CNA reúne governo e secretários de Agricultura para debater assistência técnica no Brasil

Presidente da Faeal, Álvaro Almeida, e o secretário de Estado da Agricultura, Ronaldo Lessa, participaram do evento em Brasília

Brasília (21/05/2019) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) reuniu representantes da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), do Ministério da Agricultura e secretários estaduais de Agricultura para debater um projeto de assistência técnica para o Brasil.

O encontro aconteceu na terça (21), na sede da entidade, em Brasília e contou com a participação do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas (Faeal), Álvaro Almeida, entre outros dirigentes de federações, do secretáriod e Estado da Agricultura, Pesca e Aquicultura de Alagoas, Ronaldo Lessa, e do diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Daniel Carrara.

O presidente da CNA, João Martins, destacou a importância da assistência técnica para levar tecnologia aos produtores rurais brasileiros e criar uma nova classe média rural no País. Ele apresentou a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e elogiou a proposta do Ministério da Agricultura de impulsionar o serviço.

“Não tem outra saída. Nós temos que levar tecnologia para campo e tecnologia você só leva com assistência técnica. Isso, hoje, já é indiscutível entre todos os secretários de Agricultura e fico muito feliz porque o ministério tomou isso como prioridade”, disse João Martins.

Presidente da CNA, João Martins, destaca a importância da assistência técnica para levar tecnologia aos produtores rurais brasileiros

Segundo o presidente da CNA, a metodologia desenvolvida pelo Senar poderá complementar o trabalho que será realizado nos estados. A ATeG já atende 100 mil propriedades no Brasil e a meta é alcançar 400 mil produtores rurais brasileiros até 2021.

“O Senar é um instrumento importante nesse processo. É uma bandeira da CNA e do Ministério transformar o pequeno agricultor em um médio agricultor e isso só vai acontecer se nós dermos a ele as condições através da assistência técnica”, afirmou o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Marcos Montes.

O presidente da Anater, Ademar Silva Junior, comparou a importância da assistência técnica com a de um médico para o produtor rural. Na opinião dele, o serviço é essencial para produzir mais, ter ganhos de rentabilidade e melhorar a qualidade de vida.

“Faremos todos os esforços necessários para ir até dentro das propriedades, em especial daquele agricultor familiar, que é quem mais necessita sair da linha de pobreza. Vamos fazer a melhor assistência técnica que esse Brasil já viu”, declarou o presidente da Anater.

Indicados pela Faeal tomam posse no Conselho Tributário Estadual

Vitor Di Guaraldi e Santino Soares (ao centro) são os indicados da Federação da Agricultura e Pecuária

Os novos membros do Conselho Tributário Estadual (CTE) de Alagoas foram empossados na última segunda-feira, 20, em solenidade realizada na sede da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz). O mandato é para o biênio 2019/2020. Na condição de representante de um importante segmento do setor produtivo, a Federação da Agricultura e Pecuária (Faeal) indicou dois nomes: Vitor Di Guaraldi Monteiro Pinto, como julgador titular, e Santino Pereira Soares na suplência.

“Esse conselho é muito importante para o Estado de Alagoas e é bom verificar que ele é composto por competentes advogados, muitos deles jovens, e isso dá uma tranquilidade muito grande tanto para o Estado quanto para os consumidores e o setor produtivo. Nós esperamos que eles exerçam plenamente as funções para as que estão sendo nomeados hoje, que é o julgamento dentro da legislação específica para cada assunto”, afirma o presidente da Faeal, Álvaro Almeida.

Presidente da Faeal, Álvaro Almeida, prestigia solenidade ao lado de Álvaro Filho, advogado tributarista

O Conselho Tributário Estadual é o órgão julgador de segunda instância administrativa. Reúne 18 membros, entre titulares e suplentes. Dez são indicados pelo poder público; oito pelas entidades do setor produtivo – federações da Indústria (Fiea), Comércio de Bens e Serviços (Fecomércio), Agricultura e Pecuária (Faeal) e Associação Comercial – para representar os contribuintes. A Procuradoria-Geral do Estado é quem fiscaliza os atos do Conselho.

“Este é o Conselho que julga os litígios tributários em última instância, na área administrativa. Ele é paritário entre contribuintes e fisco. Isso é muito bom porque aproxima, dá mais segurança jurídica aos contribuintes, além da possibilidade de opinarem sobre cada caso tributário”, argumenta o secretário de Estado da Fazenda, George Santoro.

Secretário da Fazenda fala sobre importância do Conselho

Produtores de cana conhecem o programa Bem+Agro

O Bem+Agro, programa de benefícios criado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e exclusivo para produtores em dia com a Contribuição Sindical Rural, foi apresentado a produtores de cana nessa segunda-feira, 20. A apresentação aconteceu na sede da Cooperativa dos Plantadores de Cana de Alagoas (Coplan). O Bem+Agro foi apresentado pelo superintendente regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar AL), Fernando Dória, e pela agente de Arrecadação da Federação da Agricultura e Pecuária (Faeal), Carla Christine.

Dirigentes da Asprovale e da Usina Uruba também participaram da reunião. Alguns deles fizeram o cadastro no Bem+Agro durante o encontro. O superintendente do Senar em Alagoas, Fernando Dória, ressaltou a importância da Contribuição Sindical Rural, para que a Federação da Agricultura e o Senar continue desenvolvendo o seu trabalho em Alagoas, na defesa dos interesses e direitos do produtor, na capacitação profissional e promoção social no campo.

O presidente da Coplan, Fernando Rossiter, reforçou as palavras do superintendente do Senar. “Se a gente não se organizar e não tiver um órgão que defenda os interesses da nossa categoria, cada dia ficará mais difícil. Por isso, é fundamental que todos nós possamos pagar a contribuição sindical rural, pois a Federação da Agricultura faz um trabalho muito importante neste sentido”, comentou.

O Programa

A adesão ao Bem+Agro é gratuita e deve ser feita no sitehttps://www.bemmaisagro.com.br.O programa funciona com agros – moeda virtual criada para o sistema e que pode ser trocada por ofertas e outros benefícios. Para ganhar agros, o produtor precisa ter alguns comportamentos como se inscrever e concluir cursos do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar); participar de eventos; navegar, interagir e ler conteúdos publicados pela CNA, federações estaduais da agricultura e pecuária, e sindicatos rurais.

No computador ou celular, o produtor acessa o extrato de agros acumulados, confere as ofertas – nacionais ou segmentadas por região – e troca moedas virtuais por benefícios, como condições especiais em empresas parceiras, a exemplo de descontos em planos de saúde, serviços laboratoriais, passagens aéreas, pneus e serviços relacionados, cursos de graduação e livros, além de acesso VIP a eventos do agronegócio, entre outros.

Nacionalmente, a CNA já firmou convênio com empresas como Latam Airlines, Mercedes-Benz, Visa, Livraria Embrapa, Pirelli, Sabin Medicina Diagnóstica, 99, Netshows, Bancorbrás e Movida Rent a Car. Os produtores também terão acesso a cartilhas de processos produtivos e poderão formar turmas exclusivas para cursos do Senar; indicarão estudantes para o programa CNA Jovem; terão acesso prioritário a serviços prestados pelos sindicatos, como assessorias jurídica e contábil, bem como à Assistência Técnica e Gerencial do Senar.

Expoalagoas Genética apresenta novidades do setor

Álvaro Almeida (Faeal), Domício Silva (ACA) e Zezinho Nogueira (Fiea)

Com informações da Gazeta Rural

Em sua nona edição, a Expoalagoas Genética movimenta cada vez mais o Parque da Pecuária, em Maceió. Promovido pela Associação dos Criadores de Alagoas – ACA –, o evento começou no último dia 13 e segue até o próximo domingo, 19, com palestras, cursos, julgamentos, competições equestres e leilões. O objetivo é impulsionar a cadeia produtiva de carne e leite alagoana.

O presidente da ACA, Domício Silva, avalia o crescimento da Expoalagoas Genética ao longo dos anos. “Este evento nasceu pequeno e hoje está consolidado como o maior do primeiro semestre, no Norte e Nordeste, com a participação de criadores de toda a região, uma qualidade genética muito grande, um número de animais recorde – cerca de 1.400 passando pelo parque –, e uma programação com foco em trazer o que há de melhor da genética para os produtores locais”.

Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuáriado Estado de Alagoas – Faeal –, Álvaro Almeida, a Expoalagoas Genética é uma grande oportunidade de troca de conhecimentos e experiências. “É um grande encontro de pecuaristas para debater assuntos relacionados ao agro e fazer negócios. Parabenizo a diretoria da ACA, em nome do Domício, e convido a todos para que participem deste evento tão importante para o desenvolvimento do setor”, diz.

Referência no segmento agropecuário regional, a Expoalagoas Genética vai apresenta as novidades do setor em pesquisas, produtividade e na geração de negócios no segmento de bovinos, equinos e ovinos. A expectativa dos organizadores é de que sejam gerados R$ 5 milhões em vendas e negócios com a realização dos leilões: “Alagoas Santa Inês”, na sexta-feira (17); “Vaquejada e Trabalho”, no sábado (18) e “Genética de Berço”, no domingo (19).

Faeal sedia Seminário Inovação no Semiárido

Foto: Edilson Omena/Algo Mais Consultoria

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas – Faeal – sediou, nessa quarta-feira, 15, o Seminário Inovação no Semiárido: a experiência de Israel. Promovido pelo Sebrae AL, o evento apresentou e abriu discussões sobre as possibilidades de replicar, no semiárido alagoano, o exemplo de gestão, investimento em tecnologia e educação que fizeram do país do Oriente Médio o mais avançado do mundo em irrigação agrícola, mesmo possuindo solo desértico.

O presidente da Faeal, Álvaro Almeida, ressaltou a importância da realização do seminário no exato momento em que a Assembleia Legislativa de Alagoas discute a necessidade da conclusão das obras do Canal do Sertão e da construção de barragens subterrâneas no semiárido.

“Nós, da Federação da Agricultura e do Senar, que provocamos essas discussões, já nos sentimos realizados. O resultado não nos pertence, mas o estado foi provocado e nós continuaremos acompanhando. Já demos a sugestão ao governador Renan Filho, pois gostaríamos de participar da gestão, não como gestores principais, mas num grande conselho fiscalizador, que também possa sugerir, contestar, contribuir com o desenvolvimento de Alagoas”, afirma Almeida.

Israel é um exemplo de que tudo depende de uma gestão eficiente. Superou as adversidades e hoje exporta cerca de 80% do que produz no campo, onde mais da metade das terras são irrigadas com água de reuso. Segundo Diego Berger, coordenador de projetos internacionais da Mekorot, empresa de abastecimento israelense, o primeiro passo é educar as pessoas para que dêem o valor necessário à água.

“Nós costumamos dizer que Israel foi abençoada pela falta de recurso. Não há mais água natural e metade do que utilizamos na agricultura vem do esgoto, pois somos o país que mais reutiliza. E aí é que está a importância de uma boa gestão, que, além de educar a população, também deve reduzir as perdas e utilizar bem os recursos”, analisa Berger.

O presidente do Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae em Alagoas, Zezinho Nogueira, reforça a importância da troca de experiências com Israel, sobretudo no que diz respeito à gestão. “Temos muitas das tecnologias presentes em Israel e podemos trazer outras, mas o ponto principal deles é a gestão em tudo o que fazem, e é isso o que queremos trazer, essa experiência na gestão da agricultura e dos recursos hídricos”, comenta Nogueira.


Senar AL iniciará novas turmas de Alfabetização de Jovens e Adultos

Professores recebem orientações

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas – reuniu 15 professores de alfabetização, de dez municípios do interior do estado, para passar orientações sobre os procedimentos metodológicos e apresentar o planejamento de atividades do Curso de Alfabetização de Jovens e Adultos que terá início no próximo dia 3 de junho. A reunião aconteceu na última quarta-feira, 15, na sede do Senar, em Maceió.


O curso de Alfabetização de Jovens e Adultos é uma parceria com o Sebrae em Alagoas, firmada no Convênio de Capacitação Técnica 01/2019. A carga horária é de 300 horas e, ao todo, 250 alunos estão inscritos. São pessoas não alfabetizadas que foram selecionadas pelos professores – que moram nas comunidades onde ministram as aulas.

Os municípios contemplados com o curso são: Igreja Nova; Pindoba; Arapiraca; Palmeira dos Índios; Igaci; São Luis do Quitunde; Mata Grande; Poço das Trincheiras; Santana do Ipanema; e Major Izidoro.

A oferta do curso reforça a missão da instituição, que é realizar a Educação Profissional, a Assistência Técnica e as atividades de Promoção Social, contribuindo para um cenário de crescente desenvolvimento da produção sustentável, da competitividade e de avanços sociais no campo.

Contribuição sindical

O Senar Alagoas já capacitou cerca de 314 mil alagoanos. Quase cem mil pessoas já foram beneficiadas pelas ações de promoção social e a Alfabetização de Jovens e Adultos já formou mais de mil turmas, o que representa aproximadamente 22 mil alunos. O Senar Alagoas integra o Sistema CNA e, para que esses e outros serviços possam continuar sendo ofertados, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil precisa do apoio dos produtores, por meio da Contribuição Sindical Rural.

A contribuição é facultativa e pode ser feita até esta quarta-feira, dia 22. A Guia de Recolhimento está disponível no sitewww.cnabrasil.org.br.

Barragens subterrâneas viram prioridade para o Estado

Barragens subterrâneas foram tema de sessão especial na ALE

A construção de barragens subterrâneas em Alagoas entrou na lista de prioridades da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos. A afirmação, dita na manhã desta sexta-feira, 10, pelo secretário executivo de Gestão Interna da Semarh, Alex Gama, trouxe esperança para dezenas de produtores rurais do semiárido alagoano, que participaram de uma sessão especial na Assembleia Legislativa.

A sessão sobre barragens subterrâneas foi proposta pela deputada estadual Fátima Canuto (PRTB), a partir de um pleito da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas (Faeal). A engenheira agrônoma do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar AL), Luana Torres, apresentou uma barragem subterrânea construída em parceria com o Sebrae, no município de São José da Tapera, por meio do programa Sertão Empreendedor. O projeto custou cerca de R$21 mil e, seis meses após a conclusão, já armazena água capaz de abastecer entre cinco e seis famílias.

“A falta de água não será um problema para a realização de plantio de hortaliças ou outras culturas. A segurança alimentar, abastecimento, fornecimento para animais e utilização dessa água para a irrigação deve ser motivação suficiente para aumentar o número de barragens subterrâneas no semiárido de Alagoas”, observou Luana Torres.

“Estamos resolvendo a vida dos produtores rurais das regiões secas, que são pessoas de baixa renda. Transformar vidas nos dá um orgulho muito grande e, além disso, participar desta parceria com o Senar nos permite mostrar, mais uma vez, que o Sertão pode ser uma solução para Alagoas. Tem sol o ano inteiro, terras agricultáveis, só precisa de tecnologia e da boa vontade das autoridades para levar essa tecnologia ao campo”, comenta Ronaldo Moraes, diretor técnico do Sebrae AL.

O agricultor Edésio Melo, de São José da Tapera, conhecido como “Seu Dedé”, também subiu à tribuna da Assembleia Legislativa para falar sobre a sua experiência de sucesso. Ele construiu a primeira barragem, com capacidade para acumular 75 milhões de litros de água, sozinho, “no braço”. A obra durou dois anos. Hoje, cultiva mais de 90 tipos de plantas, entre hortaliças, medicinais e frutíferas, em qualquer época do ano.

“Primeiramente, eu agradeço a Deus e, depois, à barragem subterrânea, pela minha felicidade e da minha família. A minha barragem mantém seis famílias nas nossas origens, sem dizer que ainda abasteço a cidade de Tapera, a feirinha, de segunda a sexta. Água é vida. Se os senhores puderem multiplicar essas barragens, serão bem-vindas, porque a agricultura familiar está necessitada”, pediu Seu Dedé, diante de deputados estaduais e outras autoridades.

Alex Gama: “Custo é mínimo quando comparamos aos benefícios”

Após todos exemplos e estudos apresentados, Alex Gama garantiu que a Semarh tentará incluir a construção de barragens subterrâneas dentre os projetos que recebem apoio financeiro do Governo Federal. “R$21 mil não representam nada, quando você compara aos benefícios gerados por um empreendimento deste. Portanto, quero dizer que nós estaremos muito envolvidos e buscaremos, dentro dos convênios que já temos, a possibilidade de incorporar o programa de barragens subterrâneas”, ressaltou o secretário executivo de Gestão Interna.

Mapeamento
Apontada como uma tecnologia simples, barata e capaz de garantir o sustento de famílias de pequenos agricultores nas regiões mais secas, a barragem subterrânea deve ser construída em locais com solo, relevo e clima adequados. Em Alagoas, pesquisadores da Embrapa realizam o ZonBarragem, um trabalho de mapeamento de áreas com potencial para construção que é inédito no semiárido brasileiro. Mas há um alerta. Com duração de quatro anos e término previsto para 2021, o projeto corre o risco de não ser concluído por falta de recursos financeiros.

“O nosso orçamento total é de R$420 mil, recursos provenientes do Governo Federal. Dos R$120 mil previstos para 2019, até o momento, nós só recebemos R$7 mil. Por isso, eu faço um apelo aos deputados estaduais, para que nos ajudem a manter este projeto tão importante. Queremos contribuir com a soberania e segurança alimentar e nutricional das famílias e de seus animais, a diminuição da fome e da pobreza, o aumento da resiliência às mudanças climáticas da região e a inclusão socioprodutiva das comunidades do campo”, clamou a pesquisadora da Embrapa e coordenadora do ZonBarragem, Maria Sonia Lopes da Silva.

Seu Dedé entre deputados estaduais e outras autoridades

O presidente da Faeal, Álvaro Almeida, chamou a atenção dos parlamentares e demais autoridades para a necessidade do fortalecimento das parcerias com o objetivo de criar um programa sólido de construção de barragens subterrâneas. “Temos condições de fazer muito mais junto ao Governo do Estado, às prefeituras – que têm as caçambas, as retroescavadeiras, as máquinas – e outras instituições. Assim, faremos com que o pequeno produtor saia da agonia dos períodos de estiagem, produza e melhore a qualidade de vida dele, da família e da sociedade”, ponderou.

“Este é o momento de discutir e juntar forças, porque não será apenas o legislativo, mas é preciso um projeto capitaneado pelo Governo do Estado, com parcerias, para que a gente consiga construir barragens subterrâneas e mudar a vida das comunidades do semiárido de Alagoas, por meio do fortalecimento da agricultura familiar e da bacia leiteira, o que também contribui para a diminuição do êxodo rural”, reforçou a deputada estadual Fátima Canuto.

Sessão especial na ALE vai debater barragens subterrâneas em Alagoas

Deputada estadual Fátima Canuto é a propositora da sessão especial que acontecerá nesta sexta-feira (10)

Álvaro Almeida e Fátima Canuto discutem importância das barragens

A construção de barragens subterrâneas, pleito da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas (Faeal), será o assunto da sessão especial que acontece nesta sexta-feira (10), a partir das 9h, na Assembleia Legislativa. A deputada estadual Fátima Canuto (PRTB) é a propositora da sessão.

A deputada afirmou que protocolou uma indicação para que o governador Renan Filho (MDB) e os secretários “empreendam esforços para promover a construção, o funcionamento e a manutenção de barragens subterrâneas na região do semiárido alagoano, inclusive as que já existem”.

Segundo Fátima Canuto, com as barragens, Alagoas ganha mais uma opção para o abastecimento de água para comunidades entre seis e 10 famílias, melhorando as condições de vida, facilitando o acesso à água e contribuindo para a garantia da segurança alimentar e nutricional.

Na sessão especial serão debatidos assuntos importantes como manutenção, construção e funcionamento das barragens.

“Queremos entender mais sobre as barragens de Alagoas para fortalecer mais ainda o nosso projeto e entender qual a necessidade que o estado tem para que construa mais barragens e saber como funcionam as que já existem. É um assunto de extrema importância que precisa ser debatido melhor para fortalecer a região do semiárido, além de conhecer projetos”, afirmou a parlamentar.

Para palestrar na sessão foram convidados: a pesquisadora do Empraba, Maria Sônia Lopes da Silva; engenheira agrônoma do Senar, Luana Torres; a gerente de agronegócios do Sebrae, Vânia Britto e o agricultor Edézio Alves Melo.

Fonte: Assessoria parlamentar

Presidente da Faeal cobra agilidade nas obras no Canal do Sertão

Álvaro Almeida em discurso na Assembleia Legislativa

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas – Faeal –, Álvaro Almeida, participou, na manhã dessa segunda-feira, 6, na Assembleia Legislativa, de uma sessão especial sobre a situação do Canal do Sertão e a sua importância para os municípios alagoanos. A audiência foi proposta pelo deputado estadual Inácio Loiola (PDT), com o objetivo de promover o diálogo e a construção de projetos concretos para o uso racional e sustentável das águas do canal.

Álvaro Almeida reiterou a apreensão da Federação da Agricultura e Pecuária com a paralisação nas obras do Canal do Sertão. “Essa discussão na Assembleia Legislativa é importante para que se possa provocar o Poder Executivo estadual e, por sua vez, levar a preocupação ao Governo Federal, para que, no mínimo, essa obra não venha a parar”, advertiu.

“Nós sabemos que a conclusão não é tão fácil, mas temos a certeza de que esta é uma obra muito importante para o agronegócio – do grande ao pequeno produtor, sem distinção – e não só para a pecuária e a agricultura, mas para o desenvolvimento do Estado de Alagoas como um todo”, ressaltou o presidente da Faeal.

Almeida também relembrou que a Faeal sempre inclui, em períodos de campanha eleitoral, a conclusão do Canal do Sertão entre os pleitos entregues aos candidatos ao governo. “Na visita da ministra da Agricultura (Tereza Cristina esteve em Alagoas no último mês de março) nós inserimos, em documento, a preocupação com o Canal do Sertão. Temos que encontrar uma forma para que produtores e trabalhadores rurais participem da gestão do canal, através de um conselho fiscalizador, para que possamos verificar o que é melhor para o agronegócio, para a pecuária e para a agricultura”, sugeriu.

A sessão especial contou com a presença de 13 deputados estaduais, prefeitos, vereadores de cidades do sertão alagoano, dirigentes da Fetag, Embrapa, Sebrae, entre outras instituições. Produtores e trabalhadores rurais das regiões que serão beneficiadas com o Canal do Sertão também participaram das discussões.

Deputado estadual Inácio Loiola propôs e presidiu a sessão especial

“Eu costumo dizer que nós temos todas as potencialidades para que o Sertão de Alagoas, aliado ao Agreste, seja o maior produtor de alimentos do Nordeste. Mas, para isso, nós precisamos disciplinar, saber quem vai gerir esse canal e colocá-lo para funcionar”, argumenta o deputado estadual Inácio Loiola.

Considerado a segunda maior obra hídrica do Brasil, o Canal do Sertão em Alagoas deve beneficiar 42 municípios. O projeto foi iniciado na década de 1990 e compreende 250 quilômetros de extensão, com início em Delmiro Gouveia e final na cidade de Arapiraca. Aproximadamente 120 km foram concluídos, num investimento de aproximadamente R$2,5 bilhões.

Sessão lotou a Assembleia Legislativa