Sistema Faeal/Senar discute implantação do ATeG + Social em Alagoas com diretoria da Fetag no estado

Uma reunião realizada nesta quarta-feira (29), na sede do Sistema Faeal/Senar, no bairro do Jaraguá, em Maceió, marcou o início das articulações para a implantação do Programa ATeG + Social no estado. A iniciativa, que tem início previsto para o segundo semestre de 2026, deve beneficiar cerca de 450 produtores da agricultura familiar em até 15 municípios alagoanos.

O encontro reuniu representantes de entidades parceiras para alinhar as diretrizes do programa, que será executado em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag). Em Alagoas, a ação contará com a atuação do Sistema Faeal/Senar e da Federação dos Trabalhadores Rurais do Estado (Fetag/AL), seguindo a metodologia de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar.

O ATeG + Social é uma extensão da assistência técnica tradicional oferecida pelo Senar, com foco ampliado no desenvolvimento socioeconômico das famílias rurais. O programa busca integrar melhoria da produção, gestão eficiente da propriedade e impacto social positivo, contribuindo para o aumento da renda e a melhoria da qualidade de vida no campo.

Entre os principais diferenciais da iniciativa está o atendimento personalizado, com visitas técnicas mensais gratuitas ao longo de 24 meses. Durante esse período, os produtores recebem acompanhamento contínuo, que inclui diagnóstico da propriedade, planejamento estratégico, adequação tecnológica e capacitação profissional.

Negócios sustentáveis

A superintendente-adjunta do Senar Alagoas, Luana Torres, destaca que o programa também prioriza o uso de tecnologias de baixo custo, como sistemas de armazenamento de água por gravidade, e incentiva o fortalecimento da gestão familiar. “A proposta é transformar as propriedades rurais em negócios mais sustentáveis e competitivos, promovendo também o desenvolvimento das comunidades onde estão inseridas”, afirmou.

Inicialmente voltado para a olericultura, o ATeG + Social foi ampliado e hoje abrange diversas cadeias produtivas, como bovinocultura de leite, bovinocultura de corte, fruticultura e apicultura. “A expectativa é que a iniciativa fortaleça ainda mais a agricultura familiar em Alagoas, ampliando oportunidades e promovendo inclusão produtiva no meio rural”, destacou a gerente de ATeG do Senar Alagoas, Camila Nascimento, que vai intermediar a implantação da parceria no estado.

Além de Luana Torres e Camila Nascimento, a reunião contou com a presença do supervisor do Senar, José Ferreira Jr., e dos representantes da Fetag/AL, o presidente da entidade, Robério Oliveira; a secretária de políticas agrícolas, Cícera Gomes; o secretário-geral, José Itamar, e secretária de Jovens, Lucineide Holanda.

Sistema Faeal/Senar leva assistência técnica ao Canal do Sertão e fortalece produção rural em São José da Tapera

O Sistema Faeal/Senar segue ampliando sua atuação no interior de Alagoas, com ações de assistência técnica e gerencial que já alcançam produtores rurais na região do Canal do Sertão. Em São José da Tapera, agricultores atendidos pela ATeG começam a colher os resultados da aplicação da metodologia voltada ao aumento da produtividade e à melhoria da gestão no campo.

Durante as visitas periódicas de técnicos de campo e supervisores, a equipe acompanha de perto o trabalho desenvolvido nas propriedades, garantindo que as orientações sigam os fundamentos da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG). O objetivo é alinhar a atuação dos técnicos e assegurar que o conhecimento seja aplicado de forma prática pelos produtores.

O supervisor Juciêdes Rodrigues explica que atua como elo entre técnicos e agricultores, monitorando os resultados planejados e ajustando estratégias conforme a necessidade de cada propriedade. “A proposta é incentivar uma produção mais eficiente, com qualidade e planejamento, respeitando o tempo adequado de plantio e colheita”, afirmou.

Um dos focos do trabalho é a organização da produção de acordo com períodos de maior demanda de mercado. “No caso do produtor Damião Barbosa de Abreu, por exemplo, o planejamento é direcionado para atender à procura durante o período junino, com o cultivo de milho verde e milho doce. A partir desse objetivo, são definidos cronogramas de plantio, colheita e estratégias de comercialização”, garantiu a técnica de campo Symonne Fernandes, que atende o agricultor.

Segundo Damião Barbosa, o acompanhamento técnico tem sido fundamental para corrigir falhas e aprimorar o manejo da produção. “A técnica explica tudo que a gente precisa fazer para garantir uma maior produtividade, e com isso aprendemos o que estamos fazendo de errado e passamos a fazer do jeito certo”, destacou.

A iniciativa reforça a importância da assistência técnica contínua como ferramenta essencial para o desenvolvimento sustentável do agronegócio alagoano, promovendo ganhos de produtividade e melhores oportunidades de renda para os produtores rurais. 

“A visita realizada no Canal do Sertão só confirma a vocação da ATeG do Senar Alagoas de atender o produtor rural do nosso estado em todas as regiões, nas mais variadas condições climáticas e de solo. É a prova de que estamos no caminho certo”, atestou a superintendente-adjunta, Luana Torres, que visitou a região na sexta-feira (24), junto a uma equipe técnica do Sistema Faeal/Senar.   

Assistência técnica do Senar impulsiona eficiência e sustentabilidade na bovinocultura de leite em Alagoas

A Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Sistema Faeal/Senar segue desempenhando um papel estratégico no fortalecimento do agronegócio alagoano, ao levar conhecimento prático e gestão eficiente ao campo. Um exemplo recente desse impacto foi registrado durante visita técnica realizada na última quinta-feira (23), na propriedade do produtor Wanderson Maciel Silva, dedicada à bovinocultura de leite, no município de Monteirópolis, localizado no sertão alagoano.

Conduzida pelo técnico de campo Marcos Vinícius da Silva Ramos, com acompanhamento dos supervisores José Ferreira e Juciêdes Rodrigues, a atividade reforçou a importância da metodologia ATeG como ferramenta essencial para o desenvolvimento das propriedades rurais. A abordagem junto ao produtor focou principalmente na gestão das despesas de produção, com uso de indicadores como custo por litro de leite e eficiência alimentar, aliados a registros sistemáticos que permitem ao produtor tomar decisões mais assertivas.

Há três anos na atividade leiteira, Wanderson Maciel deixou a carreira como supervisor na indústria de alimentos para investir no campo, seguindo a tradição familiar. Nesse processo de transição, o suporte técnico do Sistema Faeal/Senar tem sido determinante para estruturar o negócio, aprimorar o planejamento produtivo e garantir um maior controle sobre as despesas.

Durante a visita, foram aplicados os princípios do ciclo da ATeG: diagnosticar, planejar, executar e avaliar, com definição de ações voltadas à redução de custos, melhoria no manejo alimentar, organização da rotina de ordenha e planejamento de forragem. As orientações consideraram o estágio atual da propriedade e os desafios típicos de produtores em fase de consolidação.

A superintendente-adjunta do Senar Alagoas, Luana Torres, explica que a atuação contínua da Assistência Técnica e Gerencial evidencia como o acompanhamento especializado contribui diretamente para o aumento da produtividade, da rentabilidade e da sustentabilidade no campo. “No nosso estado, iniciativas como essa têm fortalecido a cadeia produtiva do leite e impulsionado o desenvolvimento do setor agropecuário, promovendo mais competitividade e segurança para os produtores rurais”, argumenta.

Em 2026, a Assistência Técnica e Gerencial do Senar atingiu a marca de 100 municípios alagoanos atendidos, em todas as regiões do estado. “Este índice demonstra de forma prática nosso compromisso com os produtores rurais e com o desenvolvimento do agronegócio em 15 diferentes cadeias produtivas, fazendo de Alagoas um dos estados com maior aproveitamento da metodologia ATeG”, completa Luana Torres.

Senar Alagoas leva orientação técnica sobre prevenção e controle da mastite a produtores rurais de Maravilha

Produtores rurais do município de Maravilha, no Sertão de Alagoas, participaram de uma palestra técnica promovida pela Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar Alagoas, com foco na prevenção e controle da mastite em vacas leiteiras, uma das principais enfermidades que impactam a pecuária leiteira.

A ação foi conduzida pelo técnico de campo Maurício Silva, sob supervisão de Lays Barros, e reuniu produtores atendidos pela ATeG no município. Durante o encontro, foram abordados, de forma prática e acessível, os principais aspectos da doença, seus impactos na produção de leite e os prejuízos econômicos causados pela ausência de manejo adequado.

Os participantes tiveram acesso a informações sobre as formas clínicas e subclínicas da mastite, além dos fatores que favorecem seu surgimento, como falhas na higiene durante a ordenha, manejo inadequado dos animais e condições precárias das instalações. 

Nesse contexto, os técnicos reforçaram a importância da adoção de boas práticas no dia a dia da propriedade, incluindo a correta higienização das tetas, o uso de desinfetantes adequados e a limpeza regular dos equipamentos utilizados e do ambiente de ordenha.

Outro ponto de destaque foi a importância do diagnóstico precoce da doença. Segundo os técnicos, a observação diária do rebanho, aliada à utilização de testes simples, permite identificar a mastite ainda em estágio inicial, facilitando o tratamento e reduzindo custos para o produtor. 

A orientação técnica também enfatizou a necessidade de seguir corretamente as recomendações no uso de medicamentos, respeitando o período de carência, como forma de garantir a qualidade do leite produzido.

Além das medidas de controle, a palestra trouxe orientações preventivas, como o manejo adequado no período seco, a oferta de alimentação balanceada e a redução de fatores de estresse no rebanho. A iniciativa reforça o compromisso do Senar Alagoas em levar conhecimento e assistência técnica aos produtores rurais, contribuindo para o aumento da produtividade, a redução de custos e o fortalecimento da sustentabilidade das propriedades leiteiras no estado.

 

“Vaqueiro do Futuro” do Senar começa com foco na qualificação e valorização da mão de obra da pecuária alagoana

O Sistema Faeal/Senar deu início, na manhã desta quarta-feira (11), ao primeiro módulo da capacitação Vaqueiro do Futuro, um programa inovador voltado à qualificação de trabalhadores da pecuária em Alagoas. A iniciativa busca preparar profissionais para os desafios do campo, combinando conteúdos teóricos e práticos que vão contribuir para aumentar a produtividade e melhorar a gestão nas propriedades rurais.

O presidente do Sistema Faeal/Senar, Álvaro Almeida, destacou que a capacitação representa um avanço importante para o fortalecimento do agronegócio no estado. “Trata-se de um diferencial para a pecuária alagoana, que passa a contar com um curso pioneiro e inovador, com foco na valorização daqueles que trabalham no segmento”, afirmou.

Ele também ressaltou que as inscrições seguem abertas ao longo do ano e que a instituição está preparada para atender produtores de todas as regiões de Alagoas interessados em capacitar suas equipes. Segundo o presidente, o investimento necessário para participar do programa é mínimo, diante dos resultados que pode gerar no campo.

“O custo, neste caso, é insignificante se comparado aos benefícios que voltam para a fazenda. Com o vaqueiro devidamente capacitado, ele passa a encarar sua atividade como parte de um empreendimento rural, cujos resultados dependem do seu aprimoramento técnico”, reforçou.

O curso aborda temas estratégicos para o dia a dia das fazendas, como manejo de pastagens, manutenção de cercas elétricas, informática básica, gestão do trabalho no campo e proteção ambiental, dentre outros temas relevantes para a atividade rural nos dias de hoje. A proposta é formar profissionais mais preparados para atuar em um cenário cada vez mais técnico e competitivo dentro do agronegócio. 

De acordo com a superintendente-adjunta do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em Alagoas, Luana Torres, a capacitação foi pensada justamente para atender às necessidades atuais da pecuária e fortalecer a profissionalização no setor. “O curso foi desenvolvido para preparar os trabalhadores e, desta forma, aumentar a produtividade e a eficiência de gestão nas fazendas”, explicou.

Com duração de três meses, o programa é dividido em módulos, com aulas teóricas e práticas, nas propriedades rurais que funcionam como fazendas anfitriãs, permitindo que os participantes tenham contato direto com situações práticas da pecuária. A expectativa do Sistema Faeal/Senar é que a iniciativa contribua para a valorização do trabalhador rural, estimulando a formação de equipes mais qualificadas e preparadas para os desafios do campo.

Interessados em participar da capacitação podem realizar as inscrições diretamente no site acessando o link: https://encurtador.com.br/yIqH. Os interessados também podem procurar diretamente o Senar Alagoas, que fica em Maceió, no bairro do Jaraguá, na Rua Rocha Cavalcante, 181 ou pelo telefone (82) 3217 9800.

Assistência Técnica do Senar Alagoas leva inovação de baixo custo ao campo em Girau do Ponciano

Uma solução simples, acessível e eficiente está transformando a rotina de produção no Sítio Serrinha, zona rural de Girau do Ponciano. A inovação, implantada na propriedade do produtor Cícero Serapião, é resultado direto do trabalho desenvolvido pela Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar Alagoas, que atendeu 10.067 produtores rurais em todo estado em 2025. 

A iniciativa foi do técnico de campo Douglas Bezerra, que integra o grupo acompanhado pelo supervisor de ATeG, Ellyson Rocha. Eles apresentaram ao produtor a proposta para construção de uma caixa d’água de baixo custo, utilizando, em sua maioria, materiais já disponíveis na própria propriedade. 

A estrutura foi montada com estacas reaproveitadas, vergalhões que o produtor já possuía, lona plástica de 200 micras e tela galvanizada, responsável por garantir maior resistência e evitar rompimentos.

De acordo com o técnico, a proposta alia economia e eficiência. “É um sistema de irrigação simplificado que traz muitos benefícios e reduz significativamente o custo de produção. Uma caixa como essa pode ser construída com cerca de mil reais, e o próprio produtor consegue montar”, destacou Douglas Bezerra.

O supervisor Ellyson Rocha mantém encontros periódicos, desde o ano passado, com o seu grupo de técnicos, para incentivar a troca de dados e informações. “Nós formamos o Núcleo de Soluções Tecnológicas, que visa em cada reunião promover o conhecimento e a inovação a partir das práticas de campo”, resume Ellysson Rocha. 

A tecnologia social implantada pela ATeG permite armazenar água para irrigação utilizando a gravidade como força de distribuição, reduzindo a dependência de bombas elétricas e, consequentemente, os gastos com energia e manutenção.

Para o produtor, os resultados já são perceptíveis. “O principal benefício foi o baixo custo e a facilidade de instalação. Se eu precisar mudar o plantio de lugar, posso desmontar a caixa e montar em outro ponto. Antes eu irrigava usando bomba, precisava de pressão e perdia muito equipamento, queimava com frequência. Hoje, com a irrigação por gravidade, melhorou muito”, relatou Cícero Serapião.

Foco na realidade

A experiência no Sítio Serrinha demonstra como a atuação da Assistência Técnica e Gerencial do Senar Alagoas vai além da orientação teórica. O trabalho é focado na realidade de cada propriedade, identificando soluções viáveis, sustentáveis e adaptadas às condições do produtor rural.

Ao levar conhecimento técnico aliado à prática e ao aproveitamento de recursos já existentes na propriedade, o Senar Alagoas reforça seu papel na promoção da inovação no campo, contribuindo para o aumento da produtividade, redução de custos e fortalecimento da agricultura familiar no estado.

“Os exemplos de boas práticas são observados em todas as cadeias produtivas atendidas pela ATeG, demonstrando que a metodologia desenvolvida em parceria com o Sistema CNA/Senar é um grande sucesso em Alagoas, o que nos anima a fazer ainda mais pelos produtores rurais do nosso estado”, resumiu a superintendente-adjunta do Senar, Luana Torres.

Selecionados da primeira turma de Residência Agropecuária participam de reunião de alinhamento no Sistema Faeal/Senar

Os 13 profissionais selecionados no primeiro Programa de Residência Agropecuária de Alagoas estiveram na sede do Sistema Faeal/Senar, na última semana, para a uma reunião de alinhamento, com a presença dos supervisores de campo da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) e da equipe técnica da instituição. O encontro, que marcou oficialmente o início das atividades desta primeira turma, teve como objetivo acolher os participantes, alinhar expectativas e apresentar as diretrizes que irão nortear a experiência ao longo do programa.

Durante a reunião, a superintendente-adjunta, Luana Torres, e colaboradores do Sistema conduziram as apresentações, explicando de forma detalhada como funciona a Residência Agropecuária, suas etapas, responsabilidades e a importância da vivência prática para a formação profissional dos participantes.

Um dos principais pontos abordados foi a metodologia de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), modelo adotado pelo Senar em todo país, que integra orientação técnica e gerenciamento rural, contribuindo diretamente para o aumento da produtividade, da renda e da sustentabilidade das propriedades atendidas. Os residentes puderam compreender como a ATeG é aplicada no dia a dia dos produtores rurais e qual o papel de cada no processo de treinamento.

Para Luana Torres, a iniciativa tem impacto direto no fortalecimento do agronegócio no estado. Segundo ela, o programa contribui para a retenção de talentos, ao oferecer oportunidade e experiência prática a jovens profissionais que estão concluindo ou que são recém-formados nas áreas ligadas ao agro.

“A Residência Agropecuária contribui para o segmento em Alagoas porque ajuda no desenvolvimento de novos talentos. Hoje, muitos jovens saem da faculdade sem experiência e acabam encontrando dificuldades para ingressar no mercado de trabalho. O programa permite que esses profissionais já saiam mais preparados, vivenciando a prática e, no futuro, possam se tornar nossos técnicos de campo da ATeG ou instrutores de cursos e capacitações, levando conhecimento e metodologia para o meio rural”, destacou a superintendente-adjunta.

Diferencial

Luana Torres também ressaltou o que diferencia a Residência Agropecuária de outras experiências, como estágios ou capacitações pontuais, enfatizando o acompanhamento contínuo oferecido aos participantes. “O grande diferencial da Residência é o nível de acompanhamento. Os residentes serão constantemente monitorados e orientados pelos técnicos de campo e supervisores do Senar. Eles aprendem novas técnicas, contribuem com seus conhecimentos mais recentes da academia e vivenciam, na prática, a realidade do campo, o que torna a formação muito mais completa”, explicou.

Além disso, durante esse primeiro encontro, foi apresentado o Sistema Faeal/Senar, sua atuação em Alagoas e o compromisso com a capacitação, o fortalecimento do produtor rural e o desenvolvimento sustentável do agronegócio no estado. Outro momento importante do encontro foi o primeiro contato oficial dos residentes com seus futuros supervisores, fortalecendo a integração entre as equipes e dando início à relação de acompanhamento técnico que será fundamental durante toda a Residência Agropecuária.

A reunião reforçou o compromisso do Sistema Faeal/Senar com a formação de profissionais qualificados, preparados para atuar no campo com conhecimento técnico, visão gerencial e alinhamento às demandas do setor agropecuário.

Assistência técnica garante eficiência de resultados e dobra produção de leite em propriedade atendida pelo Senar Alagoas

Um dos trunfos da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar é a evolução produtiva percebida após determinado período de tempo, comprovando a eficácia da metodologia proposta pela instituição e que vem revolucionando o campo em todo país. Em Alagoas, no município de São José da Tapera, um relatório do técnico de campo Aldair Simão, que atende à Cadeia Bovinocultura de Leite, demonstrou um aumento considerável na média diária produzida: de 359 L/dia na primeira visita para 759 L/dia na quinta visita ao pecuarista atendido.

“Considerando que o produtor manteve a mesma quantidade de animais, observamos o crescimento e, consequentemente, uma evolução produtiva, o que reforça na prática que houve melhoria de manejo, nutrição, sanidade e gestão do sistema produtivo, graças ao bom atendimento realizado pelo técnico Aldair, juntamente com o supervisor Juciêdes Rodrigues”, informou a superintendente adjunta do Senar Alagoas, Luana Torres.

O volume total do produtor, considerando a partir da 1ª para a 4ª visita, teve um incremento percentual de 58,2%, com média diária de 82,4% de crescimento. As taxas em evolução demonstram uma maior eficiência produtiva e um maior aproveitamento da capacidade do rebanho. 

“Ainda temos outro indicador que deixa clara a maior produtividade individual e o melhor manejo de animais em lactação: da 4ª para a 5ª visita houve uma redução no volume total de 41,8%, mas a média diária aumentou, com um percentual de 7,9%, reforçando a evolução técnica, mesmo diante de variáveis climáticas, nutricionais ou de secagem”, avaliou Luana Torres.

A superintendente adjunta também chama atenção para o impacto econômico estimado, com esse incremento na produção. “Considerando o preço médio do leite a R$ 2,10 por litro, o ganho diário efetivo foi de R$ 730,80 adicionais, o que resulta em um ganho mensal de R$ 21.924,00”, completou.

Para o  presidente do Sistema Faeal/Senar, Álvaro Almeida, o sucesso da metodologia adotada pela instituição aposta na profissionalização dos processos. “A propriedade atendida apresenta essa evolução significativa e isso se dá por que houve eficiência produtiva, com estabilidade de manejo e suporte técnico por meio da ATeG do Senar Alagoas. É isso que estamos fazendo ao longo dos últimos anos, garantindo impacto direto na melhoria da produção, com viabilidade econômica e gerencial para os produtores rurais atendidos em nosso estado”, concluiu o presidente. 

*ATeG*

A Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar é um serviço gratuito oferecido aos produtores rurais pelo Senar. Tem o foco na geração de renda, melhoria da produção e na gestão rural de forma educativa. Os produtores são acompanhados periodicamente por um técnico de campo durante 24 meses, tempo mínimo necessário para avaliar os resultados da aplicação da metodologia.

A ATeG vem contribuindo para a evolução socioeconômica dos produtores alagoanos e brasileiros, das famílias e da comunidade rural em geral, além de promover a disseminação de tecnologias e práticas gerenciais para a produção de alimentos com respeito ao meio ambiente.

A metodologia empregada está fundamentada no conhecimento da realidade produtiva e gerencial de cada propriedade. Identificação dos pontos fortes e pontos fracos para estabelecer estratégias de crescimento e assim atingir metas e objetivos planejados pelo produtor em conjunto com os técnicos de campo e supervisores.

Essa metodologia é dividida em cinco ações que envolvem todo o processo a ser aplicado no desenvolvimento da propriedade rural atendida, focada em uma atividade: diagnóstico produtivo individualizado, planejamento estratégico, adequação tecnológica, capacitação profissional complementar e avaliação sistemática dos resultados.

Cacau ganha força em Matriz de Camaragibe com apoio do Sistema Faeal/Senar

A cultura do cacau vem se consolidando como alternativa produtiva na região Norte de Alagoas, impulsionada pelo trabalho de capacitação do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/AL) e pela iniciativa do produtor Ramon Dantas, fundador do projeto Cacau Matriz, em Matriz de Camaragibe. O movimento tem contribuído para diversificar a produção agrícola local, gerar novas oportunidades e fortalecer a agricultura familiar.

O primeiro contato de Ramon com a cultura ocorreu de forma simples, ao buscar informações sobre cacau na internet. A partir dessa pesquisa, ele encontrou o curso de introdução ao cultivo disponível na plataforma Senar Play. Segundo o produtor, esse foi um ponto de virada. “Eu procurava informações sobre cacau em Alagoas e não encontrava. Foi quando me deparei com o curso do Senar: tudo começou ali. Foi o meu primeiro contato com a cultura e com a instituição”, explicou.

A metodologia didática e o conteúdo acessível despertaram o interesse em aprofundar o aprendizado, levando Ramon a realizar o curso diversas vezes até concluir a formação por completo. Essa experiência o motivou a buscar novas oportunidades de capacitação e articulação na região.

Com o apoio da Secretaria Municipal de Agricultura, o Senar passou a realizar cursos em assentamentos e comunidades rurais de Matriz de Camaragibe. As capacitações estimulam a troca de experiências e a organização entre os agricultores, contribuindo para o fortalecimento de vínculos produtivos e para a criação de uma cooperativa, da qual Ramon Dantas faz parte.

“Nós temos um supervisor da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), Saul Melo, que mantém um contato próximo com esses primeiros produtores e, após essa prospecção, o Senar Alagoas vai criar um primeiro grupo organizado que pode consolidar uma nova cadeia produtiva em Alagoas: o cacau na região norte do estado”, informou a superintendente-adjunta da instituição, Luana Torres. 

Distribuição de mudas

O trabalho em grupo permitiu identificar áreas com potencial de desenvolvimento para o cacau e facilitou parcerias institucionais. A partir das visitas técnicas e levantamentos realizados, foram identificadas áreas com cultivo já estabelecido na região. Em parceria com o Grupo Santo Antônio, foi estruturada uma área matriz para produção de mudas, utilizada para ampliar a plantação de cacau entre os agricultores locais.

No primeiro ano da iniciativa, foram distribuídas cinco mil mudas de cacau para produtores da região. No ano seguinte, o número aumentou para dez mil mudas. Este ano, durante o Encontro Estadual dos Produtores de Cacau, marcado para o dia 4 de dezembro, vão ser disponibilizadas quinze mil mudas produzidas diretamente pelo projeto Cacau Matriz. O objetivo é ampliar o alcance da cultura e fortalecer a cadeia produtiva local de maneira gradual e sustentável.

Durante a Expoagro 2025, Ramon Dantas teve a oportunidade de conversar pessoalmente com o presidente do Sistema Faeal/Senar, Álvaro Almeida. No encontro, foi sugerida a possibilidade de levar instrutores e especialistas para realizarem palestras na região, compartilhando experiências de outras localidades. 

Também foi apresentada a ideia de organizar deslocamentos para que os cooperados possam conhecer, presencialmente, propriedades onde a cultura do cacau já está implantada com sucesso em outros estados, a exemplo da Bahia. Para Ramon, a parceria com o Senar Alagoas tem sido essencial. 

“O agricultor precisa desse apoio. Quando o Senar chega com capacitação, organização e assistência, a realidade muda. A cultura se fortalece e o produtor cresce junto”, afirmou. A experiência da Cacau Matriz demonstra que, com capacitação contínua, assistência técnica e articulação entre produtores, é possível ampliar fronteiras produtivas e criar novas rotas de desenvolvimento rural em Alagoas. O Senar Alagoas reforça que continuará atuando ao lado dos agricultores para promover formação, inovação e fortalecimento das cadeias produtivas no estado.

 

Cadeia produtiva do café começa a ser discutida em Alagoas pelo Sistema Faeal/Senar e Embrapa

A superintendente-adjunta do Senar Alagoas, Luana Torres, recebeu na manhã desta quarta-feira (29), a analista de Inovação da Embrapa Alimentos e Territórios, Renata Silva. Na pauta, estudos de viabilidade técnica para o desenvolvimento de uma futura cadeia produtiva do café em Alagoas. O supervisor de Assistência Técnica e Gerencial do Senar, José Ferreira Jr., participou da reunião.

“O Sistema Faeal/Senar está sempre atento às sinalizações do mercado agropecuário, foi assim que incluímos novas cadeias em nosso portfólio como a cultura do eucalipto, a equideocultura e mais recentemente a maricultura. O café já está sendo cultivado em outros estados nordestinos e aqui em Alagoas temos a região serrana, com clima propício para essa produção”, avaliou Luana Torres.

Para a Embrapa, o momento é de promover a troca de experiências e incentivar futuros interessados em iniciar o cultivo local, a partir de variedades já testadas. “Cultivares como o arábica e o conilon já são produzidos em estados vizinhos a Alagoas e nossa intenção é promover uma missão técnica para conhecer essas experiências com o intuito de começar essa produção de forma organizada com apoio de pesquisadores e técnicos de campo, por isso essa primeira reunião da Embrapa aqui no Senar”, informou Renata Silva.

Os próximos passos incluem visitas técnicas a produtores nordestinos que já atuam na cafeicultura, para troca de experiências e benchmarking. Nessa etapa, outros parceiros devem integrar a missão, como o Sebrae e entidades públicas como o governo e universidades.

Luana Torres afirmou também que só uma avaliação técnica mais ampla permitirá desenhar o futuro da produção de café no estado. “A diversificação de culturas é uma das nossas missões, assim como aproximar os municípios e os produtores dos nossos serviços, tanto na Formação Profissional Rural quanto na Assistência Técnica e Gerencial. As cadeias produtivas surgem a partir das demandas locais, mas também da viabilidade do negócio”, disse.

Ela lembra o sucesso do Damásio Café, empreendimento de torrefação artesanal localizado em Mar Vermelho. “Apesar de utilizar o insumo cultivado em outros estados nordestinos, eles beneficiam o grão e criam um produto com características próprias que faz muito sucesso no mercado. Inclusive, pelo terceiro ano consecutivo, eles participam do nosso estande na Expoagro com uma procura crescente  entre os consumidores”, completou Luana Torres.