Reunião discute plano para erradicação da febre aftosa

Reunião acontece na sede da Federação da Agricultura e Pecuária

Servidores do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), médicos veterinários do Serviço Estadual, professores e alunos de Medicina Veterinária, representantes do setor produtivo e profissionais liberais participam, hoje (11) e amanhã, da 2ª Reunião do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA) do bloco III, composto por Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte.

O  encontro acontece na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas (Faeal) e é uma realização do Mapa e do Governo de Alagoas, por meio da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal). O objetivo é apresentar ao setor produtivo as novas estratégias do PNEFA, expor os desafios para a erradicação da febre aftosa, discutir a consolidação da condição sanitária e a ampliação das zonas livres sem vacinação.

“É importante verificar a situação animal dos estados do Nordeste. Naturalmente, estamos curiosos para saber como Alagoas está e, a partir daí, verificar o que o setor produtivo pode fazer para, caso esteja bem, melhorar ainda mais; caso não esteja no mesmo nível dos demais estados, reunir o governo e outras instituições e discutir estratégias para que Alagoas alcance o seu lugar de normalidade na sanidade animal”, afirma o presidente da Faeal, Álvaro Almeida.

“Precisaremos conhecer a realidade do nosso território para que tenhamos a capacidade de criar instrumentos de participação compartilhada, através de uma gestão eficiente, inovadora, para assegurar a sustentabilidade econômica, técnica e financeira no atendimento ao Programa Nacional de Prevenção e Erradicação da Febre Aftosa”, ressalta o superintendente do Mapa em Alagoas, Alair Correia.

Gestores da Adeal, Mapa, Faeal e Seagri compuseram a mesa de abertura do evento

O Programa

O PNEFA foi criado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento como estratégia para que o Brasil seja reconhecido internacionalmente como país livre da febre aftosa sem vacinação a partir de 2023. O plano dividiu os estados da federação em cinco grandes blocos de transição de status sanitário.

Alagoas está no terceiro bloco e precisa ser reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como zona livre sem vacinação em 2022. Porém, Bahia e Sergipe estão no quarto bloco, cujo prazo de transição se estende até o primeiro semestre de 2023, ou seja, um ano depois. A situação preocupa, pois caberá à Adeal fazer a fiscalização para impedir que o gado não vacinado nos estados vizinhos entre em Alagoas – e a agência não dispõe de infraestrutura ou equipes suficientes.

Um comparativo entre os anos de 2013 e 2019 aponta um déficit de 179 profissionais na Adeal. São 16 médicos veterinários, 11 engenheiros agrônomos, 31 técnicos agrícolas, 38 guardas sanitários, 81 auxiliares administrativos, três assessores jurídicos e um técnico de TI a menos.

O diretor-presidente da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas, Carlos Mendonça Neto, destacou a importância do apoio de outras instituições, a exemplo da Faeal. “Esse apoio é fundamental, pois a Adeal trabalha justamente para a saúde pública, para a população e para a classe produtora”, ressaltou.

Presidente da Federação da Agricultura de Sergipe, Ivan Sobral marcou presença na reunião

Outros estados

A reunião em Maceió conta com a participação de representantes de instituições de outros estados do Nordeste. O presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de Sergipe, Ivan Sobral, fez questão de acompanhar as discussões em Maceió. “É importante participar desse alinhamento de ações que contribuirá para que a carne brasileira seja mais valorizada no mercado exterior”, reconhece.

Senar e Sebrae alfabetizam 375 trabalhadores rurais em Alagoas

Alfabetização é um dos 300 cursos previstos em convênio de cooperação técnica que busca capacitar mais de 5,5 mil alagoanos em três anos

Aos 59 anos, Zé Pedreiro escreve o próprio nome, mas não reconhece as letras 
Álvaro Müller – Publicado na GazetaWeb
 
Às vésperas de completar 60 anos, José Sebastião dos Santos, o “Zé Pedreiro”, escreve o próprio nome com dificuldade. E só. Não lê, não interpreta, não reconhece uma letra sequer. Não sabe escrever mais nada. Morador de São Luis do Quitunde, município localizado a 54 quilômetros da capital Maceió, Seu Zé começou a trabalhar ainda menino, cortando cana. Nunca frequentou a escola, mas, agora, finalmente, ganhou a oportunidade de se alfabetizar.
 
“Se eu conhecer as letra, vou ler um pouquinho e escrever outras coisa. Sinto muita falta disso, porque se meu pai tivesse me colocado na escola, eu novo, hoje podia ser que eu tivesse numa melhor hora”, reconhece Zé Pedreiro. Ele é um dos 375 alunos do curso de Alfabetização de Jovens e Adultos oferecido em dez municípios alagoanos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas –, em parceria com o Sebrae AL.
 
O curso é uma das ações previstas no Convênio de Cooperação Técnica e Financeira 01/2019, firmado entre as duas instituições com o objetivo de viabilizar o projeto de qualificação técnica para o segmento do agronegócio, melhorar o desempenho nas ocupações e ampliar os níveis de produtividade dos pequenos produtores rurais.
 
As aulas começaram nessa segunda-feira, 3, e a duração do curso é de seis meses, numa carga horária de 300 horas. Ao todo, 15 turmas estão distribuídas nos municípios de Arapiraca; Igaci; Igreja Nova; Major Izidoro; Mata Grande; Palmeira dos Índios; Pindoba; Poço das Trincheiras; Santana do Ipanema; e São Luis do Quitunde. Os estudantes foram selecionados pelos professores, que moram nas comunidades onde ministram as aulas.
 

 
“É muito gratificante quando a gente vê um aluno sair daqui sabendo assinar o próprio nome, é uma alegria indescritível”, afirma a professora Maria Nazaré, que leciona para os 25 alunos de São Luís do Quitunde, na Escola Municipal Divino Redentor, povoado Alto da Cohab. Na sala de aula, algumas crianças dividem espaço com os adultos. Acompanham os pais, agricultores que não têm com quem deixar seus filhos, mas não desistem dos estudos.
 
“Essa é uma prova de que a comunidade abraçou o projeto e eu espero que durante esses seis meses essas pessoas saiam daqui alfabetizadas, pois isso gerará outras oportunidades na vida delas”, avalia a mobilizadora do Senar em Quitunde, Eglantine Mendonça.
 
“Ao aplicar uma metodologia de educação profissional voltada para o ensino da leitura, escrita, interpretação e focada para uma ação integrada de releitura do mundo do trabalho, o curso favorece a profissionalização e a inclusão social de trabalhadores rurais sem escolaridade”, ressalta a coordenadora pedagógica do Senar, Graziela Freitas.
 
Turma de Alfabetização de São Luis do Quitunde
Outros cursos
Assinado no último mês de janeiro, o convênio do Sebrae e Senar tem o apoio da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas – Faeal – e prevê a realização de 300 cursos de qualificação profissional e alfabetização para a população do campo, nos 102 municípios alagoanos. A meta é capacitar 5.505 micro e pequenos produtores, trabalhadores rurais e familiares, em três anos.
 
Além da alfabetização, outros treinamentos envolverão diversas áreas, como artesanato; apicultura; avicultura; bovinocultura do leite; ovinocultura; suinocultura; piscicultura; industrialização de doces; laticínios; processamento de mandioca; hortaliças e frutas; olericultura; controle de pragas e doenças; fruticultura; mecanização agrícola; cultura da cana; informática básica; e administração rural.
 
O Senar é responsável pela execução do projeto, o que inclui contratação de instrutores, inscrição dos alunos, realização das capacitações, avaliação dos resultados e prestação de contas. Já o Sebrae, além de repassar recursos financeiros, supervisionará, acompanhará e auxiliará no desenvolvimento dos trabalhos técnicos.
 
O último convênio desta magnitude firmado entre as duas instituições em Alagoas, no ano de 2015, contou com a participação de 5.135 alunos. O índice de aprovação foi superior a 85%.

Faeal sedia encontro do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa

Gestores da Adeal, Mapa e Faeal discutem detalhes do evento

Texto: Paula Nunes – Ascom/Adeal

Nos dias 11 e 12 de junho, Alagoas recebe a 2ª Reunião do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA) do bloco III, composto por Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte. O  encontro é uma realização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e do Governo de Alagoas, através da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal). A reunião será realizada no auditório da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas (FAEAL), a partir das 8h.

O evento visa apresentar ao setor produtivo as novas estratégias do PNEFA, além de expor os desafios enfrentados na erradicação da Febre Aftosa, consequentemente, discutir sobre a consolidação da condição sanitária conquistada pelo Estado. Prevê, além disso, discutir pautas para ampliar as zonas livres sem vacinação.

O Plano Estratégico foi criado pelo MAPA para enfrentar os desafios da erradicação da Febre Aftosa, e consolidar a condição sanitária conquistada no país para contribuir com a proteção do patrimônio pecuário nacional, produzindo o máximo de benefícios aos atores envolvidos e toda sociedade brasileira. “Convidamos os presidentes das federações da agricultura de outros estados para participar desta discussão sobre um tema tão importante e que exige o empenho de todos”, ressaltou o presidente da Faeal, Álvaro Almeida. 

Carlos Mendonça Neto, diretor-presidente da Adeal, explicou que o objetivo do encontro é discutir sobre pautas importantes sobre a doença. “É uma oportunidade ímpar para analisar a situação de todo o Bloco, junto aos demais estados pertencentes, e ter a oportunidade de alinhar metas em conjunto”, explicou.

O evento será realizado para um público-alvo específico; servidores do MAPA, médicos veterinários do Serviço Estadual, Instituições de Ensino da Medicina Veterinária, Entidades de Classe, Setor produtivo, Associações, profissionais liberais, Laboratórios, entre outros dos estados de AL, CE, MA, PB, PE, PI e RN, são convidados a participar do encontro.

O evento visa apresentar ao setor produtivo as novas estratégias do PNEFA, além de expor os desafios enfrentados na primeira etapa da campanha contra a Febre Aftosa de 2019 e, consequentemente, discutir sobre a consolidação da condição sanitária conquistada pelo Estado. Prevê, ainda, discutir pautas para ampliar as zonas livres sem vacinação.

O Plano Estratégico foi criado pelo Mapa para enfrentar os desafios da erradicação da Febre Aftosa, e consolidar a condição sanitária conquistada no país para contribuir com a proteção do patrimônio pecuário nacional, produzindo o máximo de benefícios aos atores envolvidos e toda sociedade brasileira.

O encontro reúne dirigentes dos órgãos de defesa dos estados que formam o bloco três: Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte. “Estamos convidando os presidentes das federações da agricultura dos outros estados para participar desta discussão sobre um tema tão importante e que exige o empenho de todos”, ressaltou o presidente da Faeal, Álvaro Almeida. O evento reúne ainda representantes do setor político, setor produtivo, setor industrial, sindicatos, entidade de fiscalização do exercício profissional, além do corpo técnico do Mapa das superintendências estaduais.

Carlos Mendonça Neto, diretor-presidente da Adeal, explicou que o objetivo do encontro é discutir sobre pautas importantes sobre a doença. “É uma oportunidade ímpar para analisar a situação de todo o Bloco, junto aos demais estados pertencentes, e ter a oportunidade de alinhar metas em conjunto”, ressaltou.

O evento será realizado para um público-alvo específico; servidores do Mapa, médicos veterinários do Serviço Estadual, instituições de ensino da Medicina Veterinária, entidades de classe, setor produtivo, associações, profissionais liberais, Laboratórios, entre outros.

Comissão da Cana aponta necessidade de mudanças na definição de preços

Reunião foi realizada na sede da Asplana

A Comissão da Cana-de-Açúcar da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas (Faeal) apresentou o resultado de estudos econômicos sobre a sistemática de definição de preços da cana alagoana, durante reunião promovida na última terça-feira, 4, na sede da Associação dos Produtores de Cana de Alagoas (Asplana).

O encontro reuniu grandes produtores, a exemplo de Luiz Jatobá, do município de São Miguel dos Campos, e gestores de outras instituições como a Cooperativa Pindorama, a Cooperativa dos Produtores Rurais do Vale do Satuba (Coopervales) e a Cooperativa de Crédito Rural dos Plantadores de Cana de Alagoas (Coplan). Os estudos foram apresentados pelo engenheiro agrônomo Luiz Carlos Jatobá Filho, mestre em Proteção de Plantas pela Ufal com MBA em Gestão do Agronegócio pela USP.

O presidente da Comissão de Cana da Faeal, Vinícius Cansanção, destacou que é necessário atualizar as fórmulas de cálculo de preços do Conselho de Produtores de Cana-de-Açúcar (Consecana) em Alagoas. “Esse é um dos itens que tem nos chamado a atenção. São fórmulas antigas, utilizadas desde que o Consecana foi criado, e nós estamos mostrando esses estudos que fizemos para tentar levar às indústrias uma proposta que melhore a receita para o fornecedor”, avalia.

Edgar Filho, da Asplana, e Vinícius Cansação, da Comissão da Faeal

O presidente da Asplana, Edgar Filho, ressaltou a importância de se discutir iniciativas e ações que melhorem a receita para o produtor da cana. “Tudo que vem para somar é importante. A Asplana sempre participa das discussões que são de interesse dos fornecedores de cana, isso é importante para a nossa classe e estamos aqui para ouvir as ideias, encaminhar e representar os produtores, como sempre fazemos, tanto na Consecana quanto na parte política e de gestão da empresa, em Brasília também”, afirma.

Reinstalada

A Comissão da Cana-de-Açúcar da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas foi reinstalada a pedido de um grupo de produtores de Teotônio Vilela, Coruripe e região. As atividades foram retomadas no último mês de fevereiro e, desde então, a comissão vem realizando reuniões para discutir estratégias que melhorem a receita dos fornecedores de cana.

“Reativamos a comissão justamente para que essas discussões aconteçam e opiniões e ideias sejam colocadas, com o objetivo de obter um melhor relacionamento de preços entre os produtores e as indústrias do estado de Alagoas. A participação de entidades de associação de classe, como a Asplana, e das cooperativas de agricultores como Pindorama, Coopervales e Coplan, é importante e a Federação não poderia deixar de incentivar esses momentos para o nosso segmento da cana-de-açúcar”, diz o presidente da Faeal, Álvaro Almeida.

Faeal presta contas das suas atividades em 2018 e apresenta proposta orçamentária para 2020

Reunião aconteceu na sede da Faeal

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas realizou, nesta quinta-feira, 30, a reunião de prestação de contas de 2018 e apresentação da proposta orçamentária para 2020. Dirigentes da entidade e presidentes de sindicatos rurais participaram do encontro, na sede da Faeal, bairro do Jaraguá, em Maceió. Profissionais do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas – também apresentaram iniciativas como os programas Mais Pasto e o Bem+Agro.

O presidente da Federação, Álvaro Almeida, ressaltou o trabalho que vem sendo realizado em defesa dos direitos e interesses dos produtores rurais, com o objetivo de fortalecer o setor que mais contribui para o desenvolvimento do estado e do país. “Imbuída deste propósito, a Faeal registrou lutas e conquistas importantes ao longo de 2018 e neste primeiro trimestre de 2019”, ressalta.

Almeida lembra que, diante de dificuldades como aquisição do milho, falta d’água em alguns municípios e, principalmente, do problema do endividamento dos produtores, a Faeal não mediu esforços para que as instituições bancárias cumprissem as leis 13.340/2016 e 13.606/2018, de liquidação de dívidas rurais.

“O Banco do Nordeste cumpriu a legislação; o Banco do Brasil, inicialmente, alegou falta de orçamento e, após diversas solicitações, criou uma normativa própria, chamou os produtores para negociar e estendeu o prazo de sete para até doze anos, com carência de um a três”, comenta o presidente da Faeal.

No campo das políticas públicas, a Federação da Agricultura segue acompanhando e provocando o Governo do Estado para que atenda às propostas de melhorias para o agronegócio alagoano.

“Demos sugestões para melhorar a confiabilidade no sistema de emissão eletrônica da Guia de Trânsito Animal (GTA); reativar os matadouros municipais lacrados para o escoamento da produção de gado de corte; manter e ampliar o programa de incentivo à produção de grãos; transformar o programa do leite em política de estado com verbas próprias; ampliar a disponibilização de máquinas agrícolas para associações e sindicatos rurais, entre outras demandas”, exemplifica Álvaro Almeida.

O presidente da Faeal também destaca a articulação junto à ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que em visita a Alagoas recebeu uma pauta de reivindicações do setor produtivo, com sugestões de medidas para reduzir o endividamento rural no Nordeste, promover a retomada do crescimento na produção da cana-de-açúcar, o desenvolvimento da pecuária e da agricultura familiar.

“Uma das demandas consideradas prioritárias é o apoio do Governo Federal para a conclusão das obras do Canal do Sertão, que estão cerca de 50% concluídas. Acreditamos que sua conclusão possibilitará o surgimento de um polo de fruticultura com alto nível de geração de impostos, emprego e renda”, observa o presidente da Federação da Agricultura.

Medidas também foram sugeridas à ministra para a retomada do crescimento na produção canavieira em Alagoas, o que inclui a inserção da cana-de-açúcar na Política de Garantia de Preços Mínimos, com preço fixado pelo Governo Federal, a partir de uma base regional e custos levantados, e a criação de um programa de recuperação da lavoura canavieira do estado, que, diante da crise no setor, teve nove unidades produtivas fechadas e caiu de segundo para sétimo maior produtor do país. 

Álvaro Almeida ao lado do vice-presidente, Edilson Maia

Comercialização de leite

Mais recentemente, diante da possibilidade de queda drástica na venda do leite in natura para Pernambuco, que passou a recolher 6%, além dos 12% de ICMS para indústrias do ramo de laticínios que comprarem o produto de Alagoas, a Faeal atendeu ao pleito do Sindileite, recorreu ao governador Renan Filho e solicitou a intercessão, junto ao governador pernambucano, para que não adote medidas que inibam a entrada do nosso leite no estado vizinho. “A nossa sugestão é de que Alagoas conceda isenção momentânea do ICMS pago na saída do leite in natura”,afirma Álvaro Almeida.

A partir do entendimento de que todo produtor rural é importante, independentemente da sua escala de produção, a Federação da Agricultura também iniciou uma campanha forte de mobilização em torno da necessidade de criação de um projeto de barragens subterrâneas, capitaneado pelo Governo do Estado, que garanta água o ano inteiro nas regiões mais secas e, consequentemente, a geração de emprego e renda para pequenos agricultores e seus familiares. Após a provocação da Faeal, as barragens hoje vêm sendo discutidas na Assembleia Legislativa e começam a ser enxergadas como prioridade pelo Governo do Estado.

“Esses são apenas alguns exemplos de lutas travadas e conquistas alcançadas em nosso honroso papel de proteger os produtores rurais de Alagoas, homens e mulheres que contribuem, diariamente, para o desenvolvimento da sociedade. Não há dúvidas de que seguiremos firmes neste propósito, dispostos a enfrentar e superar toda e qualquer dificuldade que encontrarmos no caminho”, garante o presidente da Faeal.

Cursos no campo: Senar AL orienta mobilizadores

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas – reuniu mobilizadores nesta segunda-feira, 28, para repassar instruções sobre o trabalho de mobilização de alunos para os 300 cursos ofertados em parceria com o Sebrae AL, em todo o estado, por meio do Convênio de Cooperação Técnica 01/2019. A Reunião aconteceu na sede do Senar, no bairro Jaraguá, em Maceió.

A parceria visa capacitar 5.505 micro e pequenos produtores, trabalhadores rurais e familiares. Os treinamentos envolverão diversas áreas, como artesanato; apicultura; avicultura; bovinocultura do leite; ovinocultura; suinocultura; piscicultura; industrialização de doces; laticínios; processamento de mandioca; hortaliças e frutas; olericultura; controle de pragas e doenças; fruticultura; mecanização agrícola; cultura da cana; informática básica; e administração rural.

Produtores ainda podem fazer a Contribuição Sindical Rural

O prazo oficial para o pagamento da Contribuição Sindical Rural encerrou no último dia 22, mas os produtores alagoanos que quiserem contribuir para que o Sistema CNA continue fazendo a defesa dos seus direitos e interesses, ainda podem imprimir a segunda via do boleto no site https://www.cnabrasil.org.br/2-via-contribuicao-sindical e efetuar o pagamento sem incidência de juros.

O processo de emissão é simples e rápido. Basta preencher os campos com CPF ou CNPJ e ano de exercício 2019 ou 2018. Para emitir as guias de anos anteriores, o produtor deve entrar em contato com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas – Faeal – pelos telefones (82)3217-9824 / 9825 ou (82)98889-4087 (WhatsApp).

Apesar de facultativa, a Contribuição Sindical Rural fortalece ainda mais a representatividade do produtor rural pelo Sistema CNA. Em 2018, as conquistas foram grandes. Confira alguns exemplos:

Renegociação de dívidas – O Governo Federal atendeu à reivindicação do sistema CNA e autorizou a prorrogação, até 30 de dezembro de 2019, para a concessão de benefícios para renegociação ou liquidação de dívidas de operações e crédito rural contratadas por produtores que vivem nas áreas de atuação a Sudene e da Sudam. A CNA e o Senar também assinaram um acordo de cooperação técnica com o Banco do Nordeste (BNB), para realizar mutirões de renegociação de dívidas de produtores rurais, buscar ações integradas que facilitem e ampliem o acesso dos produtores ao crédito rural e à Assistência Técnica e Gerencial (ATeG).

Seguro Rural – Propostas importantes da CNA foram incluídas no Plano Trienal do Seguro Rural 2019/2021, como a subvenção de 40% para o seguro faturamento e o aumento do nível mínimo de cobertura das apólices amparadas pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), de 60% para 65%. O objetivo é aumentar o tamanho da área agrícola no país protegida por este instrumento.

Terceirização – A CNA atuou junto ao Congresso Nacional para viabilizar a aprovação do PL 4.302/98, que culminou com a aprovação da nova Lei nº 13.429/17, que autoriza a terceirização de serviços por pessoa física. A aprovação representa um avanço importante nas relações entre empregadores, trabalhadores e mercado de trabalho. No setor agropecuário, contribui não só para reduzir os custos do produtor rural, mas também para aumentar a oferta de empregos.

Importação de leite em pó – A CNA abriu o processo de renovação dos direitos antidumping para o leite em pó importado da União Europeia e Nova Zelândia, com o intuito de defender o produtor rural brasileiro de práticas desleais de comércio. Para transformar o Brasil em grande exportador de produtos lácteos, a Confederação também realizou missão à China, com empresários do setor, para buscar novas oportunidades comerciais naquele grande mercado, e realizou estudos de ganhos tributários para as empresas exportadoras.

Exportação de gado vivo – A CNA conseguiu, junto ao Poder Judiciário, garantir a manutenção do embarque de gado vivo para importantes países compradores. Para isso, protocolou ação no Supremo Tribunal Federal e conseguiu derrubar a lei que proibia o transporte de animais vivos nas proximidades do Porto de Santos. Isso deu ao produtor rural brasileiro a segurança jurídica para abrir mais possibilidades de negócios com outros países.

Tabelamento de frete – Resultado da paralisação dos caminhoneiros, o tabelamento do frete provocou a reação imediata do setor produtivo. A CNA entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no STF, defendendo o fim da medida, por entender que fere a libre concorrência. A CNA também recorreu ao próprio STF para suspender a manutenção das multas aplicadas por eventual descumprimento da tabela até o julgamento da matéria, que deve ocorrer em 2019.

Plano Agrícola e Pecuário – O Governo Federal atendeu à maioria das demandas construídas pela CNA, juntamente com as federações de agricultura e pecuária, e apresentadas para o Plano Agrícola e Pecuário 2018/2019. Destaque para a redução dos juros de várias linhas de financiamento, como as de custeio, construção de armazéns, inovação tecnológica e recuperação de áreas de preservação permanente e reserva legal. Outro pleito obtido pela CNA foi o volume de R$2,6 bilhões para o apoio à comercialização.

Rastreabilidade – A CNA criou uma plataforma digital para ajudar os produtores a cumprir normas de rastreabilidade de frutas e hortaliças no país, atendendo a uma exigência do Ministério da Agricultura e da Anvisa. Na AgriTrace Rastreabilidade Vegetal, o produtor terá de fornecer dados pessoais, além de informações sobre a produção e a propriedade. Na pecuária, a CNA já oferece esta plataforma para rastreabilidade animal, que reúne informações detalhadas sobre raça, sexo, comercialização e trânsito dos animais, agregando valor ao produto.

Cadastro Ambiental Rural (CAR) – A CNA solicitou ao governo a prorrogação do prazo para o produtor rural fazer seu cadastro ambiental rural (CAR), que venceria em 31 de maio de 2018. O prazo foi estendido até 31 de dezembro, garantindo ao produtor os direitos de acesso ao Programa de Regularização Ambiental (PRA), crédito rural e consolidação das áreas produtivas.

Senar realiza mais uma edição dos programas de saúde em Junqueiro

A população rural do município de Junqueiro teve a oportunidade de participar de mais uma ação dos programas de Saúde da Mulher e do Homem promovidos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas. As ações aconteceram na última sexta-feira, 24 de maio, nas unidades básicas de saúde dos povoados São Benedito e Retiro.

Os programas de saúde têm o apoio da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas – Faeal – e são realizados em parceria com a Sociedade Brasileira de Urologia, prefeituras e sindicatos rurais dos municípios. O objetivo principal é combater o câncer de mama, próstata e pênis, entre outras doenças. Além de palestras, os homens e mulheres do campo recebem orientações e fazem exames preventivos.

“Um homem no Brasil recebe a notícia de que tem câncer de próstata a cada sete minutos; um homem morre por esta doença a cada 40 minutos. 25% dos portadores de câncer da próstata morrem devido a doença e 20% são diagnosticados em estágios avançados. Não é possível evitar a doença, mas é possível diagnosticá-la precocemente. Com o diagnóstico precoce, as chances de cura são de 90%”, explica o urologista Mário Ronalsa Brandão Filho, durante palestra.

Após assistir à palestra do urologista, o agricultor José Alves da Silva decidiu fazer os exames de PSA e toque retal pela primeira vez – aos 67 anos. “Agora eu vejo que é importante fazer, porque se tiver a doença, a pessoa pode se cuidar logo”, diz. Aos 19 anos, a estudante de Pedagogia Vanice Soares dos Santos aproveitou a oportunidade para fazer o exame de citologia. “Para mim é importante porque posso me prevenir contra várias doenças”, afirmou.

Toda a ação foi acompanhada pelo presidente da Federação da Agricultura e do Conselho de Administração do Senar AL, Álvaro Almeida; o prefeito de Junqueiro, Carlos Augusto; e a presidente do Sindicato Rural do município, Morgana Tavares. “É muito importante essa parceria em prol da atenção à saúde da mulher e do homem, este é um dia muito especial e nós só temos a agradecer”, diz Carlos Augusto.

“Trouxemos as ações para comunidades que realmente precisam desse atendimento e estamos avançando no sentido de trazer mais benefícios para essas pessoas”, avalia Morgana Tavares. “Isso é muito importante para nós e, principalmente, para a população de Junqueiro. Estamos mais uma vez satisfeitos e com a certeza de que seguimos cumprindo com a nossa obrigação nesse aspecto de cuidar da saúde do homem e da mulher do campo”, comenta o presidente Álvaro Almeida.

Técnicos em Agronegócio recebem diploma em Palmeira dos Índios

O Serviço Nacional de Aprendizagem – Senar Alagoas – entregou o certificado de conclusão dos curso Técnico em Agronegócio para 12 profissionais do município de Palmeira dos Índios. A solenidade aconteceu na manhã desse sábado, 25, na sede do Sindicato Rural do município.

O curso Técnico em Agronegócio tem carga horária de 1.230 horas. 80% das atividades são realizadas a distância e 20% em aulas presenciais. O objetivo é formar profissionais que contribuam para aumentar a eficiência do mercado agrícola e industrial. 

Por meio de técnicas de gestão e de comercialização, o técnico em Agronegócio atua na execução de procedimentos para planejar e auxiliar na organização e controle das atividades de gestão do negócio rural.

O zootecnista Tarcísio Ferro recebeu o diploma acompanhado da família

Aos 38 anos, o zootecnista Tarcísio Ferro Costa Filho fez do curso Técnico em Agronegócio do Senar uma oportunidade de ampliar a área de atuação. “Hoje eu já sou instrutor de outra turma, já dei aulas de Produção Animal e Logística da Produção, só tenho a agradecer por todo o conhecimento que adquiri ao longo desse período”, reconhece.

Dayse Carolynne Ferreira de Melo, 21, é esteticista e encontrou no curso Técnico em Agronegócio uma oportunidade para percorrer novos caminhos profissionais. “O agro é uma área muito ampla, então, eu ainda estou estudando onde vou atuar”, diz.

“Esse curso representa a chance de melhorar currículo e de conseguir emprego para muitas pessoas que chegaram aqui sem o mínimo conhecimento da área”, observa a coordenadora do polo do Senar em Palmeira dos Índios, Milena Gabriela Tavares Duarte Pradines.

Nielson Correia Barros, presidente do Sindicato Rural, ressalta parceria

Parceria

Oferecido pela rede e-Tec, o curso é uma parceria do Senar com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas – Faeal – e os sindicatos rurais dos municípios. 

“Essa parceria é muito importante e a nossa expectativa é ampliar, até porque precisamos chegar cada vez mais às comunidades que não têm tanto acesso à educação, e os projetos do Senar são fundamentais para que isso aconteça”, comenta o presidente do Sindicato Rural de Palmeira dos Índios, Nielson Correia Barros.

Andrea Almeida, coordenadora pedagógica, fala para os alunos ao lado da coordenadora do polo de Palmeira, Milena Pradines

Segundo a coordenadora pedagógica da Rede e-Tec no Senar Alagoas, Andrea Almeida, a participação dos sindicatos é decisiva para o sucesso dos projetos. “São eles que estão na linha de frente, junto às comunidades, mobilizando, mostrando a importância e trazendo para nós aquelas pessoas que realmente estão dispostas a aprender”, analisa.

Abraçaço: alunos do JAA homenageiam professora na Usina Caeté

Professora Rita recebe carinho dos estudantes

Foram dois meses e meio de convivência e a construção de conhecimentos e laços afetivos para a vida inteira. A despedida, portanto, não poderia ser diferente. Na última terça-feira, 21, estudantes do curso de Eletricista Rural, da Usina Caeté, município de São Miguel dos Campos, celebraram o encerramento dos módulos de competências básicas com homenagens à professora Rita de Cássia de Lima Gouvea. Discursos, lágrimas e um abraço coletivo deram o tom de uma manhã repleta de gratidão e reconhecimento.

O curso é um dos ofertados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas – por meio do Programa Jovem Agricultor Aprendiz. Cerca de 700 pessoas já foram capacitadas no Estado, desde 2012. Nesta turma da Usina Caeté, a professora Rita de Cássia lecionou os módulos de Comunicação, Matemática, Cidadania, Qualidade de vida, Competência Interpessoal, Princípios da Qualidade e Gestão Empreendedora. Agora, os 21 estudantes seguem até o mês de setembro, tendo aulas de informática e conhecimentos específicos.

“Cada passo da nossa caminhada nos levou a este ponto em que derramamos lágrimas, não por estarmos tristes, mas por termos vivido momentos tão felizes que sentiremos falta. As lágrimas são de desejo de quero mais, porque a professora não estará com a gente. Não vamos mais tê-la, mas vamos senti-la em nosso coração”, afirmou o aluno Ismael Santos Ferreira, 19 anos.

Muita emoção na despedida

A história de vida da professora também serve de inspiração para os estudantes. “A menina que queria uma boneca, mas não pôde ter; a adolescente que comia broa com água; a mãe que teve filho, mas não teve filhas e trata as suas alunas como se fossem; a guerreira que enfrenta o mundo de cabeça erguida e sorriso na cara é uma vencedora e nos ensinou que o mundo nos devolve o que somos”, disse Ismael.

Rita de Cássia retribuiu o carinho dos estudantes. “Neste período, fui muito amada e acredito que a gente exala o que recebe. Vocês são especiais, únicos, fazem parte da minha vida. Por meio do Senar, eu consigo realizar minha missão de fazer as pessoas felizes”, comentou.

“Gosto de formar essas turmas, esses jovens, na flor da idade, com esse brilho no olhar. É tão lindo ver vocês entrando na sala de aula! Muito obrigado por tudo, cada palavra, cada gesto eu guardo dentro do meu coração. Amo vocês e lembrem-se da sua capacidade de fazer o que quiserem. Nunca acreditem nas pessoas que dizem que vocês não podem. Vocês podem tudo”, ressaltou Rita.

Turma do JAA na Usina Caeté com a professora Rita

Pedro Antônio Correia da Silva, 19, sabe bem que os sonhos são possíveis. Recém-aprovado no vestibular para Engenharia Elétrica, o jovem reconheceu o quanto o incentivo da professora Rita de Cássia foi importante. “Ela sempre cobrou bastante da turma e mostrou que nós somos capazes de fazer tudo. Lembro de uma dinâmica em que a gente tinha que desenhar com os pés, todo mundo disse que não conseguiria, mas ela insistiu e nós fizemos”, rememorou.

Segundo Pedro, a professora Rita é como uma mãe. “Quando estávamos mal, para baixo, ela perguntava o que a gente tinha, o que precisava, se era problema em casa. Eu acho que isso é uma forma de amor, pois muitas vezes não temos alguém que se importe tanto com a gente como ela sempre se importou, desde o primeiro dia em que entrou aqui”, reconheceu.

Alunos produziram vídeo em homenagem à professora

“Agradeço à professora Rita pelo trabalho maravilhoso que faz nos momentos em que está conosco. Trabalhamos com aprendizagem há dez anos na Usina Caeté e isso nos deixa muito felizes, pois, além de cumprir as leis, estamos formando jovens. Que esses estudantes aproveitem tudo o que viveram, pois isso vai contribuir significativamente na vida profissional deles”, ressaltou a gerente de Gestão de Pessoas da Usina Caeté, Marta Santos.

A Caeté já qualificou 206 jovens e, hoje, cerca de 26% desses ex-aprendizes são funcionários da empresa. “O percentual poderia ser maior, mas alguns passaram em concurso público, tiveram outras oportunidades ou foram morar em outro local. Portanto, o programa é maravilhoso, tanto para esses alunos quanto para nós, que ganhamos a possibilidade de ter jovens mais preparados fazendo parte dos seus quadros”, avaliou Marta.

Rita de Cássia agradece e retribui o carinho dos alunos