
Utilizada para o cultivo de vegetais sem a necessidade da utilização do solo, a hidroponia pode garantir benefícios importantes no volume e nos impactos ambientais da produção. A técnica, que funciona em ambiente controlado e com a utilização de soluções nutritivas artificiais e adaptadas para oferecer todos os minerais, água e nutrientes que a planta precisa para se desenvolver, reduz a necessidade de utilização de defensivos agrícolas e permite o plantio o ano inteiro.
“No cultivo convencional, o tempo de crescimento de uma planta depende de diversos fatores, como os nutrientes presentes no solo, uma conservação bem feita, a temperatura do ambiente e as técnicas de plantio adotadas em uma determinada região ou propriedade. Quem adota a hidroponia, consegue reduzir esse período de crescimento, porque oferece à planta uma alimentação balanceada, voltada para as características daquele vegetal”, explica a coordenadora de Assistência Técnica e Gerencial do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas –, Luana Torres.
O cultivo hidropônico é indicado para o plantio de culturas cujo ciclo é mais rápido. “São plantas pequenas e é possível cultivá-las em alta densidade. Numa pequena propriedade, você pode fazer uma produção em grande escala de alface, por exemplo. A situação é similar para o morango hidropônico, que tem receptividade muito boa no mercado. Utilizando o sistema NFT (Nutrient Film Technique), em que as raízes das plantas crescem numa canaleta com a solução de água e nutrientes, é possível produzir sem o risco de contaminação por fungos e fazer irrigação com uso de fertilizantes apenas quando necessário”, observa Luana.
O ambiente controlado da hidroponia é o que permite o plantio o ano inteiro. “Sabemos que a agricultura está atrelada às condições climáticas, então, quando acontece um período de chuva, a produção pode ser colocada em risco. Da mesma forma, os períodos de seca podem atrapalhar o desenvolvimento vegetal. Se o produtor provém um ambiente controlado, na estufa, e com solução de nutrientes específica para aquele vegetal, consegue manter o plantio sem interrupções, tranquilamente”, garante a coordenadora de ATeG do Senar Alagoas.
A técnica também é sustentável por conta do consumo controlado de água. “No plantio convencional, a água evapora ou escorre superficialmente e leva embora os nutrientes do solo, o que chamamos de lixiviação. Com a hidroponia, o produtor trabalha num sistema fechado e reduz essas perdas”, explica Torres.
Desvantagens
A hidroponia também traz algumas desvantagens que precisam ser analisadas antes da sua implementação. Os custos para a construção da estufa e, se necessário, de um sistema de fertirrigação são elevados. “Alguns produtores tentam economizar, utilizam materiais não adequados e acabam sem criar um ambiente propício para este tipo de cultura, o que prejudica o cultivo”, diz Luana.
A mão de obra também precisa ser especializada, com profissionais capacitados para, por exemplo, monitorar indicadores como o PH e a condutividade da solução nutritiva. Além disso, em alguns casos, a hidroponia ainda não consegue oferecer preços competitivos no mercado. “Cabe ao produtor, nas feiras locais ou na hora de vender para um supermercado, mostrar porque aquele produto dele vale tanto a pena”, diz Luana Torres.


O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas – realizou uma live no instagram @sistemafaeal sobre a importância da aprendizagem rural para o jovem. A live aconteceu na última terça, 9, foi mediada pela coordenadora do Departamento Técnico do Senar AL, Graziela Freitas, e contou com a participação do auditor fiscal do Trabalho em Alagoas, Leandro Carvalho, da assistente social e instrutora do Programa Jovem Agricultor Aprendiz – JAA –, Rita Gouvea, e de ex-alunos da instituição.
O feijão é uma das atividades agrícolas mais fortes do país, mas alguns fatores podem limitar a produtividade. O maior deles é a ocorrência de pragas que, em situações mais graves, chegam a destruir toda a plantação.



O manejo sanitário é fundamental para o sucesso na produção de galinhas caipiras. O conjunto de medidas tem a finalidade de proporcionar aos animais ótimas condições de saúde. Em Alagoas, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar – orienta avicultores por meio do programa de Assistência Técnica e Gerencial – ATeG.
O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas – iniciou a entrega dos módulos para os estudantes do Curso Técnico em Agronegócio nesta quarta-feira, 3. O material didático já está disponível para os 40 alunos dos polos de Major Izidoro e Palmeira dos Índios. Na próxima semana, inicia a entrega para outros 63 estudantes distribuídos nos municípios de Arapiraca, Olho D’Água das Flores e Mata Grande.
Muito comum no semiárido brasileiro, sobretudo na região Nordeste, a salinização do solo prejudica a germinação, densidade e desenvolvimento vegetativo das culturas, reduz produtividade e, nos casos mais graves, pode levar à morte das plantas. O processo ocorre em regiões mais secas, de baixa precipitação pluviométrica ou que possuem lençol freático próximo da superfície. No Estado de Alagoas, relatos de horticultores que recebem assistência técnica do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas –, por meio do programa Agronordeste, se multiplicam.
Suplementar à dieta de animais jovens, o creep feeding é um método de alimentação por influência que proporciona o aumento no ganho de peso dos bezerros em fase de amamentação e pode aumentar a produtividade na bovinocultura de corte.
Os presidentes das federações de Agricultura e Pecuária do Nordeste apresentarão um ofício com os pleitos da região para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, nesta quarta-feira, 27, durante videoconferência entre o corpo diretivo da CNA e os presidentes das federações de todo o Brasil.

