordenador de Educação Profissional do Senai Alagoas, Pedro Oliveira; e a diretora da Unidade Sest/Senat Maceió, Daniele Morais.
A Lei 8.269/2020, de autoria da deputada estadual Jó Pereira (MDB/AL), estabelece que só serão concedidos benefícios fiscais, dentro do Prodesin (Programa de Desenvolvimento Integrado do Estado), para empresas que cumpram a Cota de Aprendizagem estabelecida em legislação federal.
Por lei, toda empresa, com pelo menos sete empregados, deve contratar jovens aprendizes e inseri-los em seu quadro funcional, em um percentual de 5% a 15%, de acordo com o artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), ampliando o acesso do jovem de forma digna e monitorada ao mercado do trabalho, por meio do primeiro emprego, possibilitando que, enquanto ele trabalha, também aprenda.