Peste Suína Clássica: prevenção e controle

A Peste Suína Clássica – PSC –, também conhecida como cólera ou febre suína, é uma doença altamente contagiosa, causada por vírus da família Flaviviridae, gênero Pestivirus, de genoma RNA. Afeta tanto os porcos domésticos quanto os selvagens. Não oferece riscos à saúde humana, nem a outras espécies de animais, mas é praticamente fatal para os suínos.

A engenheira agrônoma e coordenadora de Assistência Técnica e Gerencial – ATeG – do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas –, Luana Torres explica como identificar os animais acometidas pela doença.

“Os sinais clínicos geralmente são depressão; febre alta, que pode chegar a 41 graus; amontoamento; conjuntivite; leucopenia severa; hemorragia e necrose das tonsilas; eritemas; outras hemorragias; e cianose nos animais de pele branca. Além disso, podem ocorrer petéquias e hemorragia nas mucosas, baço, pulmão e rins”, elenca Luana.

“Também é possível perceber que os animais com sobrevida de dez dias ou mais, depois que começam a demonstrar esses sintomas clínicos, têm chance de desenvolver sintomas que venham a afetar o trato respiratório intestinal, no caso, constipação seguida de uma severa diarreia”, acrescenta a coordenadora de ATeG do Senar Alagoas.

Nos casos de infecção crônica, o animal, depois que apresenta febre, tem uma recuperação transitória, mas que vem seguida da recorrência da febre. “Aí aparece a anorexia, o suíno não consegue se alimentar adequadamente, perde peso e consequentemente fica deprimido”, explica Luana.

Contaminação

A contaminação da Peste Suína Clássica geralmente ocorre por via oronasal. Segundo Luana Torres, a densidade populacional elevada, com muitos animais aglomerados em um espaço pequeno, ou a presença de porcos silvestres habitando o mesmo espaço que os domésticos pode favorecer a propagação da doença.

O período de incubação varia de 7 a dez dias. O vírus ataca células endoteliais, macrófagos, epiteliais específicas e linforreticulares. “Nos casos de infecção pré-natal, o vírus afeta a diferenciação dos órgãos e leva a uma série de malformações, abortos, natimortos, mumificação do feto. Já nos casos em que a infecção é pós-natal, os efeitos aparecem nos danos sofridos pelas células epiteliais e como trombose”, pontua Luana.

A taxa de mortalidade é mais alta entre os animais mais jovens. Nos mais velhos, a doença pode se manifestar de maneira subclínica.

Prevenção e controle

O diagnóstico da PSC se dá por meio do isolamento do vírus em cultivo celular. Para isso é utilizado o sangue ou suspensão de órgãos do sistema linfoide. A identificação do vírus se dá com o uso de anticorpos específicos. O resultado dos testes pode demorar até 7 dias. Outras opções de diagnóstico são as técnicas de imunofluorescência, o teste de E.L.I.S.A ou de RT-PCR. Mas Luana Torres ressalta que a melhor estratégia de combate à doença é a prevenção.

“É importante fazer o cercamento de toda a granja suína com tela de, no mínimo, 1,5 m de altura; para entrar na granja, todas as pessoas devem trocar de roupas e calçados; e o acesso de veículos de transporte de ração e suínos deve ser proibido. É por isso que as granjas suinícolas são reconhecidas por terem um controle muito severo, com a utilização de pedilúvio e rodolúvio”, observa.

Como a Peste Suína Clássica é uma doença de taxa de mortalidade muito alta, o controle se dá com a eliminação dos animais infectados do rebanho. “Além disso, é preciso investir sempre no bem-estar animal, na sanidade do local, evitar que o rebanho tenha contato com javalis, suínos silvestres, e limitar a movimentação dos animais vivos, da carne suína e de possíveis vetores. Não existe tratamento específico para a peste suína clássica, uma alternativa é que os porcos tenham alimentação e suplementação adequadas, com composto vitamínico, ácidos orgânicos. Isso vai aumentar o bem-estar e evitar que esse tipo de doença aconteça na granja”, diz a coordenadora de ATeG do Senar AL.

No último mês de maio, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa – publicou a Instrução Normativa nº 10/2020, que autoriza o uso da vacina contra a Peste Suína Clássica – PSC) nos 11 estados da Zona Não Livre da doença, o que inclui Alagoas. De acordo com a norma, para o início da vacinação nos estados, o Departamento de Saúde Animal deve realizar avaliação específica da implantação do Plano Estratégico Brasil Livre de Peste Suína Clássica.

Em reunião com ministros, representantes da Faeal apresentam demandas para o Nordeste

O vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas – Faeal –, Edilson Maia, representando o presidente Álvaro Almeida, e o assessor técnico Noel Loureiro apresentaram aos ministros da Agricultura, Tereza Cristina, do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, e ao secretário especial de Relações Institucionais do Ministério da Economia, Esteves Colnago Junior, as demandas mais urgentes para o agronegócio no Nordeste.

A conversa aconteceu na última quinta-feira, 18, durante videoconferência com o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA –, João Martins, e presidentes de federações da Agricultura e Pecuária do Nordeste, para debater as principais demandas da região. O encontro foi organizado pelo presidente da federação do Piauí – Faepi –, deputado federal Júlio César Lima.

Os representantes da Faeal comentaram com os gestores do Governo Federal sobre a importância da agricultura irrigada, do Senar, da reativação de algumas usinas de cana-de-açúcar fechadas, por meio de cooperativas, e abordaram as dificuldades dos produtores rurais em atender a Lei da Aprendizagem e manter um aprendiz em pequenas unidades agrícolas, com apenas sete empregados. Representando o ministro da Economia, Paulo Guedes, o secretário especial Esteves Colnago Junior se comprometeu a estudar a questão do estágio.

A pauta da reunião incluiu temas como a conclusão da ferrovia Transnordestina, transposição do rio São Francisco, pavimentação da BR-020 e renegociação dos débitos dos agricultores do Nordeste, além da importância do programa Agronordeste e de órgãos estruturantes para o desenvolvimento regional, como a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste – Sudene –, o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas – Dnocs –, a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba – Codevasf – e o Banco do Nordeste.

Outro tema muito discutido pelos presidentes e representantes das federações, como também pelo presidente da CNA, João Martins, foi a morosidade no atendimento e a falta de compromisso com a produção dos bancos oficiais, que estão aquém da sua função de contribuir para o desenvolvimento da agropecuária do Nordeste.

A ministra Tereza Cristina apresentou o Plano Safra para financiamentos rurais, reforçou a relevância do AgroNordeste e garantiu que as ações deverão deslanchar no segundo semestre deste ano. Para ela, é preciso incentivar o plano nacional de irrigação, ampliar a oferta de crédito e facilitar o acesso aos fundos de desenvolvimento.

“Eu vejo o Nordeste como um grande desafio, mas também com um potencial enorme e inexplorado, pela localização que tem e pela importância que representará para o Brasil no fornecimento de alimentos para o mundo. Precisamos focar, ver quais são as demandas mais urgentes junto às federações e ter um trabalho dirigido”, disse a ministra.

Para o vice-presidente da Faeal, Edilson Maia, o debate mostrou o quanto o agro é importante para o Nordeste e para Brasil. “Por meio da modernização das entidades; do melhor uso da água na irrigação; das novas tecnologias, como a agricultura 4.0; da implantação de novas políticas públicas para o semiárido; da conclusão da transposição do rio São Francisco; de uma nova política pública para construções de barragens com menos burocracia e mais efetividade; e da regularização dos débitos rurais, para retomada dos investimentos, podemos acreditar num crescimento e desenvolvimento de toda região”, avalia.

Faeal vai discutir qualidade da energia elétrica fornecida nas propriedades rurais

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas – Faeal – integra o Conselho de Consumidores da empresa Equatorial Alagoas. Aliada aos produtores na solução dos seus problemas, a Faeal vai discutir a qualidade da energia elétrica entregue nas propriedades rurais, na próxima reunião mensal do conselho, marcada para o dia 29 de junho.

A Faeal quer ouvir você, para ajudá-lo a resolver eventuais problemas no fornecimento de energia elétrica na sua propriedade. Faça um relato e envie para José Luiz Soares, representante da Federação no Conselho de Consumidores da Equatorial, pelo WhatsApp (82) 9.9990-2992, com as seguintes informações:

Tipo de problema:
Código Único da unidade:
Nome do consumidor:
Nome da Fazenda:
Município:

Hidroponia reduz necessidade de utilização de defensivos agrícolas

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Utilizada para o cultivo de vegetais sem a necessidade da utilização do solo, a hidroponia pode garantir benefícios importantes no volume e nos impactos ambientais da produção. A técnica, que funciona em ambiente controlado e com a utilização de soluções nutritivas artificiais e adaptadas para oferecer todos os minerais, água e nutrientes que a planta precisa para se desenvolver, reduz a necessidade de utilização de defensivos agrícolas e permite o plantio o ano inteiro.

“No cultivo convencional, o tempo de crescimento de uma planta depende de diversos fatores, como os nutrientes presentes no solo, uma conservação bem feita, a temperatura do ambiente e as técnicas de plantio adotadas em uma determinada região ou propriedade. Quem adota a hidroponia, consegue reduzir esse período de crescimento, porque oferece à planta uma alimentação balanceada, voltada para as características daquele vegetal”, explica a coordenadora de Assistência Técnica e Gerencial do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas –, Luana Torres.

O cultivo hidropônico é indicado para o plantio de culturas cujo ciclo é mais rápido. “São plantas pequenas e é possível cultivá-las em alta densidade. Numa pequena propriedade, você pode fazer uma produção em grande escala de alface, por exemplo. A situação é similar para o morango hidropônico, que tem receptividade muito boa no mercado. Utilizando o sistema NFT (Nutrient Film Technique), em que as raízes das plantas crescem numa canaleta com a solução de água e nutrientes, é possível produzir sem o risco de contaminação por fungos e fazer irrigação com uso de fertilizantes apenas quando necessário”, observa Luana.

O ambiente controlado da hidroponia é o que permite o plantio o ano inteiro. “Sabemos que a agricultura está atrelada às condições climáticas, então, quando acontece um período de chuva, a produção pode ser colocada em risco. Da mesma forma, os períodos de seca podem atrapalhar o desenvolvimento vegetal. Se o produtor provém um ambiente controlado, na estufa, e com solução de nutrientes específica para aquele vegetal, consegue manter o plantio sem interrupções, tranquilamente”, garante a coordenadora de ATeG do Senar Alagoas.

A técnica também é sustentável por conta do consumo controlado de água. “No plantio convencional, a água evapora ou escorre superficialmente e leva embora os nutrientes do solo, o que chamamos de lixiviação. Com a hidroponia, o produtor trabalha num sistema fechado e reduz essas perdas”, explica Torres.

Desvantagens
A hidroponia também traz algumas desvantagens que precisam ser analisadas antes da sua implementação. Os custos para a construção da estufa e, se necessário, de um sistema de fertirrigação são elevados. “Alguns produtores tentam economizar, utilizam materiais não adequados e acabam sem criar um ambiente propício para este tipo de cultura, o que prejudica o cultivo”, diz Luana.

A mão de obra também precisa ser especializada, com profissionais capacitados para, por exemplo, monitorar indicadores como o PH e a condutividade da solução nutritiva. Além disso, em alguns casos, a hidroponia ainda não consegue oferecer preços competitivos no mercado. “Cabe ao produtor, nas feiras locais ou na hora de vender para um supermercado, mostrar porque aquele produto dele vale tanto a pena”, diz Luana Torres.

Live: Senar aborda importância da aprendizagem rural para o jovem

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas – realizou uma live no instagram @sistemafaeal sobre a importância da aprendizagem rural para o jovem. A live aconteceu na última terça, 9, foi mediada pela coordenadora do Departamento Técnico do Senar AL, Graziela Freitas, e contou com a participação do auditor fiscal do Trabalho em Alagoas, Leandro Carvalho, da assistente social e instrutora do Programa Jovem Agricultor Aprendiz – JAA –, Rita Gouvea, e de ex-alunos da instituição.

O auditor Leandro Carvalho abordou a importância das medidas provisórias 927 e 936 para a manutenção dos contratos dos aprendizes durante a pandemia da covid-19. Destacou as medidas especiais para que as empresas possam manter o vínculo com os jovens, a exemplo da antecipação de férias e da suspensão do contrato de trabalho, a princípio, por 60 dias.

“No caso das empresas que têm faturamento abaixo de R$ 4,8 bilhões, o empresário sequer fará desembolsos da folha de pagamento. Essa folha será paga pela União, por intermédio desse benefício especial. É um mecanismo muito interessante para manter os vínculos ainda registrados e eu não estou falando apenas de aprendizagem. Isso vale para qualquer tipo de relação e emprego”, destaca o auditor fiscal do Trabalho.

Já a instrutora do Senar Alagoas, Rita Gouvea, ressaltou a importância do Programa Jovem Agricultor Aprendiz para a formação profissional e cidadã. Segundo ela, trabalhar as competências em suas três dimensões – conhecimentos, habilidades e atitudes – não só forma, como contribui para manter o jovem no campo, com qualidade de vida.

“É o saber, saber fazer e querer fazer. Módulos como os de comunicação, gestão empreendedora, cidadania e matemática são superimportantes para que os jovens tenham as competências profissionais exigidas no mercado de trabalho e a gente também observa o crescimento pessoal deles, o que é muito gratificante”, diz a assistente social.

Depoimentos
A live contou com depoimentos de dois egressos do Programa Jovem Agricultor Aprendiz do Senar em Alagoas. Jailson Alves foi aluno do curso de Administração Rural, na Usina Seresta, em 2017. Cerca de oito meses após a conclusão, foi efetivado pela empresa como operador de bombas, nas moendas.

“O Senar foi muito importante porque ajudou na minha formação e inserção no mercado de trabalho. Sempre que falo do Senar, destaco o curso e, principalmente, a parte de relações interpessoais, que foi fundamental para que eu pudesse crescer na empresa e permanecer lá dentro”, avalia Jailson.

Gilvanete de Souza foi aluna do curso de Mecanização Agrícola, na Usina Caeté, em São Miguel dos Campos. Dois meses depois da formatura, foi efetivada na função de compradora do setor de Garagem da prefeitura do município.

“Decidi entrar no JAA porque minha família não tinha condições financeiras e eu precisava do recurso que o programa poderia me oferecer. Depois que entrei, minha vida foi transformada, ganhei um norte. Lembro de uma gincana empreendedora, em que a gente aprendeu a vender, o que fazer com o lucro, e hoje eu trabalho exatamente com essa parte econômica. O Senar foi um norte na minha vida”, comenta Gilvanete.

Para ver a live na íntegra, acesse o perfil @sistemafaeal no Instagram.

Saiba como se prevenir contra as pragas do feijão

O feijão é uma das atividades agrícolas mais fortes do país, mas alguns fatores podem limitar a produtividade. O maior deles é a ocorrência de pragas que, em situações mais graves, chegam a destruir toda a plantação.

Coordenadora de Assistência Técnica e Gerencial do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas –, Luana Torres explica que as práticas de manejo adequadas, um sistema de irrigação bem feito, a rotação de culturas, com o plantio de variedades resistentes, e a utilização de defensivos agrícolas são medidas que podem prevenir o aparecimento de pragas e doenças.

“O feijão apresenta um ciclo curto se comparado ao de outras culturas, por isso, está mais propenso a certas doenças e requer um olhar mais crítico. O produtor precisa estar sempre atento e trabalhar com o manejo preventivo de pragas. Algumas técnicas são a rotação de culturas, o manejo integrado de pragas e a utilização de defensivos agrícolas, desde que sejam devidamente utilizados, respeitando-se também a NR-31, norma regulamentadora do Ministério do Trabalho que dispõe sobre a segurança e saúde no trabalho na agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aquicultura”, reforça Luana.

Entre as pragas mais comum no feijão, a cigarrinha-verde suga a seiva da planta e também pode transmitir doenças como o mosaico. Ataca a plantação em épocas mais secas e deve ser combatida com o uso de inseticida sistêmico até a afloração. Outra praga é a lagarta elasmo, um inseto de corpo verde-azulado e cabeça marrom escuro, que acomete o talo da planta e faz com que ela não cresça normalmente. Atinge a cultura nos seus primeiros 30 dias de vida.

Outra praga é o tripes, inseto pequeno, preto, com faixas brancas nas asas, que se aloja na parte de baixo da folha e causa o desfolhamento. Já a antracnose, também conhecida como pinta do feijoeiro, é uma das mais graves pragas que se pode encontrar. A transmissão se dá por meio das sementes ou de agentes que podem permanecer por mais de dois anos nos restos de plantação. “O manejo adequado do solo e a rotação de culturas evitará que a antracnose ataque novamente”, orienta Luana Torres.

Outras pragas
A coordenadora de ATeG do Senar Alagoas também alerta sobre a bacteriose. “O principal sintoma são as manchas arredondadas nas folhas, com o centro seco. As altas temperaturas e a umidade do ar deixam o feijoeiro mais suscetível a essa doença. Para o combate, é preciso não só fazer a rotação de cultura, como plantar variedades que sejam resistentes a esta praga”, comenta.

Outra praga comum no feijão é a ferrugem, que afeta especialmente as folhas, na forma inicial de manchas amarelas que depois passam a ter a cor mais avermelhada. “Temperaturas superiores a 25° e muita umidade favorecem o aparecimento da ferrugem. Para combatê-la, além da rotação e do plantio de variedades resistentes, é preciso fazer aplicação de fungicidas”, explica Luana.

Coronavírus: Senar Alagoas distribui máscaras para produtores rurais

Produtor exibe máscara distribuída pelo Senar Alagoas

Em meio aos dados alarmantes da pandemia do novo coronavírus no estado de Alagoas, com mais de 13 mil casos confirmados e 531 óbitos, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar AL – está em campo para distribuir máscaras e ajudar os produtores a se proteger.

A ação tem o apoio da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas – Faeal. Além dos produtores rurais atendidos pela Assistência Técnica e Gerencial – ATeG –, pelo programa Agronordeste ou por projetos da regional, nos municípios de Major Izidoro, Olho D’água das Flores, Estrela de Alagoas, Delmiro Gouveia, Água Branca e Jaramataia, as máscaras também são distribuídas entre técnicos de campo e supervisores do Senar. Ao todo, são 352 máscaras para 11 grupos atendidos.

“Nós entregamos duas máscaras para cada técnico de campo e uma máscara para cada produtor atendido pela assistência técnica e gerencial. Os técnicos solicitam que os produtores façam uso do material de proteção durante as visitas, respeitando o decreto que torna obrigatório o uso das máscaras, bem como visando a saúde e bem-estar dos envolvidos”, explica o supervisor de ATeG do Senar Alagoas, Sidney Rocha.

Segundo Sidney, os produtores rurais ficaram felizes com a ação do Senar Alagoas. “Esse gesto mostra que a instituição não se preocupa apenas com a qualidade do serviço prestado a esses produtores, mas também com a saúde de cada um deles. Os produtores se sentem acolhidos pelo Senar. Os técnicos de campo também elogiaram a iniciativa, se sentiram valorizados e mais seguros para continuar realizando a assistência técnica e gerencial”, comenta.

Assistência técnica acontece de forma protegida

Manejo sanitário garante sucesso na criação de galinhas caipiras

O manejo sanitário é fundamental para o sucesso na produção de galinhas caipiras. O conjunto de medidas tem a finalidade de proporcionar aos animais ótimas condições de saúde. Em Alagoas, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar – orienta avicultores por meio do programa de Assistência Técnica e Gerencial – ATeG.

As orientações começam já com a construção do galinheiro. “É importante que o galinheiro esteja sempre isolado, nunca próximo de estradas ou de outras criações. É preciso evitar aproximação de pessoas, animais ou veículos que nada tenham a ver com a atividade, pois podem levar doenças para as galinhas”, explica Ícaro Victor, zootecnista e técnico de campo do Senar Alagoas.

Segundo Ícaro, o produtor não deve reunir mais de uma espécie em um mesmo aviário, nem lotes de animais de idades diferentes. “O sistema imunológico de uma ave mais nova é mais frágil, se comparado ao de uma mais adulta. Também é importante evitar a superlotação dos galinheiros e sempre respeitar a quantidade de aves por metro cúbico, seja na criação de poedeira ou de frango de corte”, observa.

O fornecimento de água e ração de qualidade também é necessário para garantir a saúde dos animais. Ao final de cada ciclo, o produtor tem que retirar a cama – pode utilizá-la como esterco – e fazer a desinfecção do galpão. “Primeiro ele lava, depois desinfeta com cloro a 10% e, em seguida, precisa deixar esse galpão vazio por um período de 10 a 15 dias. Com isso, ele fará o vazio sanitário e terá boa segurança para os próximos lotes”, explica o técnico de campo do Senar.

Vacinação
Outra medida necessária é o isolamento de aves doentes, para que não sejam vetores de contaminação de todo o lote. Além disso, o produtor deve evitar o derramamento de água na cama, pois a umidade facilita a proliferação de microorganismos que podem adoecer os animais.

A vacinação também é essencial para a preservação da saúde das aves. “É importante lembrar que os programas de vacinação são específicos para as doenças mais comuns de cada região. O programa do Nordeste pode não ser aplicado no Sul, visto que lá as doenças podem ser diferentes. Por isso, o produtor precisa estar bem assistido para ter acesso a um programa adequado à sua região”, pondera Ícaro Victor.

Senar inicia entrega de material didático para alunos da Rede E-Tec

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas – iniciou a entrega dos módulos para os estudantes do Curso Técnico em Agronegócio nesta quarta-feira, 3. O material didático já está disponível para os 40 alunos dos polos de Major Izidoro e Palmeira dos Índios. Na próxima semana, inicia a entrega para outros 63 estudantes distribuídos nos municípios de Arapiraca, Olho D’Água das Flores e Mata Grande.

Em Major Izidoro, as entregas acontecem na Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Turismo. Já em Palmeira os Índios, os alunos devem retirar o material didático na sede do Sindicato Patronal Rural. Além das sete cartilhas das disciplinas Ambientação em EaD; Introdução à Informática; Português Instrumental; Matemática Financeira; Introdução ao Agronegócio; Administração Rural; e Técnicas de Produção Vegetal, os estudantes também recebem um DVD com videoaulas.

O procedimento de entrega dos materiais segue rigorosamente as recomendações de prevenção ao covid-19, preconizadas pelos órgãos de saúde pública. O Senar Alagoas também recomenda aos alunos que utilizem máscara, mantenham distância mínima de 1,5m das outras pessoas e levem caneta para assinar o recebimento das cartilhas e do DVD.

Atividades remotas
Em meio à pandemia, o Curso Técnico em Agronegócio continua acontecendo com atividades a distância, no Ambiente Virtual de Aprendizagem. “As aulas acontecem de forma remota e, a partir do próximo dia 8, nossos tutores presenciais também realizarão atividades com os alunos no AVA. Além do contato com os tutores a distância, os estudantes terão, a partir de agora, contato com os tutores presenciais”, explica a coordenadora do Departamento Técnico do Senar AL, Graziela Freitas.

Alagoas possui hoje oito polos de apoio presencial da Rede E-Tec. Nos novos polos de Arapiraca, Penedo, Mar Vermelho, Mata Grande, Major Izidoro e Palmeira dos Índios, inaugurados neste semestre, os alunos receberão, além do material didático, mochila com caderno, estojo completo e squeeze. Nos municípios de Olho D’Água das Flores e Junqueiro, as turmas estão no terceiro semestre de aulas.

“Apesar de todas as mudanças de rotina provocadas pela pandemia do coronavírus, o Senar segue se adaptando à realidade do momento e capacitando pessoas e contribuindo para a geração e emprego e renda. Desta forma, faz da educação profissional um dos instrumentos de desenvolvimento da produção sustentável, da competitividade e dos avanços sociais no campo”, ressalta Graziela.

Solo salinizado: saiba como recuperar

Muito comum no semiárido brasileiro, sobretudo na região Nordeste, a salinização do solo prejudica a germinação, densidade e desenvolvimento vegetativo das culturas, reduz produtividade e, nos casos mais graves, pode levar à morte das plantas. O processo ocorre em regiões mais secas, de baixa precipitação pluviométrica ou que possuem lençol freático próximo da superfície. No Estado de Alagoas, relatos de horticultores que recebem assistência técnica do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas –, por meio do programa Agronordeste, se multiplicam.

O primeiro passo para recuperar as propriedades do solo é a adoção de práticas de irrigação e drenagem adequadas. “Também podem ser utilizados condicionadores físico-químicos, que são matéria orgânica e resinas; os químicos, a exemplo do gesso agrícola, e os biológicos, como as plantas halófitas, que conseguem se adaptar às condições mais salinas. Além disso, é necessário fazer uma seleção muito criteriosa das espécies de cultivares, pois elas têm que ser mais tolerantes aos sais e rentáveis”, orienta Luana Torres, coordenadora de Assistência Técnica e Gerencial – ATeG – do Senar Alagoas.

A salinização ocorre quando a concentração de sais solúveis no solo se eleva ao ponto de prejudicar o rendimento econômico das culturas. Geralmente está relacionada a processos inadequados de irrigação. “Cerca de 20% a 30% das áreas irrigadas nas regiões áridas necessitam de uma drenagem subterrânea para manter a produtividade. Quando isso é feito de maneira imprópria, eleva os níveis de sais no solo. Por outro lado, quanto mais eficiente for o sistema de irrigação, menores serão a lâmina de água aplicada, a quantidade de sal conduzida para o solo, o volume de água percolada e drenada”, explica Luana.

O manejo inadequado do solo e o uso indiscriminado de fertilizantes também podem provocar a salinização. O processo causa um efeito indireto, porém, adverso no crescimento das plantas e a destruição do solo, que fica compactado. “Isso ocorre com a dispersão das partículas de argila, causada pela substituição dos íons de cálcio e magnésio, presentes no complexo de troca, pelo sódio. Isso aumenta muito a sodicidade do solo”, comenta a coordenadora de ATeG do Senar Alagoas.

A salinização também reflete diretamente no equilíbrio do ecossistema, provoca perdas na biodiversidade local ao tornar o solo impróprio para o uso e diminui as áreas de produção agrícola.