
“Nunca tivemos assistência técnica aqui, essa é a primeira vez”, afirma o produtor rural Elias Oliveira Luna, do Povoado Pedrão, em Delmiro Gouveia, Sertão de Alagoas. Elias é um dos 90 ovinocaprinocultores, horticultores e avicultores do município beneficiados com a assistência técnica e gerencial do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas –, por meio do Programa Agronordeste.
Desde o início dos atendimentos, no último mês de abril, a propriedade de Elias já recebeu cinco visitas do zootecnista e técnico de campo do Senar Pedro Miranda. Além de orientar o produtor no registro e análise dos dados produtivos e na adoção de um protocolo de vermifugação para os ovinos e caprinos, Pedro iniciou um trabalho de melhoramento genético do rebanho, com descarte e aquisição de animais. Os resultados positivos já começam a aparecer.
“Os animais aqui nasciam com defeitos nas patas, isso está melhorando e não vai acontecer mais, tenho certeza. Algumas coisas que a gente já aplicava também foram melhoradas. A sanidade do local, a utilização de sal mineral, que antes não era frequente e hoje já temos três cochos, a água que a gente só dava de dia e agora também está disponível à noite, entre outras coisas”, observa Elias Luna.
“As instalações utilizadas pelos produtores geralmente são muito precárias e nós estamos fazendo essa melhoria, pois sabemos que a sanidade do animal tem a ver com a qualidade de vida dele, questões ambientais influenciam muito também no ganho de peso. O Elias já tinha as ferramentas para a melhoria, o pasto, currais de manejo, toda a estrutura. A gente está ajudando a aprimorar”, comenta o técnico de campo Pedro Miranda.
Situação semelhante vive o olericultor Lucimário Nunes de Melo, do Povoado Juá, zona rural de Delmiro Gouveia. Antes da assistência técnica do Senar AL, pelo Programa Agronordeste, Lucimário sofria com a perda de produção. Com a chegada do engenheiro agrônomo e técnico de campo Edjane Ulisses, iniciou um trabalho de adequação das técnicas de manejo das culturas, com registro das informações produtivas e recuperação das instalações.
“Quando eu cheguei a Delmiro Gouveia, havia problemas em praticamente todas as propriedades. Essa época é de chuva na região, o frio e a umidade elevada favorecem o desenvolvimento de muitas doenças. Além dessas doenças que atacavam as culturas, as barreiras sanitárias em algumas cidades, por conta da pandemia de covid-19, impossibilitavam o escoamento da produção e provocavam prejuízos, tanto na comercialização, quanto no ataque às pragas e doenças. A gente começou a trabalhar com insumos mais assertivos, controle da nutrição, espaçamento das plantas e a favorecer a sanidade das culturas”, comenta Ulisses.
Beneficiado com a assistência técnica e gerencial, Lucimário, que em abril tinha receio de promover mudanças na propriedade, hoje comemora os resultados. “O problema das despesas eu estou controlando, graças a Deus, reduzindo custos e aumentando a produtividade também. Antes eu recebia visitas de técnicos que chegavam aqui, diziam “use isso” e depois não voltavam mais. Já o Ulisses orienta a gente direitinho e está nos ajudando bastante. A diferença é muito grande”, reconhece o olericultor.













O vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas – Faeal –, Edilson Maia, representando o presidente Álvaro Almeida, e o assessor técnico Noel Loureiro apresentaram aos ministros da Agricultura, Tereza Cristina, do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, e ao secretário especial de Relações Institucionais do Ministério da Economia, Esteves Colnago Junior, as demandas mais urgentes para o agronegócio no Nordeste.



Muito comum no semiárido brasileiro, sobretudo na região Nordeste, a salinização do solo prejudica a germinação, densidade e desenvolvimento vegetativo das culturas, reduz produtividade e, nos casos mais graves, pode levar à morte das plantas. O processo ocorre em regiões mais secas, de baixa precipitação pluviométrica ou que possuem lençol freático próximo da superfície. No Estado de Alagoas, relatos de horticultores que recebem assistência técnica do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas –, por meio do programa Agronordeste, se multiplicam.
