São 70 cursos ofertados para diversos segmentos do agro e mais de 200 professores criando conteúdo
O portal de ensino a distância do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar – contribui com a formação e a profissionalização das pessoas do meio rural em todo o território nacional.Seus cursos on-line ampliam o acesso ao conhecimento e abrem oportunidades para o aumento da produtividade, da renda e da qualidade de vida dos brasileiros do campo.
Em tempo de isolamento social, por conta da pandemia do coronavírus, o Senar ampliou a oferta. São 70 cursos profissionalizantes disponíveis no portal ead.senar.org.br, gratuitos e com certificação, sobre manejo de pastagens, ovinocultura, gestão de riscos, inclusão digital, produção vegetal, suinocultura, bovinocultura de leite e corte, entre outros temas.
O aluno matriculado em qualquer curso tem acesso a cartilhas e videoaulas, entre outros recursos que facilitam o aprendizado. “O profissional que se inscreve nesses cursos tem acesso a um conhecimento muito vasto, sobre diversas áreas das cadeias produtivas. E quanto mais capacitado, melhor será seu desempenho em campo” assegura Luana Torres, coordenadora de Assistência Técnica e Gerencial do Senar Alagoas.
Para ter acesso aos conteúdos, basta realizar um cadastro no portal Senar EAD, com dados pessoais, CPF, e-mail e nível de escolaridade. A carga horária de 30 a 100 horas/aula, a depender da área e do curso escolhido.
Após concluir todas as atividades obrigatórias e responder a pesquisa de satisfação, o aluno estará apto a receber o certificado do curso, que será disponibilizado digitalmente, em formato PDF, no ambiente de estudos. Esse certificado exibirá a carga horária, a duração em dias e o conteúdo programático do curso.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA – doará R$ 5 milhões ao Ministério da Agricultura para ajudar em ações de saúde no combate à pandemia do novo coronavírus. O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 23, por meio do ofício 97/2020, assinado pelo presidente da CNA, João Martins, e enviado para a ministra da Agricultura, Tereza Cristina.
No documento, João Martins fala em “pacto solidário pela vida” e reforça que a CNA está empenhada na busca de soluções que possuam auxiliar a nação brasileira a combater a disseminação do Covid-19, numa grande batalha para pela sobrevivência da população.
“Já mostramos a força do agro brasileiro, garantindo ao país que os produtores rurais vão continuar produzindo alimentos para abastecer as cidades, o que é tão essencial quanto as ações dos agentes de saúde para garantir a saúde de todos”, ressalta Martins.
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas – Faeal –, Álvaro Almeida, destaca que a doação dos R$ 5 milhões é uma decisão tomada em conjunto com as federações filiadas ao sistema CNA em todo o país.
“Os recursos são oriundos da contribuição sindical rural recolhida pelos produtores de todo Brasil, no exercício 2019. Este é o momento em que o Brasil precisa se unir em torno do combate ao Covid-19 e o nosso setor rural, sempre comprometido com o desenvolvimento do país e a vida dos brasileiros, jamais se furtaria a ajudar. Estamos fazendo a nossa parte”, comenta Álvaro Almeida.
Mais de 160 cartilhas, com conteúdos de diversas áreas, são ideais para quem quer atualizar os conhecimentos em época de quarentena
Para Graziela Freitas, conhecimentos podem ajudar a impulsionar a carreira
Se você está em casa e disposto a estudar, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural pode lhe ajudar a sair da quarentena mais capacitado do que entrou. O Senar disponibiliza, gratuitamente, a Estante Virtual da Coleção de Cartilhas, com todo o material didático utilizado nos treinamentos de produtores e trabalhadores rurais, para a melhoria da produção agropecuária brasileira.
O material possui 161 cartilhas sobre saúde; segurança no trabalho; agroindústria; apicultura; aquicultura; avicultura; bovinocultura; cafeicultura; legislação; produção vegetal; equideocultura; fruticultura; gestão e empreendedorismo; grãos, fibras e oleaginosas; horticultura; ovinocaprinocultura; construções rurais; agricultura de precisão; piscicultura e silvicultura. Basta acessar o conteúdo, basta clicar aqui e fazer o download.
“Se você quer impulsionar sua carreira e carimbar mais conhecimentos no currículo, aproveite esta oportunidade”, orienta Graziela Freitas, coordenadora do Departamento Técnico do Senar Alagoas.
Em um período que se faz necessário passar mais horas que o comum em casa, a metodologia de ensino a distância se torna a forma mais segura de continuar estudando. O material pode servir como um apoio na busca pelo conhecimento.
A linguagem utilizada na produção do material segue uma sequência lógica e prioriza o processo de aprendizagem de acordo com a metodologia desenvolvida pelo Senar. Todas as cartilhas são ilustradas com imagens que representam os processos e as atividades descritas em todo o conteúdo, para facilitar o entendimento do leitor.
Outro recurso bastante interessante utilizado é o QR Code. A partir do celular, o estudante consegue ter acesso a conteúdos adicionais, como vídeos e legislação. “Pensamos no futuro profissional das pessoas e ajudamos a levar conhecimento mesmo em períodos mais difíceis como o que estamos vivendo. Desejamos sucesso a todos em sua jornada de estudos”, comenta Graziela Freitas.
Para Álvaro Almeida, a falta de alimentos prejudicaria a saúde das pessoas e aprofundaria uma crise sem precedentes
Álvaro Almeida: “Mais uma vez o setor produtivo rural mostrará sua importância”
O isolamento social e a paralisação de eventos que ensejem a aglomeração de pessoas tem sido a melhor estratégia de contenção da pandemia do Covid-19 em todo o mundo. Governos e sociedades responsáveis têm adotado este caminho, porém, alguns segmentos essenciais não podem deixar de funcionar plenamente, a exemplo de toda a cadeia da saúde e das atividades de produção e comercialização de alimentos.
Segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas – Faeal –, Álvaro Almeida, a produção de alimentos precisa continuar acontecendo de forma protegida. “Mais uma vez o setor produtivo rural demonstrará a sua importância para a manutenção da estabilidade econômica e o seu compromisso com a saúde e a vida das pessoas, que também serão prejudicadas se houver falta de alimentos ou irregularidades no abastecimento. Seria o aprofundamento de uma crise sem precedentes”, observa Almeida.
Uma pesquisa realizada pela Neogrid, empresa de tecnologia que monitora pedidos do varejo para a indústria, aponta uma redução de produtos nas prateleiras dos supermercados de todo o país, pois muitos brasileiros têm estocado alimentos e itens de higiene e limpeza por causa do coronavírus. O estudo, divulgado pela Agência Estado, revela que o desabastecimento nas prateleiras chegou a 11,3% no último sábado, 14, em cerca de 20 mil lojas. Alimentos básicos, como leite em pó, longa vida, massas e açúcar estão na lista dos mais procurados e enfrentam escassez.
O avanço do coronavírus em Portugal e na Espanha também provocou uma corrida aos supermercados. Em Madri e outras cidades, estabelecimentos comerciais fecharam as portas por falta de mercadorias. Além dos alimentos, os europeus estocam água mineral e papel higiênico.
Nessa quarta-feira, 18, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA – divulgou uma nota em defesa da manutenção da produção e comercialização de alimentos. “Esperamos que o Governo assegure que a cadeia de abastecimento seja protegida e garantido o seu funcionamento, com regras adequadas e com o suporte econômico que for necessário. E que as autoridades estejam atentas para impedir qualquer tentativa de manipulação ou especulação por parte de maus brasileiros”, diz a nota, assinada em conjunto com as federações da agricultura de todo o país.
Considerando que em 11 de março de 2020 a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou como Pandemia do novo Coronavírus, informamos que por medida de prevenção e contenção de riscos, e ainda com base nas orientações constantes na Carta Circular Nº 29/2020 da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Ofício Nº 22/2020/DIC/SE, do Senar – Administração Central, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas (FAEAL) e o Senar/AR/AL decidiram cancelar todos os eventos internos e viagens nacionais e estaduais nos próximos 30 dias, com o objetivo de evitar aglomerações e a saída/entrada de pessoas nas Instituições. Após este período, esta data será reavaliada.
As medidas se estendem, inclusive, às capacitações do Senar/AL, dias de campo, aulas do programa Jovem Agricultor Aprendiz (JAA), encontros presenciais do Curso Técnico em Agronegócio, bem como às ações de formação profissional rural e de promoção social, a exemplo dos Programas de Saúde do Homem e da Mulher Rural.
Contamos com a compreensão de todos.
Álvaro Arthur Lopes de Almeida
Presidente da Federação da Agricultura e do Conselho Administrativo do Senar Alagoas
O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas – reuniu técnicos de campo credenciados no programa AgroNordeste, nesta sexta-feira, 13, para explicar como acontecerão as ações de assistência técnica e gerencial oferecidas aos produtores rurais no estado. O encontro aconteceu na sede do Senar, em Maceió.
Além de explicar sobre o funcionamento do programa, a coordenadora de Assistência Técnica e Gerencial do Senar Alagoas, Luana Torres, também apresentou o Sistema de Gestão da Assistência Técnica e Gerencial – Sisateg –, onde os técnicos de campo podem agendar visitas às propriedades e cadastrar informações em relatórios.
Cada técnico de campo gerenciará um grupo de até 30 produtores e realizará visitas mensais às propriedades dos assistidos pelo programa durante um período de 2 anos. Os grupos são divididos por área de manejo.
“Se o técnico está responsável por produtores de frutas, os 30 assistidos devem ser fruticultores, pois o programa é voltado para o gerenciamento da atividade principal dessas famílias”, explica Luana Torres.
Os projetos pilotos Frutec – desenvolvido em parceria com o Sebrae Alagoas, por meio do Sebraetec – e ATeG de bovinocultura de leite, realizados respectivamente nos municípios de Santana do Mundaú e Major Izidoro, já estão em fase de finalização. Nos próximos dias, os técnicos começam a cair em campo para atender às demandas dos produtores.
Mais sobre o AgroNordeste
O plano de ações do comitê estadual do AgroNordeste prevê o investimento de R$ 110,8 milhões em diversas ações no estado, mas os recursos dependem de aprovação e disponibilização orçamentária pelo comitê central. Caso seja aprovado, será utilizado nos próximos três anos para a promoção da sustentabilidade da bovinocultura de leite na microrregião do município de Batalha, por meio de ações que proporcionem alimentação animal a custo reduzido, beneficiamento e comercialização da produção leiteira.
Objetivo foi passar mais informações sobre o ano letivo de 2020 do Curso Técnico em Agronegócio
Graziela Freitas orienta tutores
Eduarda Xavier (estagiária)
O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas – reuniu tutores da Rede e-TEC nesta quarta-feira, 11, para alinhar as ações relacionadas às novas turmas do Curso Técnico em Agronegócio. O encontro aconteceu na sede do Senar e foi ministrado pela coordenadora do Departamento Técnico, Graziela Freitas, pela coordenadora pedagógica e pelo coordenador de tutoria da rede e-TEC, Andrea Almeida e Isaac Ferreira.
“A finalidade da reunião foi explicar aos antigos e novos tutores do curso Técnico em Agronegócio quais mudanças foram realizadas nos últimos meses, visto que a cada semestre alguns pontos precisam ser revisados. A abertura do edital de credenciamento de novos tutores, a mudança dos valores nos honorários e a postura do profissional em sala de aula foram alguns dos pontos discutidos”, pontua Graziela Freitas.
As aulas das turmas nos polos dos municípios de Olho D´água das Flores e Junqueiro se iniciam neste sábado, 14. Os demais polos nas cidades de Arapiraca, Palmeiras do Índios, Penedo, Major Izidoro, Mar Vermelho e Mata Grande começarão o ano letivo no próximo dia 21. No último processo seletivo foram ofertadas 125 vagas para o estado de Alagoas, distribuídas entre os oito polos de apoio presencial.
Após lecionar para mais de 12 turmas, Isaac assumiu a Coordenação de Tutoria e hoje lidera uma equipe de 30 tutores. Ele acredita que para ser um bom tutor é necessário ter inserção técnica na área em que leciona e vivência de mercado. “É importante que os tutores estejam sempre presentes nos encontros para o planejamento de aulas e saídas de campo. Isso enriquece o trabalho”, avalia.
Ex-aluna do programa, a engenheira agrônoma e tutora Cynthiane Paulino acredita que sua experiência em sala de aula é um pouco diferente. “Eu conheço os dois lados da moeda, como tutora assumo um grande desafio ensinando algumas matérias das quais já fui aluna”, diz. Aos novos estudantes, aconselha: “Não desistam do curso, pois ele traz um grande enriquecimento profissional”.
Ex-aluna, Cythiane Paulino agora é tutora do curso
Os descontos ofertados em diversos exames variam entre 5% a 20% e valem para produtores rurais, cônjuges e filhos
O Bem+Agro, programa de vantagens do Sistema CNA, em parceria com a Clínica Diagnose traz ofertas exclusivas para produtores rurais que desejam realizar exames clínicos ou laboratoriais. Os benefícios são extensivos aos cônjuges e filhos dos produtores.
Os exames possuem descontos variados, que vão de 5% nos exames de holter e podem chegar a 20% nos exames de eletrocardiograma. A lista completa possui mais de 13 exames.
As unidades Diagnose que estão filiadas ao Bem+Agro são:
Hospital do Coração de Alagoas ( Ariosvaldo Pereira Cintra, 152 – Gruta de Lourdes, 57052-580)
Como funciona o Bem+Agro?
O programa de benefícios Bem+Agro é exclusivo para produtores com a contribuição sindical rural em dia. A adesão é gratuita e deve ser feita no site www.bemmaisagro.com.br. O programa funciona com agros – moeda virtual criada para o sistema e que pode ser trocada por ofertas e outros benefícios.
Para ganhar agros, o produtor precisa ter alguns comportamentos como se inscrever e concluir cursos do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar –; participar de eventos; navegar, interagir e ler conteúdos publicados pela CNA, federações estaduais da agricultura e pecuária, e sindicatos rurais.
No computador ou celular, o produtor acessa o extrato de agros acumulados, confere as ofertas – nacionais ou segmentadas por região – e troca moedas virtuais por benefícios, como condições especiais em empresas parceiras, a exemplo de descontos em planos de saúde, serviços laboratoriais, passagens aéreas, pneus e serviços relacionados, cursos de graduação e livros, além de acesso VIP a eventos do agronegócio, entre outros.
Valéria Arruda: “Cuidar de fazenda e lidar com peão não é um bicho de sete cabeças e a mulher se posiciona muito bem nessa função”
As mulheres têm ganhado cada vez mais espaço no meio rural e uma das justificativas é o aumento da presença feminina nas atividades do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar –, que oferece gratuitamente ações de capacitação profissional, promoção social e saúde em todo o país.
Na Assistência Técnica e Gerencial – ATeG –, que leva inovação e adoção de tecnologias para a melhoria da gestão de propriedades, são beneficiadas diretamente 7.235 produtoras rurais, 15,23% do total dos atendimentos dessa área. Ao todo, são 479 mulheres técnicas de campo que realizam o atendimento mensal aos produtores rurais na ATeG do Senar em todo o Brasil.
O público feminino também ganhou notoriedade na área de educação formal no campo. Desde 2015, o Senar oferece o curso Técnico em Agronegócio com duração de dois anos na modalidade semipresencial em mais de 100 polos de ensino em todo o Brasil. As mulheres representam 41,10% dos estudantes matriculados.
Em 2019, nas ações de formação profissional rural, promoção social e programas especiais, as mulheres responderam por 39,82% das pessoas atendidas pelo Senar.
A coordenadora de Formação Profissional e Promoção Social do Senar, Deimiluce Fontes Coaracy, explica que a instituição compreende a importância do papel da mulher no meio rural e atua para ampliar o protagonismo feminino.
“Nós temos observado que a cada ano há um crescimento de participação das mulheres nas ações do Senar. Quanto mais educação, mais informação essas pessoas recebem e mais entendimento dos seus direitos elas adquirem”, afirma Deimiluce.
A pecuarista alagoana Valéria Arruda é um exemplo do protagonismo feminino no agronegócio. Proprietária de uma fazenda no município de Olho D’Água Grande, ela decidiu participar do Mais Pasto, programa de assistência técnica do Senar Alagoas em parceria com o Sebrae, para aprimorar o gerenciamento da propriedade e melhorar a produtividade.
“O Mais Pasto foi um divisor de águas na minha vida profissional. Ele me deu um conhecimento muito grande do meu negócio e muito mais capacidade de decisão com relação à fazenda”, avalia Valéria.
Para ela, a presença feminina no agro é importante porque a mulher é bem mais detalhista que o homem. “Quando ela realiza um trabalho na sua propriedade, consegue fazer com mais organização. E também, isso é importante pra mostrar a sociedade que cuidar de fazenda e lidar com peão não é um bicho de sete cabeças e a mulher se posiciona muito bem nessa função”, comenta.
A pecuária é uma tradição familiar e Valéria Arruda convive com o meio rural desde a infância. “Na minha casa, onde meu pai vem de tradição de fazenda desde o meu avô, só nasceram filhas. Minhas irmãs procuraram outras profissões e só eu quis ser do campo. Me formei em agronomia e fui trabalhar na fazenda. No início tive bastante dificuldade porque a atividade da fazenda era gado de leite, mas depois que troquei para gado de corte não tenho mais problema”, relembra a pecuarista.
“O grande desafio é fazer o setor primário utilizando todas as tecnologias necessárias, como correção de solo para um plantio adequado, pastoreio voisin, aplicação racional de defensivos agrícolas, oferta de uma água adequada aos animais, pra que se tenha o máximo de lucratividade. E isso o Mais Pasto tem me dado. Pode não parecer, mas se o produtor não procurar tecnologia para otimizar sua atividade, ele fecha as “porteiras” e tem que procurar outro ramo de atividade”, observa Valéria.
Liderança feminina – A participação feminina em espaços de liderança do agro vem registrando aumento expressivo. Atualmente, são 105 mulheres presidentes de sindicatos de produtores rurais no Brasil.
Programa de desenvolvimento de lideranças, o CNA Jovem também apresenta uma evolução na participação feminina. Houve um salto de 32,2% na primeira edição, em 2014, para 42,7% em 2019.
Com foco na saúde preventiva, o Senar possui o programa Saúde da Mulher Rural. As ações têm como foco prioritário a educação em saúde, diagnóstico precoce, vacinação, questões de gênero, prevenção do câncer do colo do útero, da mama e de infecções sexualmente transmissíveis.
Em 2019, aproximadamente 13 mil mulheres participaram das ações do programa Saúde da Mulher Rural. Desse total, mais de 9.500 mulheres realizaram exames preventivos.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou na quinta (5) uma reunião com representantes do governo e de entidades de pesquisa para discutir o desenvolvimento de um modelo de colheitadeira para a palma forrageira, planta muito utilizada na pecuária do semiárido nordestino para alimentação dos rebanhos e resistente às condições de seca.
Esta é uma das prioridades das federações de agricultura e pecuária do Nordeste por ser uma demanda dos produtores rurais da região. O vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas (Faeal), Edilson Maia, é o idealizador da colheitadeira. Ele participou das discussões em Brasília e destacou a importância da palma para o semiárido.
“Discutimos este projeto há mais de dois anos e agora estamos iniciando o desenvolvimento da máquina para atender a toda a região. A colheita da palma hoje é manual, um processo difícil, e essa tecnologia proporcionará bem-estar humano e ganhos econômicos”, destaca Maia.
Vice-presidente da Faeal, Edilson Maia é o inventor da colheitadeira
Segundo o vice-presidente da CNA e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa/PB), Mário Borba, a mecanização da colheita vai dar mais eficiência aos produtores e reduzir os custos de produção da cactácea. A ideia é finalizar o projeto ainda neste ano.
“A palma é a matéria-prima principal da pecuária e há grande demanda pelo seu uso. Então, precisamos criar novas tecnologias para a colheita a um custo acessível para pequenos e médios produtores, no sentido de viabilizar a pecuária no semiárido”, afirma Borba, responsável por coordenar as discussões relativas a palma na CNA.